O evangelho de Jesus segundo… Judas?

Um documento trazendo o ponto de vista de Judas Iscariotes sobre a crucificação de Cristo foi publicado nesta quinta-feira nos Estados Unidos pela revista National Geographic.

O documento mostra Judas como um personagem benéfico, o favorito de Jesus, que teria colaborado com os seus planos para salvar a humanidade.

Essa visão é semelhante à dos cristãos gnósticos, um grupo de religiosos do 2º século que rivalizava com a Igreja.

Eles acreditavam que Judas seria de fato o mais iluminado dos apóstolos e teria proporcionado a possibilidade de a humanidade ser redimida através da morte de Cristo.

Santo ponto-de-vista, Bátima! Isso vai dar o que falar.

Segundo a professora Elaine Pagels, da universidade de Princeton, o texto “ajuda a mostrar o quanto diversificado e fascinante o cristianismo era em seus primeiros anos”. A descoberta dos chamados evangelhos apócrifos — como os de Tomé, Maria Madalena e Filipe — mostra como a formação da Bíblia foi uma decisão muito mais motivada pela política da época do que por religião.

Já a professora de Harvard Karen L. King, que ainda não leu o texto publicado na National Geographic, vai além: “Se a morte de Jesus era parte do plano de Deus, então a traição de Judas também é parte do plano de Deus. Quem é Judas, então? O traidor ou o facilitador da salvação, o cara que fez a crucificação possível?”

Será? O que você acha?

PS: A National Geographic também está por trás (financiou) da outra grande novidade científica comentada neste blog hoje. Dá vontade de assinar a revista só pra ajudar os projetos dos caras. (será que adianta?)


:: Escrito por Cristiano Dias, dia 6 Apr 2006, 22:15, em Olha isso!.
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