Procure, encontre ou
feche.
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Ontem conversando com a Anna pensamos numa situação “interessante”.
O que aconteceria se todo mundo desse a descarga em suas privadas ao mesmo tempo? ![]()
Rever a galera era sempre bom. Mesmo alguns anos separados aquele grupo ainda tinha a mesma afinidade. A festa tinha uma boa quantidade de gente, muitos desconhecidos, mas a panelinha se formou imediatamente. Era bom ver como todo mundo seguia sua vida e imaginar como seria o futuro. No grupo da frente uma mãe orgulhosa brincava com seu bebê que dava risadas contagiantes.
— O que será que os bebês pensam? — a pergunta veio quando alguém se tocou que todo mundo estava em silêncio há um bom tempo, apreciando aquela cena.
— Como assim? — retrucaram praticamente todos ao mesmo tempo.
— Bebês não falam. Aquele bebê ali é novo demais para falar. Mas ele com certeza pensa. Alguma coisa está passando pela cabeça dele agorinha mesmo, mas estamos tão acostumados em encadear pensamentos com palavras…
— Sentimentos. — cortei.
— Sentimentos?
— O bebê não pensa na palavra “mamãe”, mas ele pensa no sentimento mamãe.
— Ainda não vi ponto onde você quer chegar.
— Quando ele vê uma mamadeira bem cheia e cheirosa. Ele não pensa “comida” ele pensa hmmmmmmmmm… — enfreguei a mão na barriga quase sem perceber.
A gargalhada foi geral e me senti um perfeito idiota imitando uma criança de menos de um ano de idade com fome e lambendo os beicinhos. Depois de uns instantes de chacota para cima de mim o papo foi, para meu alívio, na direção de alguma outra história engraçada e embaraçosa que alguém viu outro dia. Mas eu sabia exatamente do estava falando, de idéias que são automáticas por serem maiores que palavras e ao mesmo tempo mais simples, concretas, primárias.
Olhei para ela e imediatamente chegou aquela sensação, aquele conforto, aquele bem-estar, aquele… bom, não dá para descrever com palavras, né?
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Marmota levanta uma bola redonda:
Quem narrou a performance da Daiane? E quem narrou os saltos do Jadel? E quem narrou um set inteiro do vôlei de praia masculino? E quem vai narrar a final do vôlei de praia feminino nesta tarde de terça-feira? [que perdeu o ouro depois de escrita esta profecia!] Curiosamente, não foi Galvão que anunciou o ouro de Robert Scheidt, nem as medalhas do judô…
Alguém segura esse cara pelamordezeus!
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Estou aqui o dia todo tentando rabiscar alguma coisa sobre a vitória do Robert Scheidt. Dizer que a única coisa que eu consigo pensar quando vejo que o cara já ganhou três medalhas olímpicas, todos os campeonatos mundiais desse ano e tem a minha idade é
“E eu aqui descascando batata no porão.”
Aí vem a história da Daiane e seu quinto lugar com um monte de gente caindo de pau (resistindo à tentação de dizer “todo mundo caindo de pau”).
Colega… ela errou feio e é a quinta melhor ginasta do mundo. E você? Não… na boa, o que você é? Não vale dizer que não teve chance, que não nasceu Scheidt, que está mais para Dos Santos. Você tem a vida que tem por livre escolha sua. Dizer que fulano não ajudou, que não teve berço, que não teve escola, que ganhou a Barbie Malibu quando queria era a Barbie Bailarina é tirar o seu da reta e continuar na reta de deixar tudo como está. Você está aqui porque, de uma maneira ou de outra, escolheu estar aqui. Isso, claro, também vale para mim, daí a “revolta” original do texto.
Uns escolhem ser medalhista. Outros escolhem meter o malho no Brasileirinho dos outros.
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Demorou mas saiu, o blog do homem que deu origem à expressão “isso é um tremendo de um Brunismo”.
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