Esporte é vida
Dirigente de torcida organizada é condenado a 22 anos de prisão
Tem mais é que prender mesmo. Uma pena que o cara vai sair da prisão com pós-graduação em tráfico de drogas e sequestro.
Procure, encontre ou
feche.
Dirigente de torcida organizada é condenado a 22 anos de prisão
Tem mais é que prender mesmo. Uma pena que o cara vai sair da prisão com pós-graduação em tráfico de drogas e sequestro.
Sem entrar na futura formação do sujeito e caindo em um velho chavão, é importante a prisão desses caras, porque só assim você consegue separar os maus-elementos de quem vai pro estádio torcer.
Aqui em Belo Horizonte, a ADEMG (orgão que administra os estádios) e a Polícia Militar fizeram um acordo e agora, quem é pego fazendo baderna na arquibancada recebe a “punição” de ficar uma semana limpando cadáveres no IML. Não sei se é o castigo certo, mas pelo menos é um começo.
tudo para dar certo tem que ter um começo.
acredito que a solução para este imenso problema que é a guerra nos estádios de futebol começa aí – punir os culpados, os cabeças..
espero que isso sirva de inspiração para muitos..´.
Opa, não me culpa não!
Mas sério, concordo com sua opinião, Eduardo. Só faltava alguém dar o primeiro empurrão. Só torço para não acabar em pizza.
Pô, o cara é conhecido como “Snoopy”. Está foragido, mas pode ser preso a qualquer momento pela carrocinha.
Mudando de assunto, será que eles não poderiam, em uma próxima etapa, prender alguns diretores de clubes, federações e confederações? Motivos não faltam.
Se não me engano, existe algo parecido com a Lei de Responsabilidade Fiscal, só que para os clubes. Desnecessário dizer que é o medo de qualquer cartola.
O problema é o famoso lobby. Ninguém quer aprovar isso, porque para eles seria como dar um tiro na cabeça. Infelizmente, não existem cartolas honestos e os mais ladrões também são os mais influentes.
Engraçado que nosso campeonato é um dos mais disputados no mundo, temos um produto que pode gerar muito dinheiro, mas os dirigentes continuam com a cabeça em uma outra época, cada um querendo passar a perna no outro.
(Rapaz, como eu divagar sobre futebol…)
…uma das poucas faculdades, se não for a única, que despeja os alunos com trabalho certo. mais eficiente que a gv!
22 anos eu acho muito. É quase uma vida, o cara não vai ter mais nada a perder, a tendência é só piorar. Seria melhor lavar os cadáveres no IML (parece que estão fazendo isso também com responsáveis por acidente de trânsito), seria um choque talvez mais produtivo, ou pelo menos sem a necessidade dessa “faculdade”.
Cynthia, estamos falando de uma pena para um cara que armou uma emboscada contra torcedores “inimigos” e saiu disparando tiro. Não é “briga de torcida”.
Eu sei que não é briga de torcida, mas 22 anos é muito. Se o cara tem hoje 25 anos, vai sair da prisão com 47, na melhor das hipóteses sem emprego e com dificuldades de reintegração social.Imagine ficar 22 anos trancado num espaço 2×2 (sendo otimista), sem opção de lazer ou educação, perdendo a época mais produtiva da sua vida. Um dia, dois, três. Depois de algum tempo, qualquer pessoa normal vai querer fugir ou armar confusão pra se divertir um pouco. Já não tem nada a perder.
Se havia alguma chance dele se reabilitar, ela vai ser perdida, até porque existe o entendimento de que crimes hediondos não admitem progressão de regime. Ou seja, se nesses longos 22 anos trancado ele repensar a vida, se arrepender, procurar uma ocupação, não vai ter como fazer nada disso. Sem contar a dificuldade de adaptação social quando sair. Em vez de reeducarmos um preso, estamos negando a ele a chance de recuperação, e incentivando mais um “preso irrecuperável” e revoltado.
Os juízes do Rio são famosos pela mão pesada, e estão criando uma bomba, até porque não admitem a falência do nosso sistema penal. Por mais raiva que a gente tenha do cara, temos de ver também o lado social. Precisamos de penas mais humanas para que sejam eficazes. Por isso que falei que dar uma voltinha no iml vai fazê-lo repensar mais nas conseqüÊncias de seus atos do que perder uma eternidade trancado com outros tantos que fizeram coisa pior que ele.
Sua preocupação é sincera, Cynthia, mas não há motivo para angústia. Snoopy, se tiver “bom comportamento”, poderá obter seu livramento condicional cumprindo 2/3 da pena (menos de 15 anos). E isso porque falamos de crime hediondo, pois do contrário poderia cumprir só 1/3. Não nos esqueçamos, ainda, que nos crimes comuns, o condenado sempre pode progredir do fechado para o semi-aberto e escancarado, digo, aberto, cumprindo, em cada etapa, módico 1/6 da pena.
O espaço não é para esse debate, mas é bom lembrar a situação das vítimas ou familiares das vítimas desses crimes hediondos para não perder de vista que penas frouxas são um grande fator de intranqüilidade social. Se alguém matasse seu irmão, irmã, pai, mãe ou filho, qual seria a sua sensação ao encontrar o criminoso na rua depois de uns 8 anos (situação perfeitamente possível em face da legislação atual)? E o que dizer da pena para o tráfico de drogas, cujo mínimo é 3 anos (e na maioria das vezes essa pena é aplicada no mínimo)?
Finalizando, também acho que os presídios devem tratar os presos humanamente. Mas com austeridade, disciplina e absoluta restrição da liberdade e de privilégios. O que não me parece correto é que a situação das prisões sirva de pretexto para o abolicionismo penal e para o afrouxamento das penas, políticas que têm dominado a legislação brasileira até hoje e cujo maior resultado é o que vemos atualmente: a certeza dos criminosos de que, neste país, o crime compensa.
Cynthia eu entendo o que você quer dizer. Já trabalhei em presídio de segurança máxima (dando aula de informática) e sei que reabilitação é só pra quem quer (e com dificuldades). Mas permita-me fazer um comentário altamente direitista: ele que pensasse nisso tudo antes de sair mandando bala nos outros.
Exatamente, o dawalibi explicou melhor que eu.
Assim como a pena de morte (oficial ou a feita pelos policiais e presos) não deve ser solução para super lotação de presídio e más condições de vida “soltar todo mundo” também não.
As penas servem não só como reabilitação mas como punição. Fez besteira, vai preso. É exatamente o “compensa/não compensa” que o dawalibi citou.