Ecstasy, cocaína, maconha, champanhe, sexo grupal e muita arrogância. A reportagem da AOL acompanhou uma balada da “Geração $”, formada por filhos da alta sociedade paulistana.
A estudante de Administração Nicole*, de 21 anos, estará daqui a algumas horas desmaiada no quarto 231 do Hospital Alvorada, na zona sul de São Paulo, com a sua calça Gucci suja de vômito e com um cateter na veia por meio do qual ela receberá altas quantidades de glicose para rebater o efeito do excesso de álcool. Nicole mal irá se lembrar de, no espaço de horas, ter fumado dois cigarros de maconha, tomado um ecstasy na forma de coração e outro na forma das orelhas do Mickey Mouse, bebido uma garrafa inteira de champanhe Möet et Chandon e ter feito sexo com dois garotos que nunca viu na vida.
“Comigo tem que ser assim mesmo. Tudo aos extremos”, diz a garota, filha de um conhecido empresário do ramo têxtil. “Gosto de dar para um monte de caras, de misturar Prozac com champanhe, de cheirar cocaína até meu nariz sangrar. E não me importo com a sua opinião moralista, típica da classe média. Tenho dinheiro suficiente para não me preocupar com você ou com mais ninguém. A minha felicidade está na minha conta bancária”, dizia ela ao repórter enquanto se preparava para a balada.
É pra quem pode… [ via Rafa ]
O site MovableStyle traz vários estilos CSS baseados no design básico do MT. É instalar a folha de estilos no seu template e imediatamente mudar a cara do seu blog.
Um belo exemplo de como a separação de design do conteúdo facilita muito a vida de quem tem um site, webdesigner ou não. O problema é que todo mundo já está tão acostumado a tabelas, font e outros que é mais fácil ir num desses “template shops” e pegar um estilo cheio de erros básicos de HTML.
Na boa… alguém realmente acha que matando o Sheikh Ahmed Yassin as coisas vão melhorar?
Sabe num rodeio? Nada garante que o touro vai sair espernenando… Daí você prende uma corda na cintura dele apertando-lhe os bagos. Ele pula que nem um maluco. Me parece que Sharon-e-sua-turma-de-direita estão procurando apertadores de bagos cada vez mais potentes para os árabes (representados pelos palestinos). Aí quando eles sairem que nem uns loucos matando gente no mundo todo (não só no Oriente Médio) vão virar e dizer “OK, galera… nós sabemos como lidar com esses caras. É só vocês balançarem a cabeça que nós exterminamos todo mundo.” E a tal da opinião pública — chorando parentes mortos em alguma explosão terrorista — vai dizer que aquilo não tem perdão… e balançar a cabeça.
Mas de repente eu sou paranóico e não é nada disso. De repente os governantes de lá são uns caras altamentes bem-intencioandos e mataram o sheik na esperança de que os homens-bomba digam “droga… acabou a brincadeira”. O fato de que o primeiro-ministro mais pacifista que apareceu por lá foi morto não por um terrorista árabe, mas sim por um cidadão israelense que achava o Seu Yitzhak meio frouxo no trato com os palestinos não me deixa muito tranquilo.
Os europeus condenaram a morte do sheik. Já os colegas americanos, diretamente envolvidos na história, disseram que tudo bem, foi legítima defesa. Algum filósofo aí já disse que o dedo deve ser apontado na direção de quem mais tem a lucrar com o acontecido.
Como bem disse o Maron: os últimos a morrer vão ser Sharon-e-sua-turma.
Descobri que outro presente deixado pelo meu irmão foi dois quilos de castanha de caju.
Adeus mundo cruel…
Depois de leiloar sua virgindade no eBay a estudante britânica Rosie Reid entregou o bem ao vencedor, um engenheiro de 44 anos. [ vi aqui ]
O pior momento - contou ao jornal - foi quando o “amante” quis beijá-la. “Foi horrível. Odeio o jeito como os homens beijam”, confessou.
Outro momento ruim, segundo a estudante, foi depois da primeira sessão de sexo. Ela achou que o homem já tinha terminado, mas pouco depois tudo recomeçou. “Nese ponto me senti obrigada a atendê-lo, já que tinha pagado todo esse dinheiro”, acrescentou.
