Os assassinos do meu filho serão soltos
Eu gostaria de acreditar que a imprensa fosse uma instituição séria que servisse de guardiã da dignidade. Mas a imprensa é sensacionalista e só quer saber de vender jornais e espaços publicitários. Mas há sempre um crime fresquinho para ser explorado. Parece até que a imprensa financia o crime. Estimula, propagandeia.
Hoje fazem exatos quatro meses que o Gabriel foi assassinado covardemente. E vem à mente aquela teoria de que a vítima é sempre o culpado.
Essa parte aqui parece frase minha:
Atualmente eu não acredito em governos, eu não acredito em juízes, não acredito em fiscais, não acredito em políticos, nem em advogados. Não acredito em quase nada. Acho que só acredito nas pessoas e mesmo assim algumas.
Bom dia pra você também.
Olha Cris, eu tenho uma relação meio complicada com a imprensa. Devo a ela muitos dos meus clientes. Mas mesmo assim, tem 3 reportagens completamente falsas. Uma no jornal mais lido do pais, uma em um dos jornais mais lidos do Rio, e uma ENTREVISTA QUE EU NUNCA DEI foi publicada. Dai vc imagina. Mais ou menos 5% do que foi publicado é falso. O saldo é positivo, mas….. não dá para confiar
Quando os parâmetros da imprensa são: circulação, custos, receita, lucro, audiência e manipulação da opinião pública. Resta a pessoa civilizada INTERPRETAR os veículos de comunicação, já que a credibilidade se tornou moeda de troca.
Como costumava brincar com meus camaradas na faculdade, a história da publicidade é embaraçosamente ingênua e tosca. A história do jornalismo, por sua vez, é nobre e digna de nota.
Entretanto, enquanto a publicidade se sofisticou, o jornalismo se tornou uma publicidade velada e tosca, a serviço de interesses distantes do seu leitor.