Nos dos outros é refresco

Relator da reforma da Previdência critica Judiciário por ameaça de greve

— O que lamento é que em situações anteriores, em que o estado de direito foi revogado, eles (os juízes) não fizeram greves e não assisti a nenhuma entidade da magistratura se insurgindo contra a ditadura – afirmou [O relator da reforma da Previdência, deputado José Pimentel (PT-CE)].

É como vovó dizia. Pimentel nos olhos dos outros é refresco. *pra-tim-bum!*


:: Escrito por Cristiano Dias, dia 21 Jul 2003, 18:40, em Brasil-sil-sil.

6 Comentários

  1. Edu

    Poxa Cris, o post foi maravilhoso, mas o desfecho, de doer…

  2. Nica

    Ah, eu gostei especialmente da onomatopéia daquelas de circo, depois que o palhaço faz uma daquelas brincadeiras previsíveis. ;)

  3. aline

    hmmmm, e apenas porque o judiciário, no passado, errou e quedou-se inerte na defesa do estado de direito no passado, deve ele continuar a agir dessa forma? sei não. os tempos eram outros, todos sabemos bem. felizmente, e espero, que os tempos tenham mudado, e cláusulas pétreas valham pra alguma coisa. e, de novo, sei não.

    agora, defender o estado de direito apenas quando se atinge a fatia deles do bolo, isso sim, é bastante questionável.

  4. duard

    Tem que matar pelo menos mais un 5 juizes, assim quem sabe eles aprendem, néh ?

    Acho RADICAL ? que nada, RADICAL é matar todos !

    >:-)

  5. André II

    Não existe absolutamente nada na reforma da previdência que mexa com alguma cláusula pétrea da Constituição

  6. dawalibi

    Calma, gente. Em primeiro lugar, é bom lembrar que logo no primeiro ano do governo militar, 49 juízes foram “expurgados” por não “colaborarem” com a “revolução”. Mais tarde, o AI 5 cassou outros, entre eles os ministros do STF Evandro Lins e Silva, Victor Nunes Leal e Hermes Silva, também porque se negavam a legitimar os atos dos militares golpistas. Por outro lado, seria bom lembrar que muitos dos políticos que hoje estão no PL, partido que compôs a chapa de Lula, sustentaram o regime militar. Assim como José Sarney, o querido aliado que Lula quis a todo o custo ver presidente do Senado. Nós, brasileiros - e me incluo - temos o hábito de aceitar como verdade absoluta tudo o que o governo - pelo presidente ou por seus representantes no Congresso - diz. Um pouco de análise crítica não faz mal a ninguém.

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