Conspirações abundam II

Dessa vez via Blogdex, a teoria de que a decapitação de Nick Berg transmitida via Internet é uma farsa montada pelo governo americano.

The video of the killing has many flaws including problems with time skips, audio dubbing, and the characteristics, appearance and speech of Berg and the killers. People from Middle Eastern cultures believe that Middle Eastern people were not involved in this video, based on the mannerisms, accents, behavior and appearance of the killers. A close inspection of the video suggests that Westerners may have been involved.

For a number of reasons, it does not appear that the Jordanian terrorist Abu Masab Al-Zaraqawi, who was voice identified by the CIA (and whose name was on the tape), was involved. He has a poorly functioning prosthetic leg and a hand tattoo, which should have been observed. Neither were. The accent of the speaker in the video was not Jordanian. Why has the CIA seemingly lied about the analysis of Al-Zarqawi’s voice and his role in the killing?

Mais teorias aqui.

É o que eu sempre digo: quem precisa de ficção quando se tem a realidade? ;-)


Conspirações abundam

Via TopLinks chega o link para o C@T com a teoria conspiratória da “verdade” sobre Larry Rohter: agente da CIA. Eu acho sensacional.

Lembre-se: se está na Internet deve ser verdade. 8-)


Do MT para o WordPress

O mundo blogger está agitado com o anúncio da nova licença do MovableType 3, que é menos de graça do que a anterior. (o MT nunca foi software livre, apenas software grátis em alguns casos).

A poeira ainda está assentando, mas o zum zum zum é na direção do WordPress, que é GPL. (o que significa que sempre será livre) Este blog que você está lendo já roda o b2 — que é um ancestral do WordPress — desde março de 2002.

Se você está cogitando mudar do MT para o WP dê uma olhada nesse tutorial sobre a conversão. Lembrando que a versão 2.x do MT fica como estava mas obviamente não terá nada de novo desenvolvido.

Ah sim… os assistentes de instalação do Vilago já têm o WordPress (e outros sabores do b2) em sua lista de aplicações desde março. ;-)

17 May 2004, 7 comentários.
:: Blogs

É por isso que eu bebo

E o caso do jornalista do NY Times, hein? Não se fala em outra coisa. Só que o problema é justamente esse.

Nesse último fim-de-semana saiu o tal artigo e muita gente comentou. Quando vi do que se tratava deixei a coisa de lado. “Isso vai morrer logo” — foi a reação imediata. O artigo era leviano e baseado em declarações de adversários de Lula de confiabilidade duvidosa. Não ia durar um dia.

Aí o governo faz o que fez.

A impressão que me dá, desde o início das crises-2004 do governo Lula é que esse pessoal que está lá não se toca que a cada passo que dão há um país inteiro olhando. (Continua…)

14 May 2004, 34 comentários.
:: Brasil-sil-sil

Personal camisa dobrator

Mas heeein?

14 May 2004, 3 comentários.
:: Olha isso!

É como se a gente estivesse lá

— Poxa, sua ata de reunião ficou boa. É a ata de reunião que todas as outras atas de reunião sonham ser.

— Mas o que ela tem de mais, caramba?

— Sei não, mas é como se a gente estivesse lá na reunião.

— Botar blogueiro pra escrever ata dá nisso…

14 May 2004, Nenhum comentário.
:: Ouvi por aí

Frase profunda do dia

Enquanto acabo o mega-texto sobre o “caso NYT” não posso deixar de colocar essa frase que vi nesse novo morador do Vilago.

O Brasil é mesmo o país da piada pronta.

Veja apenas uma das 1.001 reações à desastrada decisão de expulsar o jornalista americano.

O jornal esquerdista “Libération” pergunta assim no título da reportagem em que relata o episódio: “Lula bebeu para tomar esta decisão?”

É a velha máxima do rir pra não chorar.

14 May 2004, 1 comentário.
:: Brasil-sil-sil

Angels

A HBO Brasil começou a transmitir neste fim-de-semana o telefilme Angels in America e eu podia dizer para você ver por ser uma baita história falando de hipocrisia, religião e intolerância, não necessariamente nessa ordem.

Mas vou me limitar a dizer que o elenco é encabeçado por Al Pacino e Meryl Streep. Fala sério. Só a aparição da Dona Meryl na primeira cena prova que ela chuta bundas até mesmo quando você não sabe que é Meryl Streep em cena.

Para fechar deixo aqui uma citação do autor da peça original e do roteiro da série, Tony Kushner, que eu vi lá na Tia Cora.

O que antes se chamava de liberal, hoje se chama de radical; o que antes se chamava de radical, hoje se chama de louco; o que antes se chamava de reacionário, hoje se chama de moderado; e o que antes se chamava de louco, hoje se chama de pensamento conservador consistente.

12 May 2004, 2 comentários.
:: TV

A Paella

Já tínhamos pedido a paella 1 hora e meia antes e nada… estávamos assim.

Aí ela chegou…

E ficamos assim!

Obrigado a todos os leitores que indicaram o La Plancha como a melhor paella do Rio. Tivemos um dia das mães e tanto por lá.