Cada um dá o que tem e paga pelo que pode…
Eu acho engraçado — numa boa conotação de engraçado — quando seu irmão vai passar uma semana em Fernando de Noronha e traz de presente pra você… um livro.
Ou, como diriam os brasileiros*: My brother went to a tropical paradise and all I got was this lousy book.
* Piada descaradamente reciclada da ótima peça Homem Objeto (Teatro Ipanema) que assisti hoje.
Não quero virar o defensor da liberdade digital, mas veja o caso:
O blog Amarula com Sucrilhos foi procurado pelos donos do licor Amarula que diziam que a Alessandra estava usando o nome deles irregularmente. Exigiram a retirada imediata do domínio amarulacomsucrilhos.blogger.com.br do ar. A Alê, que não quer dor-de-cabeça tirou o time de campo e fez outros dois domínios antes mesmo que a Kellog’s aproveitasse a brincadeira pra processar também.
Estou citando isso porque junto com o meu caso e o do Edney (que está sendo ameaçado mais agressivamente por outra empresa de RH) parece ser a hora de a gente ver que os blogs cresceram tanto “a nível de mídia” que chamam a atenção de empresas. Até que ponto podemos ou não falar mal de pessoas e empresas e até que ponto vai o fair use de marcas em um site pessoal?
PS: casos como o do Amarula versus AmarulacomSucrilhos não são novidade. A Microsoft outro dia mesmo processou Mike Row, de 17 anos, por ter registrado o domínio MikeRowSoft.
PS2: eu sempre achei o amarulacomsucrilhos uma boa propaganda para os produtos. Sempre que ia no supermercado e via Amarula ou Sucrilhos me dava vontade de misturar os dois. Sempre.
PS3: como é a tradução do termo-técnico-legal fair use em português? O uso de um direto autoral para fins de resenha, paródia ou citação?
As melhores idéias são as mais simples: cruzamento de Orkut com ICQ.
PS: Não abriu no Firefox. Aí fica complicado…
PS/2: Para entrar algum participante do universo tem que me convidar. Então pelo menos por enquanto é melhor esquecer.
A única coisa que eu tenho são meus ideais. Eu morro fodido mas morro com eles.
Coloca essa na minha lápide, por favor.
Especialistas acreditam que extremistas islâmicos possam interpretar a derrota do Partido Popular, do premiê espanhol, José María Aznar, e a planejada saída das forças espanholas do Iraque como vitória de sua causa, incentivando-os a ataques com metas políticas.
Eu não sou especialista mas também acredito. Sacou a parada de que eles sempre ganham?
— Nós não negociamos com terroristas, boneca!
Até hoje de manhã meu papel de parede era essa imagem dos colossais Valles Marineris de Marte tirada pelas agora anciãs sondas Viking (que têm quase a minha idade). O conjunto de canyons têm mais de 4000 km de comprimento e até 7 km de profundidade.

Tomei a liberdade artística de dar uma puxadinha no vermelho da foto original para não ficar com um “planeta marrom” na tela.
Hoje mudei para uma foto bem mais recente, que a sonda Cassini tirou três semanas atrás enquanto voa na direção de Saturno. A sonda estava a “apenas” 69.4 milhões de quilômetros do gigantão, mais ou menos a metade da distância entre a Terra e o Sol. Dessa distância a Terra não deve ocupar mais espaço do que Venus no nosso céu ou do que a lua Enceladus ocupa no lado esquerdo da foto (ampliada).

Os cientistas do projeto Ciclops, responsáveis pela imagem, aumentaram o contraste entre as “faixas” da atmosfera de Saturno.
Dia 1o. de Julho Cassini entra oficialmente na órbita de Saturno. A missão termina daqui quatro anos, incluindo ano que vem um pouso da sonda Huygens — parceira de Cassini — em Titã, segundo maior satélite do Sistema Solar que, quem sabe?, pode ter vida em seus oceanos de gasolina.
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PS: e os primeiros anúncios escolhidos por Ele são… A Bíblia em Vídeo e DVD e Namoro Cristão. Ó ironia, ó ironia!
