Protesto (Beba guaraná – parte III)

Rolou semana passada um artigo do Tutty Vasquez (vi no TopLinks) dizendo que é besteira esse papo de parar de tomar Coca-Cola e comer no McDonald’s como protesto contra a guerra. Que não adianta nada e que parar de consumir produtos de empresas americanas não vai afetar em nada o cenário da guerra.

Tudo bem, mas assim como o Tutty tem o direito de dizer o que pensa cada um tem o direito de boicotar as empresas que quiser pelos motivos que tiver na cabeça. Só que tem outra: parar de beber Coca-Cola pode não adiantar de nada, mas fazer passeata, publicar protestos no blog ou mandar e-mail-corrente-falando-mal-do-Bush também não. Ou seja, se cada um for pensar no potencial de mudar a cabeça de um presidente dos EUA fazendo qualquer coisa aqui no Brasil é melhor ficar em casa vendo Faustão porque nada vai fazer diferença.

Eu falei aqui “beba guaraná” mas enquanto estava no Canadá bebia uma latinha vermelha de Coca por dia. Cheguei a brincar “em protesto de agora em diante só bebo Pepsi!”. Eu pretendo, sempre que possível, evitar o consumo de marcas americanas. Não como piquete-anti-guerra, mas simplesmente como maneira de incentivar a indústria nacional. Não acho que vá adiantar grandes coisas afinal de contas sempre há um ou outro capital estrangeiro nas grandes empresas brasileiras. Mas se tiver a opção entre um produto pelo menos “montado” no Brasil vou dar preferência, por ele gerar empregos aqui e não lá. Quando só tiver opção de importados escolho um europeu a um americano.

(E este foi o primeiro post-grande escrito no Brasil. Aê!!!)


:: Escrito por Cristiano Dias, dia 3 Apr 2003, 18:47, em Liberdade Digital.
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