Le livre est sur la table

Desde o fim do ano passado entrei numa de estudar francês por conta própria. Vou indo muito bem e já sou capaz de perguntar sem colar onde fica o banheiro e dizer que tenho três filhos: dois rapazes grandes e uma menina pequena, mesmo não tendo filho algum na verdade.

O susto ontem foi descobrir que em francês não existem as palavras para setenta, oitenta e noventa. O que existe é sessenta-e-dez (soixante-dix), quatro-vintes (quatre-vingts) e quatro-vintes-e-dez (quatre-vingt-dix). Setenta-e-cinco, portanto, é sessenta-e-quinze: soixante-quinze.

Como bom filósofo de botequim me coloquei a pensar como seria diferente da minha a cabeça de uma pessoa que pensa em termos de sessenta-e-quinze e quatro-vinte-quatorze (94). Obviamente não cheguei a conclusão nenhuma além de imaginar (ou só torcer) que no uso coloquial as pessoas usem, afinal de contas, septante, huitante e nonante.


:: Escrito por Cristiano Dias, dia 12 Jan 2005, 10:10, em Omelette du fromage.
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