É o Rio incentivando a economia!
Rio proíbe menores de jogar games violentos
Na última terça-feira, dia 9, entrou em vigor na cidade do Rio de Janeiro uma lei que proíbe que menores de 18 anos participem de partidas de jogos considerados violentos e também a presença deles em locais onde estes campeonatos estejam ocorrendo.
(…)
Segundo o caderno de Informática do jornal O Globo de hoje, na semana passada comissários do juizado realizaram buscas para encontrar menores em casas de jogos da cidade e fecharam duas delas. O dono de uma lan house disse ao jornal que adolescentes constituem 70% de seu público e que, com a proibição da entrada deles na loja, viu seu faturamento cair 80% em um só dia.
Valeu Seu Prefeito! Bela maneira de mandar pro espaço várias empresas que resolveram investir uma grana na sua cidade criando negócios legais e gerando empregos.
E eu não vou nem me dar ao trabalho de perguntar quem determina se um jogo é violento ou não…
Adminstração ignorante é assim, até eles perceberem q os games são um tipo de economia altamente lucrativa e q desenvolve a tecnologia, eu e meus amigos já teremos aberto uma empresa de games bem fuderosa e todo o dinheiro q poderiamos investir no brasil vamos jogar em contas na suiça e o desenvolvimento social que se dane, quer ser e terceiro mundo, então seja sem mim
Em Belo Horizonte — que tem lei semelhante — a presença ou permissão dos pais é suficiente para garantir a permanência do menor em lan houses. Assim, cabe aos pais decidir qual jogo é violento e até mesmo se esse causa alterações no comportamento dos filhos.
Parece sensato.
Cris, leva a mal não, gosto muito do blog e venho sempre, e por isto tentarei ser o mais polido possível. Mas este seu post é típico de quem não tem filhos. Pois se você os tivesse, talvez teria uma visão mais ‘conservadora’ da liberdade que as crianças podem ter. Você com certeza se preocuparia ao saber que seus filhos nescessariamente NÃO precisam pensar como você mesmo, e aí percebe que o fato de uma game tido ‘violento’ não surtir o menor efeito em você não quer dizr que não surjirá em seu filho. E vc se pergunta até que ponto aquilo envolve sua criança, e se é tão bom pra ela perder tempo assim.
Se vc tivesse filhos, Cris, temeria pelo que a ‘qualidade’ dos games podem fazer numa pequena mente que pode ser distorcida, aumentando então ainda mais a respponsabilidade dos pais, que tem ainda mais este agravante pra se preocupar no rol de outras centenas de coisas.
Vc conhece estas LANS? Sabe se realmente TODAS são bem frequentadas ou algumas são pardieiros de desocupados que podem aliciar uma cabeça frágil (nem todas, claro, reconheço). E se isto for verdade, ou não, não é melhor pecar pelo excesso que pela omissão? Afinal, se estes jovens não estiverem em LANS, não poderiam ser melhor orientados a procurar bibliotecas,centros esportivos ou algo no gênero?
E por ultimo: o fato desta modalidade gerar empregos não a exime da culpa, e muito menos a abona. Pois se fosse assim o tráfico deveria ser legalizado, ou vc conhece outro ramo que gire mais dinheiro, ainda mais com adolescentes? Por isto, Cris, leva mal minha resposta não, gosto do pedaço.
E enquanto no Rio o Império dos Bandidos garantido por corrupção, dinheiro e sobretudo metralhadoras e fuzis de verdade, que matam gente de verdade segue sem maiores prejuízos (e com alguns de seus Imperadores comandando tudo através de hotéis-presídio), o secretário de segurança coíbe as LANhouses para melhorar a situação de segurança no estado.
Lindo.
Sorry, cometi um erro. O texto fala sobre a cidade do Rio de Janeiro apenas, se bem que a essência do meu comentário acima não muda.
