O dia da infâmia
Terça-feira, 20 de maio de 2003. Na tarde de hoje, a CBF, o Clube dos 13 e mais representantes de oito clubes da Série A e de três federações estaduais se reuniram no Edifício João Havelange, sede da CBF na Barra da Tijuca, e decidiram suspender todas as partidas de futebol no território nacional por tempo indeterminado. O motivo: a entrada em vigor do Código do Torcedor, um pacote de leis que visa aumentar o conforto e a segurança do público de eventos esportivos e tornar os dirigentes responsáveis por essa segurança.
Essa paralisação não é séria. É uma decisão tomada com o apoio de oito clubes, entre os 24 que disputam a Série A. Clubes com uma administração impecável, como o Vitória, ou com dirigentes de posições fortes, como Roque Citadini, do Corinthians, ou mesmo a Futebol Brasil Associados, entidade que congrega a maioria dos clubes da Série B, sequer foram consultados. A paralisação do Brasileirão é uma decisão sem qualquer legitimidade. É uma tentativa de colocar a opinião pública contra o Código do Torcedor e ao lado daqueles dirigentes que temem perder seus mandatos “não-remunerados”, que temem a obriggatoriedade de prestar contas ao público, de publicar balanços financeiros de suas gestões.
Leia o texto completo no Show de Bola.
Achei ótimo só pelo fato de não ter que ligar a TV e ter jogo para todo lado
Gostei daqui …
Em resumo: Tiração da reta explícita. É lógico que os dirigentes (sim, estou falando sério) vão limar o que afeta eles.
Sem esse tal artigo 19, o Eurico Miranda vai continuar superlotando São Januário e aquele incidente de 2000 vai se repetir.
A mentalidade dos dirigentes (não é piada) é tão pequena, que eles não enxergam o Estatuto como um investimento. Veja quantas pessoas não vão ao estádio por causa do medo. Dê melhores condições que a média de público será de 40 mil torcedores.
E cá pra nós, não era mais fácil conversar e discutir enquanto o Estatuto estava sendo criado? Tem que fazer essa palhaçada com o futebol e o torcedor??
Já cansei de dizer, o Campeonato Brasileiro é um produto valioso em mãos erradas. Até o medonho Campeonato Escocês é mais visto que o nosso.
Mesmo sendo Cruzeirense eu dou apoio pro Alexandre Kalil, (ex) presidente do Conselho Deliberativo do Galo. Ele era o único que não teve medo de falar que a CBF e a cartolagem são uma baderna.
Os “dirigentes” usurpadores do futebol estão rebelados. Ganham dinheiro com transações, elegem-se para cargos públicos, obtêm prejeção, tudo às custas dos torcedores. Na hora de darem o retorno a quem os sustenta, aí já não querem ter responsabilidades. Engraçado é que as medidas que estão no Estatuto (estacionamento e estádios seguros, dignidade de tratamento, facilidades de acesso, compra de ingressos e transporte e transparência na gestão) são tão óbvias que nenhuma pessoa de bem pode ser contra elas. Mas se os dirigentes não puderem providenciar tais medidas, a solução é simples: peçam demissão e deixem o futebol para as pessoas competentes. Ninguém vai sentir falta.
Concordo plenamente, dawalibi. O Estatuto do torcedor é o mínimo que a gente poderia ter em um estádio.
Falando em Kalil, olha o que o cara me fala no Minas Esporte, da TV Bandeirantes, muito hilário:
Kalil o que o torcedor deve fazer se encontrar o jogador bebendo num bar a noite?
Deve virar mesas e causar confusão suficiente para baixar policia e imprensa aos montes…
Poxa Kalil, devemos ser contra a violência!
Eu sou contra MAIS OU MENOS, porque o que a torcida grita nessas horas é FORA KALIL! KALIL! Meu saco encheu com essa palhaçada, eu não vou pagar mais salário de vagabundo!
Pô, Kalil. Vá ser diretor de torcida organizada, meu.