Camelôs vendem carga roubada

Estou pasmo. Chocado. Boquiaberto. Então quer dizer que aquelas mercadorias tão mais baratas são roubadas? E não pagam imposto? Nem benefícios trabalhistas aos vendedores? E são *gasp* piratas? E ninguém faz nada quanto a isso?

Segundo a secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Rio de Janeiro (Sintect-RJ), Ana Zélia Almeida dos Santos, 40 anos, entre os produtos mais procurados pelos bandidos estão os distribuídos pela rede Natura.

— Os bandidos já abordam os veículos sabendo o que querem e buscam, principalmente, os produtos da Natura que têm boa saída no comércio informal - afirma Zélia.


:: Escrito por Cristiano Dias, dia 3 Aug 2004, 20:04, em Brasil-sil-sil.

3 Comentários

  1. Fábio Assis

    Aqui em Belo Horizonte o Shopping mais movimentado do momento é o o Sopping Oiapoque (carinhosamente apelidade de Shopping Oi). Trata-se de um edifício localizado perto da região dos prostíbulos, com dezenas de lojas com preços convidativos.

    Se você acha que só tem pé-rapado, está enganado. Uma amiga minha foi lá e disse que tá cheio de madame. O estacionamento (com o preço mais caro de BH, 8 reais por hora) está cheio de carros importados.

    Quanto à polícia, sabe muito bem da existência do Shopping e das muambas. Aliás, vários policiais estavam comprando 2 CDs por 5 reais em uma das lojas.

    Não fui lá ainda, mas estou pensando seriamente em comprar uns tênis Naike por 15 reais.

  2. Paulo R. Bortoli

    Oi Cristiano,

    Aqui é o maluco do Projeto Horizonte. Não sei porque, mas, em todos os lugares que trabalhei me acham maluco. É como todo louco, digo que não sou.

    Estou escrevendo para dizer que o problema não é camelôs venderem carga roubada. O problema é que muitas vezes o motorista do caminhão é MORTO, quando a carga é roubada. Graças a roubos e assassinatos compra-se baratinho.

    Um grande abraço,

    Paulo R. Bortoli

    ps.:
    Quem se interessar pela questão da surdez, alfabetização ou quiser se distrair com alguma atividade lúdico-pedagógica, dê uma olha no meu site.
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  3. Cristiano Dias

    É isso aí maluco, digo, Paulo. O legal dessa história de camelô sempre foi isso, de que as pessoas não vêem nada de errado em comprar mercadorias ali. No máximo acham que é um “crime sem vítimas”, onde no máximo um imposto é sonegado.

    Mas motoritas, policiais e muito mais gente sofre e feio com essa história.

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