Troféu maior cagada num site 2003 já tem dono!
O Estado de São Paulo, que agora manda você baixar aquivos PDF com mais de 200kb para poder ler o jornal online.
Meu raciocínio: se alguém lê o conteúdo online o Estadão não ganha nada com isso, só gasta tráfego. Tráfego é dinheiro. Mas se tirar o conteúdo fica “para trás” e queima a imagem. Então vamos fazer uma coisa tão ruim, tão ruim, que as pessoas vão escolher não usar.
Só se for…
Pois é Cris…
O pior é trabalhar “na casa”, ver a merda acontecendo, tentar questionar, ver o resultado e ainda ter que dizer: - Err… Ficou “bacana”…
Impressionante, eu sempre achei o Estadâo um jornal retrogrado mas dessa vez eles se superaram!
Rá, isso tem cheiro de redução de custos brava!
Fácil: diagrama o jornal impresso e manda fechar PDF para a gráfica e outro para web. Pra quem manter duas equipes?
papel é papel, Web é Web… Depois num entendem pq não conseguem obter retorno…
bah.
Caracas, eu era uma leito assiduo do estadao na web pois ia direto nas noticias interessantes. Agora só tendo um monitor gigante para ver a tela de uma maneira legal.
O PDF foi criado para documentação eletrônica *em rede*. Depois é que foi adotado pela indústria gráfica. A única diferença entre fazer uma publicação em HTML ou em PDF é que o PDF é mais bonito. Ambos são formatos importantes e podem ser usados para comunicação hipermídia em rede. PDF é, até mesmo, indexado pelo Google.
E não há um formato “correto” para publicação de informação. Até o fac-símile de jornal de papel vale.
Parabéns ao Estadão. Fazendo como o Correio do Povo, de Porto Alegre, entre outros veículos, o ESP ajuda a colocar o Brasil na vanguarda do jornalismo mundial.
Valeu, José Antonio! Para onde devemos enviar a medalha, como prêmio por essa pérola que você acabou de dizer? Vanguarda? Puá!!!
Vanguarda é o cacete: foi corte de custos mesmo. Mandaram embora a equipe que cuidava dos websites de Estadão, já que o mesmo software que faz a paginação do jornal exporta o PDF (ou FDP, como queiram). Vão economizar em salários e ganhar dos bobos que quiserem assinar. Dizem por aí que o Estadão deu um tiro no pé, e eu assino embaixo.
Recer-X, pode mandar a medalha para a minha consultoria de jornais e internet. Porque é exatamente isso que eu convenço os donos de jornal a fazer: colocar os PDFs de seu veículo na rede e deixar de se preocupar com sites HTML. Os motivos são os seguintes:
1. Custa praticamente nada.
2. Marca presença na rede.
3. Não diminui a vendagem da mídia papel.
4. Fortalece a imagem do veículo de papel, que é de onde vem a grana.
5. Ajuda o anunciante, por dar mais visibilidade.
6. Presta um serviço inestimável para a pesquisa em Comunicação (imagine um pesquisador de publicidade, daqui a cem anos, estudando anúncios de jornal em PDF).
7. Mata a saudade de quem está longe de sua cidade natal.
BTW, Racer X, pq acha que foi uma “pérola” o que eu disse? Quem sabe você alinha seus argumentos?
E com a compressão que deram às imagens na hora de gerar o PDF, não dá nem pra ler os quadrinhos! Pra quê serve o Estadão sem as tiras do Calvin???
Hehehehehe
Bom, depois dos comentários de tantas feras no assunto, fala um leigo agora: Tap tap…som…som.
Cara, ficou muito ruim. Eu mandei um email para o webmaster reclamando. Não faço mais questão de entrar no site deles. Travou muito também. Toda hora tem que reiniciar tudo. Se pode complicar prá quê facilitar, né não?
Sim, deve ter sido algo fascinante para os técnicos da área e para o especialistas. Eles só esqueceram de agradar o cliente e o público.
O item 2 do José Antonio, pode ser lido como “marca presença na rede, ainda que negativa”. Eu gostei também do item 03. Só queria saber em que casos ter uma página decente na net diminui a vendagem da mídia papel…
Na verdade, foi pelo item 07 que eu descobri que era uma piada.
a Edit. Abril está aos poucos indo por este mesmo raciocínio imbecil.