Enquanto isso, a molecada fica em casa assistindo Sessão da Tarde com Chuck Norris, Van Damme, Steven Seagal e Charles Bronson matando, decapitando, esquartejando e jogando sangue pro alto.
Isso sim é saudável!
Se o cara acha isso, tem que tirar do ar todos os gêneros violentos em circulação. Isto inclui cinema, televisão, rádio, outdoors, etc…
Não dá para fazer pela metade.
Como ele não vai peitar tudo e todos, é lamentável essa atitude parcial.
Eu acho que quem deve decidir o que a criança deve ou não fazer são os pais dela. Cada pai conhece o filho que tem e sabe se na cabeça dele aquele jogo pode ou não influenciar em sua formação.
O que poderia ser criado é uma autorização por escrito dos pais para a criança frequentar ou algo parecido. Toda as Lans funcionam com sistemas aonde a pessoa deve criar um cadastro. Poderia ser feita uma modificação nesses programas para funcionar como os de locadora de vídeos, aonde os pais iriam até a lan fazer o cadastro do filho, e lá ele decidir o que a criança pode jogar, durante quanto tempo, a que horas do dia (evitando do filho matar aula pra ir jogar) enfim… taí uma oportunidade dos programadores brasileiros ganharem um dinheirinho !
Fagaraz, eu não tenho filhos mas quando tiver (e não estou dizendo que você faz isso) eu vou arcar com a responsabilidade sobre a educação deles. Não vou ficar colocando o governo para proibir qualquer coisa que eu ache que pode ferir a mente do meu pobre filhinho.
Se (ou quando) fizer alguma coisa de errado eu vou assumir a culpa e não vou ficar dizendo que foi influência do videogame.
Eu sempre joguei videogame, computador, RPG mas meus pais sempre me mostraram a diferença entre o certo e o errado e que eu sou responsável pelos meus atos. Nunca pude jogar a culpa de uma besteira que fiz em um “jogo do demônio”.
Quem tem que criar meu filho sou eu e não o governo.
Cris, até aí morreu Neves. É claro que quem vai cuidar da educação de seu filho será vc. Mas quando o Estado se OMITE, aí é aquela gritaria que o governo é isto ou aquilo. Mas quando o estado resolve NÃO DAR MOLE PRO AZAR, logo todos se armam de pedras em nome da liberdade de escolha.
Veja melhor como as coisas estão: o estado não está OBRIGANDO as crianças a ter um determinado comportamento, o estado está PROIBINDO que menores de idade frequentem lugares que (pedagogicamente) não trazem nenhum beneficio as crianças. Há uma sutil diferença aí.
Vou colocar de outro jeito: imagine um estado que proíba, por exemplo, seus cidadãos de lerem ‘Dom Casmurro’. Isto seria um crime, não? Seria um atentado a vida cultural do País, não é mesmo? Mas quando este mesmo estado fala o seguinte:’Olha, aquela obra do Stephen King – O Iluminado só será liberada pra leitura para maiores de 18 anos’, o estado está errado? O que quero dizer é que o estado não está OBRIGANDO seu filho a ter um comportamento amoral, ele está EVITANDO que seu filho o tenha. E afinal de contas, quando este mesmo filho tiver 18 anos, vai poder frequentar o lugar que bem entender. Mas enquanto for menor de idade, vai ter que se enquadrar.
Imagine se vc é um pai liberal, de educação moderna, e aí acha que seu filho pode ir com seus tenros 14 anos a um cine porno? Apenas porque vc o educou corretamente isto o abona a frequentar este tipo de lugar? Ah, mas vc vai gritar:’não por isto, se meu filho de 14 anos quiser ver um filme porno ele vai na locadora do bairro ou baixa pela internet’. Mas pelo fato dele conseguir isto por outros meios NÃO EXIME O ESTADO DA RESPONSABILIDADE DE CENSURAR O FILME! Entendeu? É neste ponto que quero chegar: o estado está cumprindo seu papel (sim, ele tem um papel importante na educação dos filhos, não sejamos hipocritas), e se erra por excesso, ainda é melhor que por omissão. Ou vc acha que no futuro vai ter que pagar terapia pro seu filho porque quando mais jovem ele não podia frequentar LANS houses?
