A gente vamos
Pode ser implicância minha, mas eu contei pelo menos três erros de concordância verbal no Casseta e Planeta e no Como Educar Seus Pais essa noite na Globo.
Do tipo “para ensinar as crianças a falarem”.
Sei lá…
Procure, encontre ou
feche.
Pode ser implicância minha, mas eu contei pelo menos três erros de concordância verbal no Casseta e Planeta e no Como Educar Seus Pais essa noite na Globo.
Do tipo “para ensinar as crianças a falarem”.
Sei lá…
De todos os erros, o pior foi ter colocado no ar esse programa depois do Casseta… eca!
Também achei beeem fraco Evilasio.
Ih, rapaz, se começar a contar todos os erros de concordância… O pior é que eu “pesco” isso de uma tal maneira que fica difícil não reparar.
Agora, sabe o que mais me irrita, é chamar nomes próprios usando o artigo na frente, é um tal de:”_O Julinho me disse…”. Que eu me lembre, na aula de português eu aprendi que não se usa artigo em nomes próprios, não é?!!…
Será que desde os meus tempos do primário (e bota tempo nisso) muita coisa mudou, ou sou eu que estou mal-acostumado a dizer e escrever corretamente (vide o meu hábito de usar o trema ou de iniciar todo parágrafo com um espaço)? Bom, pra terminar, boa sorte aqui na cidade da umidade, como você bem frisou numa dos seus últimos posts…
Abraços, Artur, 29, Niterói, RJ.
Complementando a resposta anterior, hoje no Globo Esporte eu ouvi pela enésima vez uma coisa que me deixa realmente puto da vida: “_Os tetra-campeões Bebeto e Jorginho…”. Que eu saiba os dois só foram campeões do mundo UMA VEZ, e tetra, se eu não estou enganado, se refere a quatro vezes. Nessa categoria só Zagallo se encaixa, e olha que com ressalvas…
Abraços de novo, Artur, 29, Niterói, RJ.
Peraí, deixa eu ver se entendi… Vocês assistem televisão!?!? Eu, hein…
bem, eu acho que isso é equivalente a avós e tias falando ERRADO (pq é cute cute) com bebês…
E isso me irrita profundamente, afinal depois elas reclamam que a criança aprendeu a falar errado.
Bom, eu não sou nem tão chata pra falar, é normal a gente errar numa concordância aqui outra ali mesmo, pelo menos numa conversa bem informal.
Mas num programa de TV, o mínimo que se espera é que esse tipo de coisa seja respeitada, por mais naturalidade que eles tentem passar.
Mas hoje em dia, quando ligamos a TV não podemos esperar muita coisa mesmo…
Na imprensa escrita também aparecem uns erros desses de chorar!
E outro dia entrei numa página que supostamente é direcionada a profissionais em busca de emprego, e dizia que um dos defeitos de um “mal currículo” é conter erros ortográficos!
Uma coisa é você falar coloquialmente, como no caso citado acima do “falei com o João”. Se aparece alguém numa novela passada no Rio ou em SP falando “vou pra casa de Maria” vai estar estranho, ninguém fala assim aqui. Fora a Cristiane Torloni falando com aquela canastrice toda de “puxa vida, que bom te ver!”.
Outra coisa é falar *errado* mesmo. Erro de concordância, que seria o equivalente (nominal) a falar “nós vai”. Você está, no mínimo, confundindo a cabeça de quem acha que sabe a maneira correta. É erro mesmo.
Eu noto que meus parentes do Rio não usam mesmo o artigo com nomes próprios. Mas entre os paulistas, acho raro alguém NÃO falar “A Adriana”, “O Cris”, “O Artur” etc.
E eu lembro da imagem da minha professora do primário falando que era opcional, re re! Ai… há quase 20 anos!
É bom rever gramática, que não há nenhuma norma que proíba o uso de artigo definido com nomes próprios; sendo este, pelo contrário, um daqueles casos em que somente o uso permite concluir com que nomes e em que situações empregar ou dispensar o artigo.
“Uma coisa é você falar coloquialmente, como no caso citado acima do “falei com o João”. Se aparece alguém numa novela passada no Rio ou em SP falando “vou pra casa de Maria” vai estar estranho, ninguém fala assim aqui.” - Oi Cris, em resposta ao que você diz logo acima, me parece que só aqui em Niterói temos o hábito de trocar o “do/a” por “de”, como em “vou pra casa de Júnior…”, senti isso em comentários de antigos colegas de faculdade do Rio, que logo falavam: “_Ih, isso é coisa de niteroiense…”. Abraços, Artur.
Com ou sem concordância, Casseta e Planeta já encheu o saco. Os caras estão se repetindo muito, esgotaram esse tipo de humor que eles fazem. Ah, que saudade do Planeta Diário! Lembram das manchetes? “Fudilson: Ministro vingativo quer abater vietnamitas na fonte.” (abaixo, a foto do Stallone). Perry White, a Vingança do Bastardo, o Humor de Mongol. Aquilo sim fazia rir. Está provado: a televisão estraga qualquer talento.