Punindo o correto
Marisa Monte, depois de sei-lá-quantos-anos (descontando os Tringuelistas) coloca dois novos CDs na praça. Campanhas de marketing, posicionamento privilegiado em gôndolas e vitrines, entrevistas na TV, capas de revista… e proteção “anti-cópia” de algum tipo escolhido pela EMI, sua gravadora.
Os dois CDs já estão nas melhores redes P2P do ramo. Céus, estou chocado! Como é possível?
Ou seja: quem não quer pagar pelo CD continua não precisando pagar. Quem mete a mão do bolso e tira trinta e sete mariolas para comprar um dos CDs (mais ou menos R$ 2,64 por música) fica com um produto aleijado, que não pode ser transferido para tocadores de mp3, backupeado e que para tocar no computador vai (talvez) precisar instalar algum programa safado abrindo seu computador a invasores maléficos. Quem joga nas (cada vez mais paranóicas) regras estabelecidas pelas gravadoras é punido e quem joga por fora tem um produto final melhor do que o original.
Será que algum dia as gravadoras (e estúdios de cinema… e canais de TV…) vão se tocar do óbvio? Se o som de um CD sai pela caixa de som não há sistema anti-proteção que impeça a cópia digital do mesmo. Que em um título que vende centenas de milhares de unidades só é preciso um consumidor paciente para gerar uma cópia em mp3. Todos os outros que pagaram pelo produto viram patos por conta do ráquer. Colocar barreiras, códigos e limites só dá motivos para que o consumidor não compre o produto original.
No dia mundial do consumidor, respeito é bom é nós gostamos.
Sem comentar que, musicalmente, o Universo ao Meu Redor é algo como 300% melhor do que o Infinito Particular. Embora nos dois MM soe cansada e com uma mensagem subliminar clara: comprem logo meus CD´s que tenho que pagar a escola de meu filho.
Estranho, muito estranho.
Ela poderia se mirar no exemplo da Vanessa da Mata. No CD atual ela tem, além do formato normal de CD, todas as músicas em MP3, OGG e WMA. Uma por uma. E tem Arquivos grandes, com todas as músicas juntas (também em MP3, OGG e WMA). Isso é o certo. PAguei pelo CD? Posso ouvilo onde e como eu quiser.
A propósito, já que o Mauro lembrou da escola do filho da Marisa, lanço a pergunta: qual a idade de Mano Vladimir?
Isso é igual aquele esquema dos DVD’s originais e dos piratão…
Os piratão vc taca ele no drive, e aperta >> para ir direto pra onde quer …
nos originais vc é obrigado a ficar esperando aquelas mensagens que NENHUM BRASILEIRO LÊ/RESPEITA/QUER SABER … traillers, etc.
Acho que você já tinha dito isso auqi também
Eu tenho uma opinião com a qual talvez nem todos concordem: pirataria é um assunto de interesse privado dos estúdios e distribuidoras, e não um caso de polícia. Tem toda aquela conversa, de que é sonegação, é roubo, é imoral, engorda, etc., mas isso é pretexto. No fundo, quem perde com isso são as gravadoras – e só elas. Então, criou-se uma lei tornando a pirataria crime de ação penal pública, ou seja: a polícia – que deveria combater o tráfico e a criminalidade violenta – às vezes é compelida a ir atrás de camelô que vende cd e dvd pirata. Deixa de cumprir suas finalidades sociais e de segurança pública e vai cuidar do interesse das gravadoras e estúdios, porque a lei – uma lei absurda – assim determina.
Realmente não há como impedir algo que é digital ou que pode ser digitalizado de ser compartilhado. E como atualmente tudo pode ser digitalizado, as gravadoras deveriam ter políticas de incentivar o consumidor a ouvir as músicas legais, que podem ser remanejadas para o mp3, etc etc. Lutar contra essa “revolução digital” é impossível.
não pode sair ganhando porque o som codificado em mp3 é inferior.
a melhor idéia é do cd da Vanessa da Mata.
pirataria é roubo. e burro, porque a pessoa “pensa” que tem a mesma coisa (digital, não é?), mas NÃO É a mesma coisa.
mp3 teria que ser mágico pra reduzir o tamanho de um arquivo sem eliminar nada.
Contrariando completamente a célebre frase:
O CRIME NÃO COMPENSA
tosse lossless compression tosse
aliás, ninguém vai defender que o som do vinil é superior ao do CD?
já estou baixando…
Tenho uns 200 CDs comprados, para mim são um tipo de sacola de mercado bonitinha. Eu pego o conteúdo e guardo no computador onde posso usá-lo a vontade.
Até hoje comprei apenas um CD pirata, mas passei a ser obrigado a baixar ilegalmente as músicas dos CDs protegidos, como foi o caso do Tribalistas.
Cheguei a tentar argumentar na loja:
- Oi cara, como faço para ouvir este CD no meu Mac e acrescentá-lo no iTunes?
- Ih, mano, este CD é protegido, só toca em aparelho de som…
- Puxa! E como eu faço? Vou ter que arranjar pirata?
- É… Acho que vai cara.
Faço o mesmo que o Roney aí em cima: ripei toda minha coleção de CD’s pra dentro do Mac e sou feliz! Deu vontade de ouvir QUALQUER coisa: basta um clique do mouse dentro do iTunes. Muito conveniente. Sabendo que um disco do artista X não permite a cópia toma a simples atitude de NÃO compra-lo. P2P certo. Gravadoras são burras e merecem a decadência que estão sofrendo.