Alterando o Código Da Vinci
Um bom boato, por mais incrível que seja, nos bombardeia com fatos e nos deixa acreditando que tudo aquilo é verdade. O melhor de O Código Da Vinci — e aquilo que o faz melhor do que Anjos e Demônios — é ler o livro e ser convencido de que tudo aquilo ali pode até não ser verdade, mas tem toda pinta de ser.
No mundo politicamente correto onde todo mundo se ofende (ou todo mundo finge se ofender para conseguir falar na televisão) nossos heróis lutam contra vilões sem religião ou orientação política, em países que não existem ou que têm nomes como “uma ditatuda africana” e “uma república rebelde dos balcãs”. O cativante de O Código Da Vinci é trazer nomes, caras e locais reais para a trama e um tema central a todos os leitores ocidentais: o Cristianismo e seu grande mestre, Jesus. Ao ler o livro você quase que torce para que aquilo tudo seja verdade. Que a Opus Dei seja uma organização maléfica, que a Igreja Católica Romana venha conspirando contra todo o ocidente há dois mil anos — e matando milhões de pessoas caso necessário — e que uns corajosos homens (Da Vinci entre eles) guardam o segredo supremo. Muito melhor do que Bush e Saddam. O livro é só ficção mais seria tão legal se não fosse. E talvez até seja! Qual reles mortal pode saber? Tanto que vendeu 36 milhões de cópias no mundo todo (segundo os editores do livro), gerou uma coleção de publicações-satélite, e vai virar um filme produzido, dirigido e estrelado por vencedores do Oscar.
É onde começam os problemas…
Cinema é programa das massas. Livro é coisa de elite, mesmo um livro que vende 36 milhões de cópias no mundo todo. Qualquer filme que se preze leva mais gente que isso aos cinemas. Cinema é impacto. E os produtores do filme do Código Da Vinci estão preocupados em não ofender seus adoráveis clientes, os cristãos. É o que nos conta essa reportagem do New York Times.
Studio officials have consulted with Catholic and other Christian specialists on how they might alter the plot of the novel to avoid offending the devout. In doing so, the studio has been asked to consider such measures as making the central premise - that Jesus had a child with Mary Magdalene - more ambiguous, and removing the name of Opus Dei.“The question I was asked was, ‘Can you give them some things they can do to change it, to make it not offensive to the Christian audience?’ ” said Barbara Nicolosi, executive director of Act One, an organization that coaches Christians on making it in Hollywood. She said she was approached by Jonathan Bock, a marketing expert hired by Sony for his knowledge of Christian sensibilities, and included in the discussions Amy Welborn, who has published a refutation of “The Da Vinci Code” titled “De-Coding Da Vinci.”
“We came up with three things,” Ms. Nicolosi said: the more ambiguous approach to the central premise, the removal of Opus Dei and amending errors in the book’s description of religious elements in art.
A Sony Pictures, produtora da empreitada, mantém segredo e o set de filmagens — especialmente o diretor Ron Howard e o astro Tom Hanks — em voto se silêncio. Quem viver até maio de 2006 verá.
Sem dúvida o filme vai chegar “amaciado”, politicamente correto etc. O livro realmente eh muito bom e flui bem. Mas nem por isso vou deixar de assistir o filme quando sair…
[]
Leo
Argh.
Vão estragar o filme, pelo visto.
Mas a Opus Dei é uma organização maléfica!
O livro é uma bosta, o que pode significar um bom filme, se o roteirista for esperto. Mas não acredito. Acho que o filme vai ser tão ridículo como o livro, se não muito pior, por conta de todos esses “amaciamentos”. Provavelmente nem vou me dar ao trabalho de ir ver. Tô ficando velha demais pra perder meu tempo com essas coisas…
Não achei o livro uma bosta, mas não é o que eu esperava que fosse, quando paguei 40 pratas nele…
Ná época, estava com 15 milhões de unidades vendidas. Hoje parece que ja passou 45.
O Cris, vc conseguiu dizer tudo, e muito bem…pelo visto, o filme sim, vai ser uma bosta.
Há, ontem vi o Fahrenheit 11 de setembro. Depois de ler os livros do Moore. Cara, muito bom !
Bem, essas mudanças, pra mim, são a receita correta pra tirar do filme o “tcham” do livro e torná-lo uma simples aventura policial. Vão estragar a história de um ótimo livro. Ótimo, viu, Letícia
Um livro sempre é melhor que um filme! Só espero que façam um filme bom e que não distorçam muito a história… É por isso que quando vejo um filme adaptado de um livro antes de lê-lo me decepciono menos! =)
Como assim : “tudo ficção”?? Não é não…
A igreja matou MILHARES de pessoas sim na idade média… o resto do livro pode até ser ficção, mas que a igreja cristã (todas elas) fede, isso fede…
Eu achei uma bosta. Tanto de conteúdo quanto de forma. Estilo literário zero, zero, zero. Nunca tinha lido nada sobre o livro, não sabia nem onde se passava a história (a Itália é o país europeu que menos lê e essas notícias do mundo editorial não interessam aqui) e logo nos primeiros capítulos entendi tudo o que iria acontecer no resto do livro, como uma novela das sete. Só errei uma coisa boba; o resto, acertei tudo. Mas o pior nem é isso, porque se o estilo for interessante, até dá pra engolir uma trama previsível, mas putz, vai escrever mal assim na terra do Paulo Coelho! Bosta, bosta, bosta.