E por ultimo, Cris, que estes meus comments tão muito grandes: Quanto vc trabalha por dia? Quando deste tempo vc separa pra seu lazer pessoal? Vc acha MESMO que quando tiver filhos vai conseguir ser onipresente e estar o tempo todo integrado a vida dele? É mesmo? Se acha, Cris, é porque confirma minha frase lááá em cima: este post é típico de quem não tem filhos, pois se os tivesse pensaria de outra forma.
E apenas pra citar seu post original: se vc tem dúvidas de quem é responsável por definir o que é ou não um game violento, vamos então nivelar por baixo. Na duvida se um jogo tem ou não conteúdo adequado, e no caso de vc não ter acesso a esta informação, então que não se permita o acesso de menores a este game. Afinal de contas, não estamos falando de um gênero de primeira nescessidade na criação de jovens, estamos falando de entretenimento puro e simples, e há sem dúvida outras formas mais sudáveis.
* Tenho 33 anos, e filhos de 16 e 14 anos. Espero que pra vc o flame war esteja sendo proveitoso, por favor não se ofenda com meu ponto de vista.
Engraçado que o festival de pancadaria do Tom e Jerry é permitido, mas LAN não pode. Isso tem cara de tecnofobia: se eu (Siro Darlan, Cesar Maia, ong mensagem subliminar, etc) não consigo entender qual a graça de computador e de joguinho, proibo. Não interessa se na tv passa coisa parecida, computador é diferente porque eu não entendo como funciona…
Ah, e essa história de jogar a culpa no governo me lembra a mania que os pais têm de achar que só podem dar alegrias às crianças, não podendo traumatizá-las com um “não pode”. É muito mais fácil jogar a culpa no governo: “a lei diz que não pode, e você tem de obedecer a lei”. Quero ver quando a lei disser que todo mundo tem de usar o rg tatuado na testa. Ou a lei proibir a Internet porque um moleque fez pesquisa na Internet e fugiu pra Colômbia…
Fagaraz, vou me intrometer no seu comentário, pois identifiquei seu discurso com o da minha mãe, que pecou pelo excesso (não me deixava nem ter amigos porque “são os amigos que levam as pessoas pras drogas”). Eu TENHO de te dar um conselho: se vocÊ continuar com esse raciocínio baseado no medo e na facilidade de distorcer a pequena mente das crianças, fica louco, pois não é possível controlar tudo o que seus filhos fazem, pensam ou onde freqüentam. Essa postura extremamente protecionista mais tarde dificulta seu relacionamento com os filhos, pois eles vão querer se libertar, e você não vai estar preparado pra isso (e ainda vai dizer: mas depois que eu te protegi tanto…) Minha mãe age assim, e até hoje me traz sérios problemas. Quanto mais longe estou dela, melhor pra mim. Creio que você não quer que isso aconteça com seus filhos… faça sua parte, como os pais do Cris fizeram: oriente seus filhos. Se eles entenderem, bom. Se não, pior pra eles. Vai doer em você, mas pelo menos a sua parte está bem feita.
Desculpe o comentário gigante, Cris, mas eu TENHO de falar isso. Não quero que ninguém sofra uma relação tão tumultuada quanto a que eu tenho com a minha família. E gostaria que as pessoas se preocupassem mais com o impacto da intervenção do governo na vida privada de cada um. Daqui a pouco, tem lei até pra regular a ida ao banheiro…
Vem cá… e se meu hipotético-filho chamar seus ainda-mais-hipotéticos-amigos para jogar Counter Strike na minha casa? Eu vou preso, né? Afinal de contas armar uma roleta ou um carteado em casa também é ilegal (aos olhos de outra lei, é claro).
