Java e scripts no MIT – parte 2
Eis que ontem algumas pessoas comentaram comigo a história do Java no MIT, então achei melhor me alongar no assunto.
Quando se diz que “Java é um SUV das linguagens de programação” não significa que Java é ruim. Basicamente significa que 99% das pessoas que usam Java e dirigem Grand Cherokee tem muito poder na mão sem necessidade. O carrão, por exemplo, foi projetado com características off-road: subir ladeiras de lama, desatolar com tração nas 4 rodas e outros balangandãs. Mas praticamente todo mundo que compra o carro o usa para ir para o trabalho ou o shopping. Um carro que consome 5 km/l é usado numa tarefa onde um Fusquinha 66 daria conta.
Ou seja “cada um com seu cada um”. Se o seu projeto tem tempo e dinheiro para bancar Java, precisa seguir parâmetros estritos de desenvolvimento e design de objetos, integrar-se com sistemas legado, etc., vá em frente. Mas a maioria dos sites hoje em dia não se enquadra nesses parâmetros. Eles precisam ficar prontos ontem e normalmente só possume um programador-analista-designer-de-banco-de-dados-faz-tudo. O site de um banco deveria ser feito numa linguagem “parruda” como Java, mas o sitezinho da sua empresa ou organização pode e deve ser feito em linguagens script como PHP e Perl.
Só que assim como as pessoas dirigem a Grand Cherokee para ir ao shopping simplesmente porque “é mais onda” do que um Fuca 66 certas empresas (e, pior, certos clientes) querem usar Java só para poder dizer que desenvolvem na linguagem-café da Sun.
Portanto, se você tem dinheiro pra queimar você tem todo o meu apoio. Eu vou ficar por aqui dirigindo meu Gol Mil.
ótimo post, eu vou linkar no meu blog, a-do-rei!
me encontrei em cada palavra
Primeira coisa descente que leio sobre Java…é + ou – o que eu penso, pena que onde eu trabalhe esse tipo de idéia é considerada radicalismo
Genial seu post.