Refresca nos olhos dos outros é pimento?
Agora vai ficar divertido: Jornal organiza concurso de caricatura sobre o Holocausto.
Eu acho os radicais islâmicos uns idiotas, é claro. Mas na verdade eu acho radicais religiosos e étnicos idiotas em geral, então vamos ver se essa de liberdade de expressão realmente vale.
Vai ser interessante. No entanto, uma coisa é desenhar Maomé impedindo a entrada dos “mártires” no paraíso por falta de virgens. Outra é tentar vender a idéia que o assassinato planejado de milhões de pessoas, registrado em documentos oficiais, fotografias e filmes e testemunhado por soldados de vários países que tomaram parte no conflito é um mito.
Respeito a crença alheia. Cada um acredita no que quiser, até em espaguete-voador, mas não sei se tenho tanto respeito assim pelo tal Maomé. Primeiro, por que nunca vi a tal da Montanha que viria a ele sair do canto, segundo: para ser Profeta nao há de se fazer profecias? Cadê as dele? Sei não…
Eu posso até estar errado, mas não acho que vão matar ninguém por causa das charges iranianas. Espero que não. Fico com Voltaire nessa. Não concordo com o que eles dizem, mas defendo o direito de expressão. E isso é algo que eles, os Muslins radicais, já provaram inúmeras vezes que não aceitam. Tudo tem que ser de um só jeito. Uma só voz. O tempo todo. Parece 1984.
Opa, peralá! O respeito aos mortos é um sentimento universal e um pressuposto para a civilização, e transcende muito o aspecto meramente religioso. É um dever ético, muito acima da religião. Não vou meter minha colher nessa cumbuca de judeus X islâmicos, mas o holocausto não foi um crime contra uma religião, e sim um crime contra a humanidade. Cinco milhões de seres humanos foram mortos. Fazer “charge” com esse tema é, de certa maneira, estimular a prática de genocídios e limpezas étnicas.
Mas é exatamente isso que os islamistas fanáticos querem promover - uma Jihad purgando a Terra dos infiéis, ou seja, todo mundo que não pensa como eles. As charges só deram a eles mais uma desculpa pra eles botarem fogo no circo. E a piada de mau gosto com o Holocausto deve fazer parte da teoria da conspiração que diz que todos os editores de jornais que publicaram os cartoons são judeus. Não adianta tentar entender como maluco pensa.
Olha, isso pra mim é confundir alhos com bugalhos. Você chinga minha mãe que eu dou uma surra no porteiro do prédio do vizinho.
O que mais me deixa impressionado é que, definitivamente, as pessoas não entendem o que é liberdade de expressão e confundem o conceito com a mais absoluta zona, em que qualquer um diz o que quer sobre quem quiser sem se preocupar com as consequências.
Há uma confusão intensa entre o que é direito de grupo e o que é direito individual. Tempos confusos.
Acho estranho que todo o mundo acha justo que os Judeus morem lá naquele local, na tal “terra santa”.
Acho estranho, quê dinarmaqueses tenham feito as charges, e o alvo dos islâmicos sejam os judeus…talvez seja como a Nicole disse, e que o Hitler achava, ou seja, acham que todos editores são judeus. Às até eu acho.
Agora, o que eu tenho certeza é :
DINAMARCA, tome muito cuidado daqui para frente. Ao top de 5 segundos, já já já … explodiu
Quem brinca com fogo…faz xixi na cama !
Confundir é o que esse povo mais faz. Por que será que eles acham que boicotar produtos dinamarqueses vai afetar o cartunista que desenhou as charges, ou até mesmo o Jyllands-Posten? É a mesma coisa que o Brasil resolver boicotar tudo que vem dos EUA porque o tal repórter do NYT falou mal do Lula. Como diriam nossos patrícios na terrinha, “Isto não faz o menor sentido, o pá!”
Tenho achado essas reações contra as charges de Maomé extremamente exageradas e violentas, e, paradoxalmente, apenas confirmam aquilo que os chargistas expressaram. Não vamos ser hipócritas: é ilusão pensar que os “radicais” são uma minoria isolada no islamismo. Alguém ouviu, mesmo dos lídres religiosos moderados, alguma condenação aos ataques terroristas nos EUA e na Europa? O que quero dizer: se os radicais são tão fortes assim nos países mulçumanos, não é razoável pensar que o islamismo (ao menos como é ensinado a essas gerações) conduz à radicalização? Ou será mera coincidência que os maiores ataques terroristas de nosso século tenham sido praticados por radicais mulçumanos?
A guerra, por exemplo, é mais radical do que o terrorismo.