E se este mesmo filho-imaginário jogar via rede? O provedor deve ser interditado?
É nessas horas que eu queria ser advogado, só pra mostrar esse absurdos legais, procesando todo mundo.
Cynthia, seu comment é muito bom, mas acho que estamos nos dergiversando do post original.
A discussão aqui é: o ESTADO tem o direito de proibir a entrada de menores em Lans Houses? IMHO, tem não só o direito como a OBRIGAÇÃO de fazê-lo. Mas se eu não acho a intrusão do estado satisfatória, tenho todo o direito de ter o dito ‘game’ na minha casa e permitir que meu filho se entretenha com ele. Aí a decisão é MINHA! E isto o estado não está me tirando, ele apenas está evitando que seu filho menor frequente lugares que, se não o influenciam negativamente, também não trazem nada de relevante. Conforme já falei, há inúmeras outras formas de entretenimento, e cabe AOS PAIS decidirem o que é bom ou não. Mas na falta dos pais (e sim, eles faltam, pois tem que se preocupar com outras coisas também, como a sobrevivencia da familia), o estado tem que GARANTIR a integridade da mente dos jovens. E se faz isto proibindo a entrada de menores em lans, então que seja.
Mas antes que atirem pedras: não acho que a solução seja os menores FORA de lans e trancados em casa vendo na sessão da tarde os ‘Rambos’ I, 2 e 3, ou mesmo vendo o show de horror do Cidade Alerta, nem acho que temos que tampar os olhos a omissão da sociedade no caso de menores carentes, abandonados e aliciados pelo trafico.
Cynthia, vc me dá um conselho que vou ter a humildade de aceitar. Mas gostaria de dizer que há uma diferença (também sutil, claro) entre a preocupação da criação de adolescentes e o FASCISMO! Eu procuro não me exceder na criação de meus filhos, e não sou o super-protetor que meu comentário apaixonado faz por parecer. Já inclusive levei meus filhos maiores em LAN?s, apenas pra que ele conhecessem com minha supervisão. Ficamos lá 1/2 hora e fizemos uma combinação tácita que eles só voltariam lá (se voltassem) com minha presença, pois o ambiente NÃO É BOM!!! Vc já viu como os jovens se expressam? Vc já viu o comercio que isto vira? Já percebeu o tipo de gente que tem lá? Portanto, não vamos ser hipocritas e achar que ‘a boa educação que dei pros meus filhos é garantia da adequação do comportamento deles’ pois a personalidade deles será moldada NÃO SÓ pela criação que vc deu, mas por outros fatores que fogem ao seu controle, e por isto eu acho de coração que não devemos dar sopa ao azar, em nome de uma educação ‘moderna’ ou mesmo ‘aberta’. Claro que daí vai uma grande diferença entre adequar o acesso de meus filhos aos games e a proibição pura e simples de qualquer ‘amizade’ em nome da proteção de sua mente, como vc diz que aconteceu com vc.
Há, sem dúvida alguma, coisas mais importantes pras crianças se preocuparem ou se ocuparem do que lan?s. Há centenas de classicos em livro-papel que devem ser lidos, há cidadania e sociologia pra se aprender, há dezenas de coisas SIM de primeira nescessidade pra educação de um jovem. E me perdoem os puristas, mas os games (em LAN?s) não se enquadram em nenhuma delas. E não, não sou careta. Adoro jogar Vice City. Mas tenho 33 anos, e não é porque gosto de jogar e vejo o game como puro passatempo que vou permitir que meu filho de 9 brinque. Tudo a seu tempo. Nesta idade ele vai brincar de jogo de memoria, paciencia e tetris. Quando EU achar que ele tem maturidade suficiente, vou apresentar o game que EU achar adequado. Mas numa lan house, qual a garantia que tenho que outro ‘amigo’ não apresente a ele algo que EU acho que não tem ainda idade suficiente pra absorver?
