Um dia o mundo aprende

Outro dia vi o texto da Baxt sobre as coisas boas e ruins de se trabalhar em casa (moletom é um top, definitivamente) e ficamos um bom tempo trocando idéias sobre o assunto no GTalk. Eu adoro trabalhar em casa e com minha filha vindo aí acho que vai ser mais sensacional ainda estar bem de perto vendo seu crescimento. O problema é que o resto do mundo à minha volta ainda precisa aprender como é trabalhar em casa, ou como é se relacionar com uma pessoa que trabalha em casa. Diálogo não-tão-fictício-assim:

— Você já levou o carro no lava-jato?

— Não.

— Caramba, mas você teve a semana toda!

Não. A semana toda eu estava trabalhando. Eu também tenho prazos e metas a cumprir. E mais, eu tenho meu próprio negócio, ganho por hora trabalhada. Se eu trabalhasse numa repartição pública ninguém ia achar um absurdo eu esperar o fim-de-semana para lavar o carro, ir comprar seiláoque, pregar o quadro na parede, uiscambau. Porque eu estaria longe de casa. Mas agora eu trabalho muito muito muito muito perto de casa, mas ainda assim trabalho. Às duas da manhã, na frente do computador, eu provavelmente ainda estou trabalhando.

Obs: O diálgo não-tão-fictício-assim não foi travado com a Anna, antes que achem que ela é uma carrasca que não entende nada.


:: Escrito por Cristiano Dias, dia 27 May 2006, 11:01, em Lerê... lerê...,Vida de gado.
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