Você é nerd quando…

Essa eu ouvi em uma empresa da área de combustíveis. O elevador já cheinho pára em um andar para pegar mais gente e um dos passageiros manda:

— Vamos diminuir a porosidade aí, pessoal!

11 May 2004, Nenhum comentário.
:: Nêeerd!

Enquanto isso, no meu e-mail

OK, isso não me tira do sério realmente, mas como já não é a primeira vez que acontece resolvi cutucar aqui.

Trecho final de uma resposta a uma mensagem recebida via meu site.

(…)

Ah sim… como você não colocou o DDD dos seus telefones de contato vou assumir que é de São Paulo. Afinal de contas é o único lugar de onde recebo telefones sem DDD.

Também já recebi vários convites de eventos que não informam a cidade. 100% destes eram em São Paulo. Ou nenhum evento importante acontece fora de lá ou seus bares e teatros são tão famosos que uma pessoa é capaz de reconhecer seus nomes em qualquer parte do planeta.


Poor is beautiful

Ainda seguindo a série “ter dinheiro é feio, muito feio” pensei em outra história, a do “enobrecimento da pobreza”.

Nas épocas pré-industriais as castas da sociedade eram bem mais definidas. Quem nascia pobre provavelmente ia morrer pobre. Como, então, “a massa” aceitava tal destino de cabeça baixa? Vendia-se a idéia de que aos pobres pertence o Reino dos Céus. Para o católico, ser rico é “pecado”. Não fica bem “ser apegado aos bens materiais”. O importante é a riqueza de espírito.

E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus
  — Mateus 19:24

É claro que isso só valia para quem não tinha dinheiro. Os ricos continuavam com sua vida regada e, na hora do desespero, compravam uma indulgência e tudo bem. Na base da pirâmide essas e outras idéias (como a de que o rei era um enviado direto de Deus) seguravam o povão. Ser pobre era ser uma bela ovelha do grande rebanho celestial.

Aí vem a curiosidade de que uma das grandes cisões do protestantismo era justamente o conceito de indulgências e “comprar um lugar no céu”. Olhando rapidamente vemos que os países mais ricos do mundo são protestantes e que lá ter dinheiro não é feio, muito feio. Para o protestante ter dinheiro é um sinal de que se está nas graças dO Senhor. Ter dinheiro é sinal de sucesso, o que é óbvio demais quando escrito dessa maneira, mas — repito — no Brasil é feio, muito feio.

Hoje em dia a religião não influencia 100% das pessoas, principalmente no Brasil com sua mistura de credos onde o católico faz despacho na macumba e bota um galho de arruda na orelha. Como, então, convencer “a massa” de que a pobreza é melhor do que a riqueza.

Dizendo que dinheiro não traz felicidade.

Onde quer que você olhe há mensagens enfatizando que ter dinheiro não é o mesmo que ter felicidade. Em vez de ricos que deram dinheiro aos pobres e entraram no Paraíso temos histórias de pobres que ganharam muito dinheiro mas perderam a felicidade. Gente que deixou de ir no pagodinho com churrasco para ir ao Moulin Rouge mas não “se encontrou”. Mulheres… iates… cem mil dólares… nada disso traz a felicidade. Toda novela que se preze tem seu núcleo pobre onde as pessoas são simples e felizes, enquanto que os escândalos de traição e cobiça acontecem no núcleo rico.

Mudei minha vida, agora sou desprendido dos bens materiais. O que se leva da vida são as emoções.

Não que uma pessoa só deva se preocupar com dinheiro, vivendo em função dele. Mas enquanto espalha-se o conceito de que dinheiro não traz felicidade, de que só é feliz quem é pobre… enquanto achamos legal acreditar nisso tudo os ricos vão ficando mais ricos e vão passear de primeira classe na Europa. Afinal de contas se eu sou pobre é melhor pensar que a pobreza é a coisa mais maravilhosa do mundo em algum sentido, não é? Se ser pobre é o que nos torna melhores o certo deve ser não ter ambição, não pedir aumento, não pleitear melhores condições de vida. Isso só vai nos levar para o apego ao material e nada disso importa. É pecado, é feio, tsc tsc tsc… Muito feio.

Eu sou pobre mas eu sou feliz.

Será mesmo?


Querem calar o Maicon Moore

Meu amigo Michael Moore me mandou um e-mail chocante hoje. OK… ele não é meu amigo, eu só assino a lista de distribuição dele. Mas ainda assim o que se passa é que a Disney, dona da produtora Miramax mandou uma ordem para sua subsidiária proibindo a distribuição do novo filme do gordinho maluco, Fahrenheit 9/11, por medo de perder incentivos fiscais na Flórida, estado de Jeb Bush, o irmão do Bushinho.

Wednesday, May 5th, 2004
Disney Has Blocked the Distribution of My New Film… by Michael Moore

Friends,

I would have hoped by now that I would be able to put my work out to the public without having to experience the profound censorship obstacles I often seem to encounter.