Portanto, Cynthia, diferente do que fiz parecer, não sou super-protetor. Sou sim RESPONSÁVEL pela criação de meus filhos, não só pelo que eles absorvem, mas também responsável pelas atitudes que eles terão a partir das fontes que usei pra educação deles. Por isto eu rolo de ódio quando vejo uma mãe ir a TV e colocar a culpa na Internet pelo filho ter querido se embrenhar numa milicia na Colombia (ou Bolivia, sei lá). Esta mãe, irresponsável, hipocrita e cínica, está se EXIMINDO da responsabilidade na educação do filho, e jogou a culpa numa figura etérea com a Internet. Fácil, não?
Interessante, Fagaraz, que quando eu lia seu trecho “tenho todo o direito de ter o dito ‘game’ na minha casa e permitir que meu filho se entretenha com ele” já fui pensando em escrever aqui que as LAN-houses existem justamente para atingir o mercado de pessoas que não têm um computador em casa (ou têm um velho). Eu nunca fui a uma LAN-house, já que posso jogar no conforto do meu lar e de graça.
Só que aí, mais embaixo, você fala “Já percebeu o tipo de gente que tem lá?”. Sei lá, cara… não estaríamos aqui falando de um problema “social”? De que “o tipo de gente” é simplesmente gente mais pobre?
Basicamente nossa discussão chegou num beco-sem-saída. Você acha que o estado deve proibir os jovens de fazer o que a *cof* *cof* maioria acha que é danoso. Eu acho que quem decide isso são os pais. E não estou falando só de LAN-houses não. Mas diante dessas opiniões não há o que argumentar. Eu não quero o governo se metendo na minha vida e ponto final.
Fagaraz, desculpa entrar assim nesta discussão, também não tenho filhos, mas pretendo ter algum dia.
E se tem uma coisa que eu vou ensinar pro moleque é que quanto menos o Estado interferir nas nossas liberdades, melhor.
Acredito, pela educacao que recebi dos meus pais, que é possivel ensinar a uma criança que matar é errado, roubar é errado, atropelar velhas na rua é errado, queimar animais é errado, que se drogar não faz bem e assim por diante.
Uma vez que o moleque entende estes valores, a influencia de um game ou filme violento tem fica pequena. Proibir o moleque de praticar uma atividade que desenvolve a coordenação motora, raciocínio, entre outros, pelo fato de ter uma relação com violencia é complicado.
Você é a favor que o Estado proiba menores de praticar artes marciais?
Na minha infancia não tinha LAN house, mas existiam os ambientes de fliperama, que se enquadram bem na sua descriçao de que nem “TODAS são bem frequentadas ou algumas são pardieiros de desocupados que podem aliciar uma cabeça frágil”. Tanto que era comum ter um cinzeiro na própria máquina, ao lado dos botões.
Meu pai sabia dos perigos de um ambiente assim, e só me deixava jogar se eu estivesse acompanhado de um adulto. Independente do que o Estado falava, *meus pais* eu respeito.
Counter Strike pra mim é a brincadeira de polícia e ladrão de hoje para a molecada. Tem que ser uma atividade controlada para não prejudicar a vida do moleque? Sim. Mas não pelo Estado, de forma alguma, estes burocratas já provaram ser incompetentes demais para qualquer coisa.
Fabricio, apesar de achar a discussão super proveitosa (e vejo que o assunto e bem mais complexo, desenrolando fácil daí uma fita-banana), acredito que devemos estar cometendo um erro de semântica.
Em nenhum momento eu quis dizer que APROVO a ingerencia do estado em nossas vidas. Não acho MESMO que o Estado deva dizer o que faço ou deixo de fazer. Mas, SIM, eu apoio a REGULAMENTAÇÃO das lans pelo estado, pois IMHO este é o seu papel!
