Mea maxima culpa
O NYTimes reviu suas reportagens sobre a crise EUA-Iraque e chegou à conclusão de que pecou em diversas ocasiões, dando mais crédito a certos informantes do que eles originalmente mereciam. Os editores se tocaram que estes informantes estavam mais do que interessados em mostrar um cenário horrível no país e que, na ânsia por material, publicaram matérias “bombásticas” sem levar isso em conta. E reconheceram isto abertamente.
Some critics of our coverage during that time have focused blame on individual reporters. Our examination, however, indicates that the problem was more complicated. Editors at several levels who should have been challenging reporters and pressing for more skepticism were perhaps too intent on rushing scoops into the paper. Accounts of Iraqi defectors were not always weighed against their strong desire to have Saddam Hussein ousted. Articles based on dire claims about Iraq tended to get prominent display, while follow-up articles that called the original ones into question were sometimes buried. In some cases, there was no follow-up at all.
Isto é jornalismo sério.
Jornalismo sério Cris?
Se bem me recordo, esse foi o jornal que deu crédito àquele pseudo-reporter que disse que Lulão era um beberrão….rs
Não quero entrar no mérito da questão… mas se eles fossem tão sérios, eles não publicariam tal história.
Abraços
Não é não. É cagaço porque embarcaram na máquina de propaganda dessa guerra vergonhosa e agora que os sacos pretos continuam chegando (e as eleições tb) é hora de se alinhar de novo com a opinião dos leitores…
Desculpe, gente. Enganamos vocês, foi mal, fomos cúmplices de uma guerra absurda e ajudamos a saquear um país e a matar milhares.
Tamo desculpado?
Podem me chamar de bobinho otimista, mas eu acho isso muito melhor do que “outros pessoal” por aí que diz “É, nós manipulamos o debate presidencial para favorecer o nosso candidato mesmo. Vai encarar?”
Po. Sério?
Fazer mea culpa não é jornalismo sério não. É medo de ficar com a biografia manchada. Se fossem sérios, essa babaquice toda não teria acontecido em primeiro lugar.