Enquanto isso, no meu e-mail
OK, isso não me tira do sério realmente, mas como já não é a primeira vez que acontece resolvi cutucar aqui.
Trecho final de uma resposta a uma mensagem recebida via meu site.
(…)Ah sim… como você não colocou o DDD dos seus telefones de contato vou assumir que é de São Paulo. Afinal de contas é o único lugar de onde recebo telefones sem DDD.
Também já recebi vários convites de eventos que não informam a cidade. 100% destes eram em São Paulo. Ou nenhum evento importante acontece fora de lá ou seus bares e teatros são tão famosos que uma pessoa é capaz de reconhecer seus nomes em qualquer parte do planeta.
Cris, eu também sempre reclamei disso, mas nunca reclamei muito alto para evitar atritos. Ainda bem que não era só implicância minha
Vc é qual cidade Cris? Passei pra dar um oi e gostei do seu blog.
Pode ser falta de visão estratégica de alguns agitadores de festa. Provavelmente 90% dos convites que eles/elas enviam são para as pessoas em São Paulo mesmo, daí talvez venha o mau hábito de omitir essas informações. Mas sugerir uma implícita “arrogância” no gesto, eu já acho um pouco demais.
Para dizer a verdade, não é preciso muito trabalho de detetive. Não são muitas as cidades com 4 dígitos no prefixo telefônico. Se a primeira ligação não der certo (pro Rio mesmo, e portanto local), tente meter um 11 antes.
Bem, Rique, agora já acho que você está puxando a sardinha para a “panelinha” SP/RJ
E eu que estou em Brasília, como faço? Ligo para o Rio e depois para São Paulo?
Eu concordo com o Cris. Pela minha experiência, se fosse o caso de arriscar, sempre arriscaria São Paulo, porque é de onde vêm normalmente a correspondência que não cita a origem.
Não digo que seja arrogância, mas um costume. Por ser a maior cidade do país, talvez pelo tamanho da população, os paulistas assumem que a correspondência vá chegar na maioria das vezes para moradores locais.
Quer outra? Bem, essa não sei se ainda vale, pois nem recebo mais cartas, mas de que outro local se coloca no remetente “São Paulo - Capital”, ao invés de “São Paulo - SP”? Certa vez, nos EUA, chegaram a me questionar se a capital do Brasil não seria São Paulo, justamente pelo modo de indicar a procedência.
De modo algum estou querendo incitar discussões bairristas. Volto a dizer, acho que é mais coisa de costume do que arrogância.
O lance de 4 dígitos no prefixo, conforme comentário do Rique, pode indicar telefone da Brasil Telecom em Porto Alegre ou mesmo da GVT em qualquer grande cidade onde o DDD começa com 4, 5 ou 6. Ou seja, não resolve mais.
Paulo, não sabia dos novos prefixos, obrigado por notar. Marcus, todo esclarecimento é bem-vindo. Não estou querendo sugerir bairrismo, coisa que odeio. Só quis comentar a “cutucada” do Cris, que achei meio provocadora.
Na mesma medida em que se escreve São Paulo - Capital” em remetente de carta, se escreve “POA - RS”, ou “Leme - RJ” (exemplos reais, de cartas à redação da extinta revista PANACEA, anos 90). Somos obrigados a adivinhar siglas e entender que os bairros representam as cidades. Indivíduos sem visão existem em qualquer Estado.
Oi, Cris, toh lendo seu blog direto e toh adorando… Muito legal. Vc escreve muito bem.
Um abracao,
Carol.
Eu já havia notado isso e acontece inclusive em revistas de circulação nacional como a Quatro Rodas.
Seria arrogância ou apenas e simplesmente burrice?