Volto a usar um exemplo que dei lá tras: se vc educar um filho tão confiantemente no poder apenas de seu exemplo e criação, então porque colocar idade pra ir ao cinema e ver um filme ‘adulto’? Então, baseado nesta premissa, não deveria haver nenhuma regulamentação disto, e os filmes deveriam vir com uma legenda: permitido para qualquer idade, desde que os pais confiem em seu taco.
Cris, Cynthia e Fabricio: num mundo perfeito, é claro que nada disso deveria ser usado. Mas NÃO VIVEMOS EM UM MUNDO PERFEITO! E como somos seres humanos falíveis, devemos então achar os meios de diminuir o impacto negativo de qualquer coisa que possa prejudicar a criação/educação de nossos filhos. Mas mais uma vez volto a bater na tecla: isto é uma coisa que só se dá conta QUEM PASSA PELO DOM DA PATERNIDADE! Vcs até podem concordar com minha argumentação, e discordar em alguns pontos. Mas AINDA não sabem o que é na pele o TAMANHO da responsabilidade que é criar filhos. E por favor, não entendam isto como um comentário agressivo, é apenas a constatação que chegamos ao ponto da retórica, pois minha experiencia neste assunto é mais ampla que a de vcs, e portanto tenho o direito de pensar de forma diferente.
Ufa! Cansei!
Os jogos, vem com uma classificação de idade recomendada, é o tal do ESRB rating (http://www.esrb.org/).
Acho importante ter esta classificação como guia para os pais, mas utilizar ela ou alguma outra para proibir qualquer jovem numa LAN eu acho complicado. O que é aceitavel para mim num jogo que meu filho joga pode nao ser para quem classifica.
A sugestão do Adriano Matos até que é boa, pois mantém a escolha do que é melhor pro filho na mão dos pais.
Meu, eu não acreditava que isso daria um bate-boca desses
nem tinha visto ainda os comentários. Mas agora vou ter que dar o meu.
1. Eu tenho 1 filho e sou um despota. Sorte de todos vocês que nao sou politico pois sou um despota e digo isso por acreditar que eu e apenas EU tenho direito para dizer o que ele deve ver ou nã e não dou esse direito (ou pelo menos não gostaria de dar) para nenhum politico estupido.
2. Joguei Atari durante a minha infancia . Joguei RPG, vi filmes Pornô qdo ainda era criança (escondido dos meus pais, logico) e devo ter violado todas as restrições etárias possiveis e isso não mudou em nada o meu carater nem a minha educação.
3. Rola coisa piores na TV (aberta ou nào) que em qualquer Counter Strike.
4. Autorização por escrito dos pais ? acho q é uma boa, vale até uma ligação para o responsável.
Ah, as liberdades individuais. Elas estão sempre lá, no meio das discussões. O governo tem o direito de te dizer o que fazer? O que não fazer?
Em geral, as pessoas acham que não. Que o governo não pode proibir ou restringir, por exemplo, o uso de armas de fogo. O governo não pode regular os juros. O governo não deve controlar as empresas estratégicas. E por aí vai.
Quando eu era moleque, essa mesma discussão acontecia em relação àqueles fliperamas pulguentos. E olhe que nem tinha aqueles headfones imundos que as LAN houses têm em todos os computadores…
Eu ACHO que o governo não pode se omitir, não. Nâo que a saída seja proibir. Mas tem que regular, sim. Leis são pra isso mesmo, para garantir que os donos desses estabelecimentos tomem vergonha e montem seus negócios seguindo regras que garantam a segurança do cliente.
É por isso que açougues são obrigados a seguir leis sanitárias, que todas as lojas são obrigadas a seguir especificações de segurança, como sistema elétrico montado adequadamente, extintores de incêndio etc.
Fico extremamente irritado é com essas decisões arbitrárias do Darlan. Ele escolhe um tema que dê visibilidade e tasca uma decisão polêmica. Proibir e pronto é piada.
