Tomar que remédio mesmo, dotô?
Que letra de médico é impossível de entender todo mundo já sabe. Também é conhecimento mais ou menos comum que eles se orgulham disso. Algo como uma piada interna, onde a piada é em cima da gente.
Mas agora os números dessa palhaçada começam a aparecer. O NYTimes conta dos gastos que governos dos EUA estão tendo para minimizar os problemas causados pelos garranchos.
US$ 26 milhões foram liberados para localidades rurais informatizarem suas bases de dados com o objetivo de aumentar a segurança dos pacientes. O principal alvo: que todas as receitas sejam corretamente interpretadas por enfermeiras e farmacêuticos.
Um estudo feito no Texas em 1997 com seis enfermeiras experientes lendo receitas escritas por 36 médicos diferentes descobriu que 20 por cento das receitas e 78 por cento das assinaturas eram ilegíveis. Outro estudo texano no ano 2000 apurou que 10 por cento das receitas médicas de um hospital e 15 das receitas em uma farmácia comunitária era ilegíveis.
Ou seja, os médicos escrevem de maneira cada vez mais impossível de ler e a resposta é desembolsar vinte e seis milhões de dólares para tentar resolver isso usando computadores?
Eu só acho que um caderno de caligrafia seria bem mais barato.
Aqui na Australia o povo nao tem mais esse problema. Toda receita e’ computadorizada e impressa num formulario padrao. Alem do povo nao ter problemas com os garranchos, o governo esta’ de olho no que os medicos andam receitando. Big brother…
Nunca entendi esse desleixo quanto à receita. Se fosse num front de guerra ou numa situação de emergência, dava pra entender os motivos dos garranchos, mas por padrão?
Eu acho que UM caderno de caligrafia seria pouco. Que tal 6 anos de caligrafia, mais residência?
Isso lembra aquela história que os astronautas americanos realizaram várias pesquisas por uma caneta que funcionasse no espaço, enquanto os astronautas russos usavam lápis… e aquela história da Volkswagen que os engenheiros alemães tiveram que colocar o estepe no porta malas do gol, por causa do pouco espaço no motor, e em uma visita do presidente da Volks alemã no Brasil, viu q em uma concessionária os próprios funcionarios estavam colocando o estepe no motor. como ? só virando a roda, colocando a parte mais funda para dentro do motor… eles querem resolver um problema simples com uma solução complicada…pra quê complicar se podemos simplificar ?
Indignação, é esse sentimento que tenho todo dia, pois sou farmacêutico e todo santo dia sofro com essa “falta de ética” dos senhores médicos, tão grande é minha indignação que esse é o tema da minha Monografia para a conclusão de minha Pós-graduação em Farmacologia Clínica. Aliás se alguém tiver uma cópia da página do NY Times, sobre esse assunto e possa me enviar ( lupasq@ig.com.br ) serei muito grato, pois será interessante acrescentá-lo em minha pesquisa, pois é interessante sabre que esse problema não é só nosso. Para terminar, fiquei mais indignado ao saber que terei que pagar U$ 2,95 para ler essa matéria do NY Times, já que a página saiu do ar…