Se o silêncio é dos inocentes…
A cada projeto a gente esbarra com a mesma situação. Você faz sua “coisa”. Um design, uma ilustração, um programinha, um artigo, uma música, um prato de comida… Aí você manda para o cliente, aquela pessoa com quem você vem iterando há algum tempo. Trocando idéias, pegando o conceito. Aí o cliente resolve mostrar o trabalho para alguém. O chefe, a colega de sala, a tia… E essa pessoa sempre tem algo a dizer, sempre discorda e pede para mudar alguma coisa.
Eu acho que essas pessoas se sentem na obrigação de dizer alguma coisa. Se não disserem acham que vão passar por burras, sei lá. Ninguém é capaz de olhar e simplesmente dizer “tá bom”.
Eu prefiro as críticas, são chatas, mas ajudam a crescer.
Críticas são boas. Mas prazos também.
Cris, esses são os famosos pitaqueiros, aqueles que não conseguem simplesmente dizer ‘tá bom’ ou elogiar - mesmo sem dominar o assunto, eles sempre sabem fazer melhor. Ô racinha!
Eu não vejo problemas em críticas desde que sejam construtivas e tenham fundamento. Havendo fundamento, se ela é plausível, é porque há, sim, algo a melhorar no trabalho. É chato, mas é a vida. Só algo perfeito estaria 100% livre delas.
Legal quando o pessoal não pega a piada né?
Tá bom? Claro! Mas, se podia estar melhor, por que não ajudar?!
A crítica pode nos levar a discutir o assunto, a pesquisar, ter novas idéias. É essa a intenção.
E o lance do prazo realmente é phoda. Acho que todo mundo fica sonhando em fazer aquele projeto pessoal, sem correria, pressões, etc., só para poder cuidar de todos os detalhes…
Mas não é crítica, é só a natureza humana em ação.
Senti que você está precisando de um suporte…
“TÁ BOM! TÁ EXCELENTE! GÊNIO!”
E olha que eu nem ví a parada…
Depois eu mando a fatura.
Cara… contanto que a gente consiga fazer o cliente entender que mudanças custam tempo, tudo bem.
O mais triste é quando se tem de negociar, ainda por cima, como se fosse possível fazer 2 horas de trabalho em 30 minutos.
aiai
É… é por isso que quem pode cobra por hora…
O taxímetro é um grande educador…
Um dos meus crientes forwardou o link do site que eu estava fazendo pra uma organização de, sei lá, 25 pessoas. E escreveu assim: “any feedback is welcome”. Eu quase tive um treco. Dei um “Reply all” e disse “não, any feedback is NOT welcome.” Falei mermo. Sou volOtária da organização há 6 anos…
Verdade! Às vezes é um projeto que você começa amando e termina odiando. Críticas são boas, palpites furados não!
Peneira neles.
O retorno é bom, assim como opiniões que sejam contrutivas e que possam ver aqui;o que você ainda não tinha visto.
Às vezes são coisas que não fazem sentido. Podendo, passa por cima e segue em frente.
Eu não lido especificamente com clientes, mas às vezes me pedem coisas que não dá p/ fazer. Então faço o que tenho que fazer e mostro o resultado. Por enquanto está funcionando.
É isso aí, uns entenderam, outros não. Afinal de contas eu fui quase enigmático no meu texto. Não vou ficar detalhando porque é, além de tudo, anti-ético.
Mas eu já sou bem grandinho para saber receber bem críticas. Só que uma pessoa não envolvida no projeto dizer coisas do nível de “eu não gostei dessa cor” na semana de entrega do projeto não é crítica, é pitaquice mesmo como bem disse a Nicole. Fora o já famoso “eu quero uma coisa mais animada”.
Cris, imagina que o caboclo tá lá, na dele, não fez nada do proejto, não participou do briefing, das reuniões, de nada. Aí chega um carinha e mostra “Olha aqui. O que você acha?”. O caboclinho pensa “Se eu disser que está bom, vão achar que eu não tive participação nenhuma nessa coisa”. Então ele acha. Várias coisas inúteis, mas pelo menos “participou”.
Triste, mas óbvio :)))
Porra, como isso acontece. E com muita freqüencia, com muitos motivos que podemos imaginar. Como já disseram: o cara tem que falar alguma coisa, tem que ter uma opinião. Mas o pior, é o próprio cliente querer participar da criação, sei lá, às vezes acho que alguns clientes são frustrados e gostariam de ser criativos, por isso, querem ter alguma coisinha deles lá. “Olha, aquela idéia foi minha”. A gente tenta, discute se for preciso, mas tem alguns que não adianta, parecem crianças batendo o pé.
O problema é que hoje todo mundo tem que ter opinião sobre tudo. É preciso “ter atitude”, “mostrar personalidade”. Aí surgem as sugestões bizarras.
O papo de vocês é de criativos que acham que estão sempre certos e perfeitos. A opinião humana é que nem bunda: cada uma tem a sua, e é possível que a dos “criativos” cheire mal aos olhos - ou narizes - dos outros. Afinal, vocês NÃO SÃO ARTISTAS, mas sim PROFISSIONAIS PAGOS PARA AGRADAR aos outros. Quer fazer arte? Vira pintor!
tem toda razão, é caracteristica de ‘humanos’ ser pentelhos(as)
Talvez seja essa a questão. O problema da opinião, como o da bunda, é o que dela sai.
Engraçado é que quando alguém chega e diz “tá bom!” a gente sempre acha que … foi pouco. Aí fica o chove não molha e pedimos para explicar: tá bom quanto?, tá bom onde?, por quê?
Hehehe, somos sempre pentelhos, ninguém está satisfeito.
Cris, eu também era assim. Sempre tinha que apontar alguma coisa que podia melhorar ou mudar. Mas com um pouco de paciência e exercício de auto-controle, acabei aprendendo a dizer “tá bom”, a não ser que a mudança seja REALMENTE necessária
O engraçado é que depois que passei a agir assim, comecei a sentir um certo ar de frustração na pessoas que vinham perguntar a minha opinião