Praia to the people
Aliás, ainda pensando na foto da entrada anterior… enquanto ficava babando nessa paisagem pensei várias vezes que se estivesse nos EUA (e em boa parte da Europa) eu teria pago entrada para ir à praia, já que lá 99% das mesmas são particulares.
Um matagal ameaçava crescer no acesso à rua, o chuveiro de água doce ficava ligado o tempo todo (olha o desperdício!) e eu cheguei a pensar que se a praia, afinal de contas, fosse paga aquilo ali seria acarpetado e teria ar-condicionado. Mas só “quem pode” iria à praia.
O engraçado é que “praia particular” é um conceito tão absurdo, mas tão absurdo que no Brasil nem se fala nisso, apesar do fato de que o governo conseguiria dinheiro suficiente pra comprar todo o resto da América do Sul (e um pedaço do Panamá) se vendesse seu litoral. Melhor eu parar por aqui e não dar idéia pra ninguém.
Bem que tentaram, Cris. No litoral norte de SP (Praia de Tabatinga), no Guarujá e em outros pontos do país, “condomínios” de luxo fecham o acesso à praia e a consideram privativa dos proprietários. Mas, é claro, fazem isso “na faixa”, porque no Brasil o limite entre o público e o privado simplesmente não existe, e as leis (no caso, artigo 99, inciso I, do Código Civil)só existem para serem compridas.
Da água, até não sei quantos metros, é área da marinha. Ou seja: área pública. Ninguém. Ninguém pode fechar, se adonar.
E para morar lá, além de comprar/alugar o imóvel, tem que pagar taxa para a Marinha, o que eu considero o absurdo dos absurdos!
Acho que essa é uma briga que ninguém quer comprar. Privatizar praia é manifestação pública na certa, com direito a artistas da Grobo e tudo mais.
Nossa, eu não sabia que esse negócio de “privatização de praia” fosse tão comum nos EUA e na Europa.
Para mim isso era geralmente iniciativa de países e ilhas pobres que querem manter os “nativos” longe dos endinheirados banhistas…