Yesterday I was told that Disney, the studio that owns Miramax, has officially decided to prohibit our producer, Miramax, from distributing my new film, “Fahrenheit 9/11.” The reason? According to today’s (May 5) New York Times, it might “endanger” millions of dollars of tax breaks Disney receives from the state of Florida because the film will “anger” the Governor of Florida, Jeb Bush. The story is on page one of the Times and you can read it here (Disney Forbidding Distribution of Film That Criticizes Bush).

The whole story behind this (and other attempts) to kill our movie will be told in more detail as the days and weeks go on. For nearly a year, this struggle has been a lesson in just how difficult it is in this country to create a piece of art that might upset those in charge (well, OK, sorry — it WILL upset them…big time. Did I mention it’s a comedy?). All I can say is, thank God for Harvey Weinstein and Miramax who have stood by me during the entire production of this movie.

There is much more to tell, but right now I am in the lab working on the print to take to the Cannes Film Festival next week (we have been chosen as one of the 18 films in competition). I will tell you this: Some people may be afraid of this movie because of what it will show. But there’s nothing they can do about it now because it’s done, it’s awesome, and if I have anything to say about it, you’ll see it this summer — because, after all, it is a free country.

Só espero que isso sirva como um baita marketing para o filme. ;-)


Prefiro minha parte em dinheiro, obrigado

Outra semana aí nosso presidente mandou mais um de seus famosos discursos de improviso e a bomba da vez é que todo mundo que paga muito imposto de renda devia se considerar um privilegiado, afinal de contas está nos 2% superiores da renda nacional.

Esse papo todo é mais um sinal do que todo mundo já vem sentindo há anos e anos: no Brasil ter dinheiro é feio. Muito feio. Ai ai ai.

Vem o Jornal Nacional de ontem e mostra como cada vez mais as “moedas alternativas” são usadas no dia-a-dia. Ticket refeição, vale transporte e toda a gama de papeizinhos viram dinheiro — perante um pequeno deságio, é claro — na mão da economia informal.

Não é coincidência, é populismo. Para que promover aumento de renda se podemos dar ticket isso, cheque aquilo, vale aquilo outro? Quem precisa de salário quando se tem fundo X, programa Y, bandeijão Z? O governo está ensiando à população que ter dinheiro é besteira. Legal mesmo é programa social.

Essa visão pegou de vez lá na época das eleições diretas para governador, nos idos de 1982. Candidatos eleitos viram que muito melhor do que melhorar a vida das pessoas é dar um “vale melhoria” que, na prática, surte o mesmo efeito mas está condicionado ao programa criado e, portanto, ao governante. E ainda dá uma bela propaganda de televisão. Quem é do Rio lembra do candidato a deputado que dizia merecer seu voto por ter sido ele, anos e anos e anos antes, o inventor do décimo-terceiro salário.

Nesses vinte anos foi entrando na cabeça das pessoas que, no fim das contas, quem não precisa desses programas assistenciais por ganhar o suficiente para pagar sua própria comida, roupa, transporte e diversão é um privilegiado. De repente, por exemplo, ter carro é ofensivo. Você olha uma pessoa com um carro bonito e em vez de pensar “um dia eu chego lá” só consegue pensar “o sacana deve roubar muito pra ter um carro desses, olha eu aqui apertado no lotação…”.

Certa vez um conhecido meu bateu em um ônibus depois de ser fechado por este em uma rua qualquer. Os passageiros do ônibus se voltaram contra a vítima (o tal conhecido) gritando para o riquinho que tinha carro sair da frente e deixar os trabalhadores irem para seu serviço.

É claro que não estou aqui dizendo que programas assistenciais são maus e devem ser banidos a partir de amanhã. Só estou dizendo que em vez de décimo terceiro, fundo de garantia, vale transporte, ticket refeição, salário desemprego… Em vez de todos esses ditos benefícios eu preferia minha parte em dinheiro. Eu preferia que o governo (em todas as esferas) me tratasse como adulto. Eu sei (ou não!) como melhor aplicar meu dinheiro. Se no fim do mês não sobrar dinheiro para a passagem do bonde azar o meu. Vamos melhorar a renda de todo mundo, distribuir melhor esse dinheiro todo e acabar com essas medidas populistas.

Acima de tudo escrevi tudo isso para defender essa idéia de que no Brasil ter dinheiro é visto como uma coisa muito feia. Vamos encarar “ter dinheiro” como uma vitória pessoal e um objetivo para todos, não como uma coisa da qual se envergonhar. Vivemos num mundo capitalista. Ter dinheiro é bom.

Resta saber se “o povo” preferiria as coisas assim.

(mais sobre esse assunto amanhã)


É do casseta

Ainda não tinha visto Casseta e Planeta esse ano. Está totalmente infame, perfeito. :-)

— Então ocês são os agentes super secretos?

— Isso mesmo, senhor. A gente somos.

— Peraí. “A gente somos” tá errado, o certo é “a gente é”.

— Não senhor. O Agente É está de férias. Eu sou o Agente Somos. Oswaldo Somos.

Dãaaa. Sensacional.

Depois dos comercias é hora do desenhos Os Ministros Superpoderosos.

Por falar nosso, o desenho da MTV da Megaliga dos VJs Paladinos também é muito bom.

5 May 2004, 5 comentários.
:: TV

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