Flash mob?

Eu acho a idéia de flash mob legal. Queria participar de uma em NYC, uma das coisas que me faz bater uma saudade de lá de vez em quando. Mas só que no Brasil tudo acaba em samba (eu odeio essas comparações de que tudo no Brasil é pior, mas fala sério…).

Cerca de 80 pessoas, segundo a Polícia Militar, cruzaram a avenida Paulista, próximo à rua Augusta, carregando papéis com a mensagem “contra burguês, baixe MP3″ e, em seguida, tiraram os sapatos e os bateram diversas vezes contra o chão.

Primeiro sinal de problemas. Eu já tinha comentado com os amigos. Quando um flash mob é organizado e anunciado — com direito a grupo de discussão e site — perde o sentido. Não que fazer um flash mob seja contra a lei, mas se a polícia sabia que o evento ia acontecer algo há de errado.

Diversos veículos de imprensa aguardavam desde às 12h pelos manifestantes na esquina da avenida Paulista com a rua Augusta.

Aí acabou qualquer sensação de surpresa e tudo vira um grande hype. Quer a prova final de que o povo quer mais é aparecer?

A encenação em si (bater os sapatos) já havia sido divulgada e não houve a dispersão relâmpago. Praticamente todos os participantes do “Flash Mob” permaneceram no local para dar entrevistas ou comemorar com os amigos.

Arram. Caso encerrado, meretíssimo.

Este foi mais um Momento Ranzinza © CrisDias.


:: Escrito por Cristiano Dias, dia 14 Aug 2003, 10:19, em Brasil-sil-sil.
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