— Não vou sair de casa hoje. Está aqui na Bíblia… Gênesis… Então, no sétimo dia da Criação, Deus olhou que tinha feito e viu que era bom. Ele, então, decidiu nem tirar o pijama. Ficou no sofá vendo reprise de filme e jogando videogame. Assim todos nós devemos consagrar o domingo não só como o Dia do Senhor, mas como o Dia do Pijama.
— Que Bíblia é essa?
— É uma versão apócrifa que eu tenho aqui.
— Amém.
E o medo atacou novamente.
A tristeza é pelas pessoas que morreram, pelas que foram feridas, pelas que temeram o pior e por saber que, quando ataca, o medo sempre vence. Quando um extremista explode uma bomba em um trem ou joga um avião contra um prédio ele não está pensando nas 190 pessoas que vão morrer. Ele está pensando em como a vida dos que ficaram vai mudar. Dez milhões de espanhóis foram às ruas hoje, em sinal de protesto. Isso dá um quarto da população de lá. Como é que, a partir de amanhã, eles e os milhões de passageiros que todo dia pegam trens na Europa vão se sentir cada vez que virem uma mochila abandonada em um vagão? Se ficarem apavorados o medo terá deixado mais uma marca. Se tentarem seguir como se nada tivesse acontecido podem morrer. Não há como vencer.
O medo é o que realmente faz o mundo girar. Com o medo vem os caçadores-de-medo. Com o medo mudamos as leis, botamos grades, instalamos anti-virus, aplicamos nosso dinheiro, casamos para não ficar na solidão. Compramos mais jornais, vemos mais TV, para saber por onde o medo anda e como ele se veste. Vamos mais à igreja. Anulamos nossas liberdades para que o medo acabe. Criamos super-presidentes, super-ministros e super-secretários. Eles dizem que com mais poder vão acabar com o medo. Mas não era tarefa deles, antes de mais nada, tornar o mundo um lugar melhor para impedir que o medo chegasse?
Mas a paz tem um preço, pra que se enganar? Para que o medo acabe nós deixamos estes senhores e senhoras tomarem conta de nossas vidas. Só um pouquinho. No dia em que o medo for embora eles também podem ir. Se a coisa ficar difícil é só a gente dar mais poder para eles, até o medo ser vencido e eles poderem ir embora.
Só mais um pouquinho.
Desde que começou esse bafafá sobre A Paixão de Cristo ser anti-semita, promover o ódio, blablabla e estou para me manifestar.
Agora com essa história de que um advogado de sobrenome Goldberg (afinal de contas dizer um advogado judeu deve ser considerado pejorativo) quer proibir a exibição do filme no Brasil a coisa rompeu a linha que separa a polêmica do ridículo.
A acusação é de que o filme passa a idéia de que os judeus torturaram e mataram Jesus e que isso trará ódio aos judeus. Pegando carona na coluna do Ricon no SoBReCarGa vamos cair na real: alguém pode ser torturado, humilhado, açoitado, crucificado e morto de forma não-violenta?
Jesus era judeu e vivia entre eles. Foi morto por eles e pelos conquistadores romanos por pregar algo contra o que eles pregavam. Uma das coisas pregadas era justamente o amor ao próximo e a tolerância.
Tem mais. Algum advogado italiano entrou com um processo alegando que o filme é anti-romano? Não. Aquilo aconteceu há 2000 anos e uma pessoa sensata não vai culpar alguém por uma coisa que seus antepassados fizeram dois milênios atrás. Aliás vários atores italianos participam do filme.
O problema é que durante toda a história ocidental uma coisa comum foi o anti-semitismo. O sentimento de que “não se pode confiar em judeus”. Boa parte desse sentimento vem, sim, do fato de a Europa cristã não perdoar esse papo de terem crucificado o Guru e não reconhecerem-no como o Salvador. Mas uma parte também vem do fato de que os judeus não estão muito preocupados com esse lance de relações-públicas. Todo mundo que os aceite como eles são.
Ah sim, só para fechar: algum advogado alemão tentou proibir a exibição dA Lista de Schindler porque o filme trazia uma imagem degradante dos alemães e que o povo alemão não tem culpa pelo que meia dúzia de nazistas fez? Não, claro que não. Mas se daqui uns anos fizerem um filme sobre o muro da palestina o panfleto do anti-semitismo será levantado. Normal.
Mas é isso aí. Palmas pro Seu Goldberg que ele conseguiu aparecer na televisão.