Na época da “web 1.0″ era divertido ver o quanto as empresas diziam ter gasto na fase de desenvolvimento. Coisas na casa dos quaquilhões. Na minha startup 1.0 a história obviamente era a mesma.
Eu: Quanto gastamos para abrir a empresa? Sei lá… o aluguel.
Repórter: Quequeisso! Vamos dizer, uns… [número bem alto e em dólares]?
Hoje a coisa é diametralmente inversa. Em qualquer entrevista das novas empresas web 2.0 seus donos ficam competindo para ver quem gastou menos. E todo mundo fica assombrado com como aquilo é possível.
Na dúvida continue duvidando.
Sim, eu mudei o layout do blog (usando outro estilo já pronto do WP). Ainda é o seu blog querido de sempre.
Aquele visual anterior não tinha nada a ver com a “minha cara”. Esse aí é safadamente inspirado no kottke.org, que eu acho um dos melhores designs de blog no estilo “clean” por aí.
Agora falta traduzir o template para português…
Errei. Não li ontem os jornais de hoje que dizem que o ministro caiu porque saiu dele a ordem de quebrar o sigilo bancário do caseiro.
Economia, mercado, Lula, saber, não saber, dólar… não importa. Caro ex-ministro, o senhor cometeu uma merda federalTM e merece ser processado por tal fato. Cair é o mínimo.
Isso aqui é uma bagunça mas não exagera.
Palocci pede demissão do Ministério da Fazenda
O ministro Antonio Palocci Filho pediu há pouco o seu afastamento do cargo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo a assessoria de imprensa. Desgastado por denúncias de corrupção feitas desde o ano passado e após comparecer a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no início deste ano, Palocci deixa o Ministério da Fazenda após quase 39 meses no cargo. Guido Mantega foi confirmado para assumir a pasta.
A oposição comemora a queda do ministro. O que a gente ganha com isso eu continuo sem saber. É concurso de quem tem o maior bilau?
Que legal, acho que já posso pedir meu certificado de meio intelectual, meio de esquerda, item almejado por vários blogueiros. Explico…
Domingo passado, meio como “comemoração” da mudança fomos em uma pizzaria honesta aqui em frente. Lá pelas tantas a TV começou a passar o documentário Falcão – meninos do tráfico. Eu, de costas para a TV, fiquei mais interessado na reação das pessoas na minha mesa e nas demais. Só consegui pensar no final de Admirável Mundo Novo. Cheguei a ouvir a frase “a Globo só faz isso para conseguir audiência”. Ninguém ali estava entendendo o que aquilo tudo na TV significava. Os garçons-delta pareciam entender um pouco melhor, mas também estavam com os olhos bem arregalados. Eu, que também não entendo lá grandes coisas do assunto, não conseguia nem pensar por onde começar a explicar. Especialmente num ambiente pizza-família como aquele.
Depois de uns (vários) minutos a TV foi comodamente mudada para O Senhor dos Anéis, no SBT antes que a orgia seguida de gritos de “Selvagem! Selvagem!” começasse.
Deu no BoingBoing:
EMI releases Brazilian DRM CDs that totally hose their customers
Brazilian mega-star Marisa Monte’s new CDs from EMI (”Infinito Particular” and “Universo ao Meu Redor”) come with DRM that can’t be uninstalled, and requires you to “agree” to a contract that isn’t published in Portuguese. Even if you disagree, the malware is installed. The DRM blocks you from playing the CD on Linux and MacOS, and from loading it onto an iPod.
Isso para quem pagou pelo CD. Não se engane: a EMI acha que você, consumidor, é ladrão até prova em contrário.
Ih alá, o Concatenum voltou das cinzas!
Eu nunca perdi as esperanças…
Publicitário paulista desvenda mistério da propaganda indesejada
Desconfiado, Aílton Tenório da Silva começou a investigar ao enviar a sua declaração de imposto de renda de 2003. Ele acrescentou as letras ‘B’, ‘I’ e ‘R’ ao seu endereço e criou também um endereço eletrônico exclusivo, pelo qual deveria receber toda e qualquer correspondência da Receita Federal.
O que era uma simples suspeita virou confirmação.
— Houve um vazamento, não duvida nenhuma disso. E veio de lá — afirma Aílton.
A confirmação veio quando um dia o publicitário recebeu em casa uma oferta de cartão de crédito. O banco enviou a proposta para o endereço só fornecido à Receita Federal.
Se isso acontecesse em qualquer outro lugar isso ia dar — com o perdão da má palavra e do trocadilho infame ao mesmo tempo — uma merda federal.
Aqui o secretário da Receita simplesmente diz “não vendemos os dados” e fica por isso mesmo. Segue a vida porque a privacidade do brasileiro — droga, outro trocadilho infame — já está na privada faz tempo. Aqui a gente não consegue nem compreender direito o quanto é um absurdo ter os dados dos contribuintes do Imposto de Renda vendidos no camelô. Até porque é mais importante saber quem é o pai do “caseiro do Palocci” e se o ministro foi ou não foi na cada do Big Bróder.
Acessando por alguns dias via linha discada… Só posso me perguntar se sempre foi essa porcaria ou se é complô dos homi pra todo mundo mudar para banda larga.