O engraçado é que, em geral, as pessoas sempre associaram jogo, qualquer um, a vagabundagem. Sejam os marinheiros ingleses jogando dados, as partidinhas de sinuca, as tardes no flipperama, tudo isso é condenável. Uma vergonha.
Mas o traço de tecnofobia aparece quando ninguém levanta a voz pra exigir alguma presença do Estado nas quadras de futebol espalhadas por aí, nos rincões. Lá acontece de tudo. Tem gente sendo surrada, venda de drogas, jogo ilegal e tudo mais. Mas as pessoas parecem não ligar.
Isso tem que ser discutido na câmara e regulamentado, como qualquer negócio. Os jogos têm classificação etária? Respeite-se a tal classificação, oras. Moleques de 11 não podem jogar jogos pra meninos de 15. (discutir se as classificações etárias são adequadas é um outro assunto…)
As LAN houses são locais seguros? Deveriam funcionar somente para sócios e mediante apresentação de carteira de identidade? Os donos devem, usando algum tipo de software, controlar a entrada das pessoas na tal LAN House aproveitando as facilidades dos computadores que tem à disposição? Deve também haver hora permitida?
Por que diabos a gente tem que deixar os caras trabalharem? Então, eu abro um negócio de qualquer jeito e pronto. Sou um empresário, estou criando empregos, posso tudo. ACHO que na hora de definir as regras de criação de uma LAN H, tudo tem que ser discutido. Sei lá… As cadeiras precisam ser ergonômicas, os headfones precisam de espuminhas trocadas a cada x semanas, a água tem que estar disponível em um bebedouro, a luz tem que ser assim, o banheiro tem que ser assado.
Pensem bem. QUem não tiver como cumprir, não abre uma LAN house. Assim como quem não tem o capital para comprar ou alugar os computadores não podia abrir uma LAN House até agora. Toda loja de shopping, por exemplo, segue diversas especificações de segurança que exigem um outro patamar de capital inicial. Não tem dinheiro nem competência, vá vender cachorro quente. Ah sim. E terá que seguir rígidas normas sanitárias que podem tirá-lo do negócio também. Mas, dane-se. O que importa não é o empresário pura e simplesmente, ele tem que pensar no cliente dele.
Eu não acredito nessa liberdade extrema. Todo mundo pode tudo. É normal dar alguma liberdade e, quando as demandas vão surgindo, o Estado precisa dizer o rumo. É o papel do Estado. É o mesmo do síndico no prédio, que decide em assembléia o horário em que o elevador A ou B é ligado ou desligado para economizar luz. Aí, um cara que quebrou a perna avisa que ele precisa que o elevador B esteja ligado até uma hora mais tarde porque ele chega pela garagem e não pode subir uma escada para chegar ao elevador A.
O processo natural é esse em que a questão é colocada, os sem filho, como o Cris, dão suas opiniões, os com filhos, como o Edu, dizem o que acham, e diversas idéias são colocadas na mesa. Coisas razoáveis são postas em prática. Idéias inúteis ou repressoras demais são descartadas. Isso é fazer política, folks.
Vou dar o meu pitaco, já que eu sou, de alguma forma, uma espécie de administrador público. O ESTADO, o Poder Público tem o dever de proibir atividades consideradas nocivas à sociedade. Uma das funções do Poder Público é, justamente, ser representante e presentante da lei, vista nestes termos como reflexo do desidério social.
Para tanto, é necessário definir o que pode ser considerado nocivo. Não há dúvida, por exemplo, de que fornecer bebidas a menores de 18 anos deve ser proibido, assim como proibida deve ser a venda de bebidas alcoólicas em postos de estrada, já que o alvo potencial é justamente aquele quem não deve beber: o motorista.
Quanto às Lan houses, é necessário definir: é prejudicial? Pode até existir uma discussão a respeito, mas tenho certeza de que, na verdade, o Prefeito do Rio quer ser mais realista que o rei. Lógico, existe uma posição de que sim, deve ser proibido. Mas essa posição reflete o desejo da sociedade? Eu creio que não. Aliás, tenho quase certeza que não, que isso não é razoável, pelo menos no momento.