Internet e’ uma coisa, jornal e’ outra. Publicar em PDF fica bonito e barato, ideal para empresas que precisam cortar custos. Por causa de “especialistas”, todos terao de consumir a banda do provedor baixando um arquivo de sei la’ quantos kb, pois nao se pode mais escolher as materias, nao ha’ links para elas. Fora isso, o sisteminha de leitura trava alguns browsers.
O Estadao quer vender a assinatura do jornal on line. Ok, boa ideia, mas a execucao ainda deixa a desejar. Nao da’ para ficar baixando pacotao em PDF. Se quiserem manter o formato (e as orelhas compridas), que pelo menos arrumem uma forma de deixar o usuario abrir so’ as reportagens que o interessam.
Sera’ que o povo de la’ ja’ ouviu falar de usabilidade?
Respendo à tréplica do José Antonio Meira ao comentário do Racer X:
1. Custa praticamente nada.
R: Isto para o jornal, já que agora nem mesmo vão gastar com tráfego (pois ninguém vai acessar mesmo). Já os leitores, perdem tempo e dinheiro baixando arquivos bem maiores do que um simples html. Nem preciso comentar o quanto seria gasto na hora de imprimir apenas as páginas que interessassem ao leitor (se é que haverá leitores para aquela joça)
2. Marca presença na rede.
R: Exato. Marca presença com uma imagem pra lá de negativa.
3. Não diminui a vendagem da mídia papel.
R: E aumenta, por acaso? Este seu argumento só reforça o que o Cris disse no post dele. Os caras resolveram fazer algo tão ruim, mas tão ruim, que simplesmente as pessoas vão deixar de usar.
4. Fortalece a imagem do veículo de papel, que é de onde vem a grana.
R: Quem te dá essa garantia? Você já leu comentários favoráveis a essa cagada do Estadão além do seu? Até no Blue Bus os leitores estão chiando.
5. Ajuda o anunciante, por dar mais visibilidade.
R: Internauta não acessa site de jornal online para ficar vendo anúncio e sim notícia. Leve em consideração que um jornal disponível apenas no formato PDF é trabalhoso para ler em uma tela de computador. Logo, o cara não vai querer perder tempo vendo outra coisa que não seja NOTÍCIA.
6. Presta um serviço inestimável para a pesquisa em Comunicação (imagine um pesquisador de publicidade, daqui a cem anos, estudando anúncios de jornal em PDF).
R: Muito simplório teu exemplo. O pesquisador que quiser fazer um trabalho desses não vai recorrer a um meio que só irá dificultar a vida dele. Mais fácil ir a uma biblioteca.
7. Mata a saudade de quem está longe de sua cidade natal.
R: Ninguém lê jornal para matar a saudade da cidade onde nasceu e sim para saber o que anda acontecendo por lá. Saudade se mata com fotos, e-mails e conversas com parentes e amigos.
Agora eu quero que você me apresente as vantagens de ler uma página de jornal IMPRESSO, que não cabe na tela de um computador, por um sistema que é comprovadamente mais lento do que a leitura em um arquivo html.
Outra: me aponte vantagens na leitura de uma notícia na Web em um formato que praticamente matou a interatividade com o leitor. Uma só basta (embora não convença).
Dois artigos sobre o assunto:
http://www.useit.com/alertbox/20030714.html
http://www.useit.com/alertbox/20010610.html
Pela ótica do Estadão, os argumentos do José Antonio fazem sentido. Pela ótica do leitor, prefiro o HTML. A questão é adaptar o conteúdo do jornal impresso à web. Acho que o PDF não é a melhor forma…
Mas o cliente não tem sempre a razão? Por essa ótica, o Estadão deveria tentar sempre melhorar sua imagem diante de sua clientela. Mas não, fica aí patinando. Quando eu comecei a ler jornais, o Estadão era maior que a Folha. Hoje se alcançar metade da vendagem da Folha é muito.
Resumindo: vindo do Estadão, só poderia esperar um “cagadão” mesmo…