Oh the humanity!
(a incrível continuação da saga do internauta que quer sair da lista de spam e-mail-marketing da Varig)
Recebi mais dois emails dos caras. Mandei resposta avisando. Hoje veio o seguinte aviso:
Prezado Sr. Cristiano,
Informammos que o e-mail, já estava programado, para ser enviado para o
senhor, pois o sistema, faz as programações, com até 02 meses antes de
enviar os e-mails, e somente após a data que é retirado o e-mail da
lista, o sistema não programa mais e-mails.
Ou seja: ainda vou receber e-mails que nunca pedi para receber por mais 2 meses… Voa com um barulho desses!
A Amazon lançou um webservice para armazenamento infinito de dados. Não é um “site”. Não é uma coisa tipo “disco virtual” que os provedores brasileiros oferecem. É uma plataforma para desenvolvedores criarem ferramentas em cima. Mais Web 2.0 impossível.
Isso muda muita coisa e eu ainda vou ter que pensar muito sobre isso. Mas queria passar a bola adiante e trocar idéias aqui nos comentários.
Marisa Monte, depois de sei-lá-quantos-anos (descontando os Tringuelistas) coloca dois novos CDs na praça. Campanhas de marketing, posicionamento privilegiado em gôndolas e vitrines, entrevistas na TV, capas de revista… e proteção “anti-cópia” de algum tipo escolhido pela EMI, sua gravadora.
Os dois CDs já estão nas melhores redes P2P do ramo. Céus, estou chocado! Como é possível?
Ou seja: quem não quer pagar pelo CD continua não precisando pagar. Quem mete a mão do bolso e tira trinta e sete mariolas para comprar um dos CDs (mais ou menos R$ 2,64 por música) fica com um produto aleijado, que não pode ser transferido para tocadores de mp3, backupeado e que para tocar no computador vai (talvez) precisar instalar algum programa safado abrindo seu computador a invasores maléficos. Quem joga nas (cada vez mais paranóicas) regras estabelecidas pelas gravadoras é punido e quem joga por fora tem um produto final melhor do que o original.
Será que algum dia as gravadoras (e estúdios de cinema… e canais de TV…) vão se tocar do óbvio? Se o som de um CD sai pela caixa de som não há sistema anti-proteção que impeça a cópia digital do mesmo. Que em um título que vende centenas de milhares de unidades só é preciso um consumidor paciente para gerar uma cópia em mp3. Todos os outros que pagaram pelo produto viram patos por conta do ráquer. Colocar barreiras, códigos e limites só dá motivos para que o consumidor não compre o produto original.
No dia mundial do consumidor, respeito é bom é nós gostamos.
Sensacional. Um belo dia caí na besteira de informar meu e-mail para a Varig. Desde então passei a receber pelo menos um e-mail deles por dia, com ofertas incríveis. Cliquei no link “sair da lista” e nada mudou. Neste ponto a Varig virou, oficialmente, spammer.
Mandei uma das minhas “delicadas” mensagens pedindo para ser removido. Pediram meu número Smiles (???) para tirar meu nome da lista. Passei na segunda-feira. Ontem não recebi nada, mas hoje… Lá estou eu na lista de novo.
Não dá pra achar que a empresa é séria.
Mais um sinal da falência do Rio. A Rádio Cidade, que ocupava o 102,9 desde que eu me entendo por gente e já foi até tema de livro virou Oi FM, que até toca algum rock mas também toca muito mela-cueca. No melhor estilo Lost, se a gente embaralhar as letras de Oi FM vira O Fim, revelando o vilão.
Eu não sei como uma rádio numa cidade grande pode dar prejuízo a ponto de precisar fazer um acordo comercial desses. Os custos são baixos e o público é alto. Mas por querência ou precisão lá se foi a única rádio a qual eu ainda me dava o trabalho de ouvir.
Apesar de sempre defender esse conceito de dar o nome de empresas a estádios, teatros, etc. * sei que faz parte do negócio a empresa desistir da empreitada e tudo precisar mudar de nome de novo. Ou, como mostrou a Wired em uma reportagem, nem sempre o nome cola e o polvo chama do que quiser. Amanhã a Oi resolve mudar de ramo e lá vão as rádios mudar de nome e perfil de novo.
Pela pinta da programação a Oi FM é daquele esquema de rádio onde 99,9999% da programação é gerada em uma localidade central e quase tudo é controlado por computadores, modelo que já é bem difundido nos EUA, onde as ondas de rádio estão quase todas na mão de uma empresa só. Enquanto isso a Jovem Pan, que ainda tem um pouco de “fazer na mão” no ar vai liderando os mercados.
Valeu Rádio Cidade. E vamos comprar CD virgem para ter o que ouvir no carro, ou ver no que vai dar a empreitada online dos caras (que tem banner e favicon da Oi!).
* apesar de a Globo, obviamente, ignorar estes nomes, afinal de contas a empresa não está pagando nada para ela. A Arena Petrobrás, por exemplo, chama-se para a Globo Arena da Ilha.
Hoje eu sonhei que o Google Talk deixava a gente mandar arquivos. Em vez de sonhar com alguma musa do cinema em uma ilha paradisíaca… Mas nãaaao!