Eu acredito que algumas coisas sobre as LANs poderiam ser discutidas. Uma delas poderia ser a proibição de existirem LANs a menos de 200m das escolas. Não sou favorável, mas eu vejo como algo que sim, pode ser discutido, para que se evite que a molecada mate aula pra ficar nas LANs. Até acredito que seria inócua, mas que é discutível, isso sim.
Agora a proibição pura e simples das LANs em poder receber menores parece-me simplesmente um absurdo. É uma solução radical, é como prevenir doenças em árvores podando-lhe o tronco, é como querer evitar a caspa arrancando a cabeça. Não vejo isso como providência útil. Pelo contrário, acredito que os seguidores dessa tese podem até arregimentar seguidores e conseguir, eventualmente, mobilizar a sociedade. Vivendo em tese em uma democracia, lógico que a maioria deveria vencer. Mas hoje, para mim, não passa de mais um “fato” que o César Maia resolveu criar.
É isso aí Nishi e Alexandre, ninguém pergutou aos “pais e não-pais” o que achavam. Niguém pensou numa regulamentação. O Darlan, como sempre, apontou seu dedo-com-anel-de-dotô em uma direção e de lá saíram raios. Ninguém foi consultado.
Junta dois caras que adoram aparecer e dá nisso.
na moral … Cesar Maia é rei ! Se ele não estivesse de prefeito aqui no Rio, isso aqui estaría as traças! Vejam só que ilustres governadores nós temos ?
Rosinha e Garotinho… isso sim é escória.
No entanto o prefeito faz, tem dinheiro em caixa, faz obras, e está até emprestando pro Governo, que coisa não é?
Mas o seguinte … não dá pra agradar gregos e troianos. Muitos foram contra a proibição de menores nas lanhouses, outros a favor e são esses OUTROS que dão o voto. Pq menor não pode votar, capitche?!
Depois de quase um ano achei estes comentários da proibisão de menores em Lan. Estranho aq atitude de alguns pais ou pretensos pais em apoiar a atitude do estado para as atividades comerciais. A violência diminuiu depois dessas medidas. Criaram-se novas escolas, remuneraram-se melhor os professores para suportarem filhos azedos de pais mais azedos ainda. Coloquem as crianças para ficarem nas escolas das 8:00 às 17:00 e em duas gerações resolveremos muitos problemas. Se as Lan são pardieiros de desocupados como versou Fagaraz, que acho que não seja um pai, mas um ditador e facista,pois como disse ele decide o queos filhos podem ou não ver, assistir ou fazer.Será que ele sabe o que eles já aprontaram? A Lan deve ser proíbida para menores se: vender produtos que causam dependência física ou psíquica, explorar jogos de sinuca, pebolin(totó), baralho, bilhetes de loteria e congêneres. Ué, jogo do bicho não é proíbdo, e o estado já o eliminou? Acredito que as crianças podem se influênciar com as maldades dos jogos se suas vidas são uns cacos, pais negligentes, totalitários.
eu acho que não deveria ser proibido menores de 18 jogar games violentos, os pais que decem escolher o que seus flhos devem ver não o governo seria muito mais facil deixar jogar só que com a devida autorização dos pais e ficar na lan mesmo com jogos violentos é melhor que ficar na rua com a violencia
eu acho que não deveria ser proibido menores de 18 jogar games violentos, os pais que devem escolher o que seus filhos devem ver não o governo seria muito mais facil deixar jogar só que com a devida autorização dos pais e ficar na lan mesmo com jogos violentos é melhor que ficar na rua com a violencia
achoo !um pouco absurdo pois se os filhos naum podemir a uma Lan mas pode assistir desenhos com pancadaria….fico com duvida mas acho que a televisão esta saindo muito bem com esta lei…..