Talvez quem traduziu pro português tenha mandado tão bem e mudado tanto o estilo que acabou ficando mais legal, mas na língua original, vou te dizer, não se salva bissolutamente n-a-d-a.
Quanto mais Roald Dahl eu leio, menos tolerância tenho com Sidney Sheldons e Dan Browns…
Putz, assim vao mesmo estragar o filme, aplicar ‘politicamente correto’ em uma ficcao e brincadeira…e como se nao existissem ‘filmes polemicos’ por ai…a Sony nao acha que vale a pena fazer um filme polemico? Hum…
A Leticia compara o livro a bosta. Eu acho uma injustiça com a bosta. O livro nao vale nem isso. É mal escrito, previsivel, maçante e tolo. Os personagens são caricatos, rasos e ingênuos. A tal Sophie, apesar de ser expert na área de cripto, demora tanto a matar os enigmas que dá sono. As situações são absurdas. O enredo é costuradinho feito novela.
Prefira o Tio Patinhas em Busca da Moeda Perdida se está procurando uma coisa em um nível um pouco melhor. Ou, no caso de querer ler um livro MUITO bom, pega um desse cara: http://www.chuckpalahniuk.net Qualquer um, de Fight Club a Lullaby vai ser uma viagem bem mais interessante que o Boring Code.
Não acho uma boooooooosta, mas concordo com vocês : previsível d+
Aquele lance do espelho, pqp !
O livro é, sim, um lixo. Embora seja obra de ficção, é o próprio Dan Brown quem o leva a sério, pois afirma que se baseou em “fatos reais”. Por exemplo: os judeus não eram celibatários, Cristo era judeu. Logo: Cristo era casado! Misturando suposições cretinas como essas (porque alguns profetas optavam pelo celibato) com fatos falsos e verdadeiros, Brown quis fazer algo entre a ficção e a pesquisa histórica. Não fez uma coisa nem outra, mas apenas um livro de 5ª categoria. Em tempo: não defendo a igreja, como também não vou defender um autor preguiçoso, que não satisfeito em sugar informações de terceiros, omite fontes para se fazer passar por estudioso e pesquisador. Já li coisas boas sobre os crimes da igreja, como o excelente “Uma História de Deus”, de Karen Armstrong. E li também um bom livro de ficção sobre o assunto “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, de Saramago. Mas Código da Vinci…fala sério!
dawalibi,
isso que você fala, depois de 4 capitulos da para verificar.
Então, você, verificando que havia no livro, algumas invenções, mentirinhas para encher de página, e tal…leu o livro inteiro ?
Cara, se você sabe que é ficção, que foi feito para dar $$, por que revolta ?
Tudo bem, pode ser podre, uma bosta e um lixo … mas, quando eu estou cagando, qualquer folha com escritos serve
ps. Já foi comprovado por renomados cientistas Haitianos, que 89% das pessoas leêm enquanto cagam !
Pessoal, é muito complicado dizer que isso ou aquilo é uma “bosta”. Tem gente que ama música sertaneja, tem gente que acha uma bosta; tem gente que ama filme de terror, tem gente que acha uma bosta; tem gente que ama Paulo Coelho, tem gente que acha uma bosta. Para a maioria das pessoas, bosta é aquilo de que não se gosta ou concorda e loucos, ignorantes e/ou manés, são aqueles que gostam dessa “bosta”.
Bem, fato 1:
1. O livro é, sim, baseado em uma pesquisa real. Um documentário da BBC, que foi registrado em um livro chamado O Santo Graal e a Linhagem Sagrada (http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=109068&sid=014085254788608514819460&k5=294E2DCE&uid=), escrito bem antes de O Código Da Vinci.
2. O livro é, sim, uma obra de ficção e assim deve ser encarada, como qualquer filme ou livro de romance que se baseia na “história” de um fato ou personagem histórico qualquer.
3. O livro é um fenômeno de vendas, então não é encarado como bosta por uma grande parcela da população mundial. Eu mesmo li o livro em uma tacada só. Talvez por me interessar muito pelo assunto e/ou por adorar uma “teoria da conspiração”, eu não tenha percebido a “pobreza do estilo literário” do cara, mas e daí? Às vezes a gente que assistir a um filme cabeça, outras a um besteirol, pra descançar os neurônios.
Inté
Aê Chris, me desculpe por discordar, mas achei o livro uma grande porcaria. Operação “Cavalo de Tróia” é um livro bem melhor e só não virou “hit”, porque não teve tanto “merchan” por trás.
Francamente? Será que as pessoas não ficam entediadas de tanta “teoria da conspiração” envolvendo a Igreja Católica e outros ícones religiosos do Ocidente? Dá até nojo. Já virou clichê, fazer isso. Aliás o que é “O Código Da Vinci” do que um bem costurado amontoado de clichês? Bah… :\
É um dos livros mais previsíveis que se tem notícia. Tolo, mal elaborado e com um enredo fraco e idiota.O mais impressionante é tanta gente gostar daquela porcaria.
Quem se julga apto a dizer que a igreja catolica não mata como o livro revela? O que foi então as cruzadas , a ’santa inquizição’, onde quem pensava diferente ,tinha uma segunda opinião era ate queimado vivo.tememos e odiamos o que não conseguimos entender,então é natural alguns acharem uma ´´bosta´´