No, he isn’t
A Luciana tem sempre colocado no blog dela dicas sobre “o inglês que não aprendemos na escola”. Palavras e expressões que são corretas mas que, na prática, ninguém usa como por exemplo chamar supermercado de supermarket. É correto, mas todo mundo chama é de grocery mesmo, inclusive como verbo. Vou ao supermercado vira I’ll do some grocery.
Agora há pouco atendi o telefone e a pessoa do outro lado procurava meu chefe. Perguntou se ele estava no escritório. A resposta-padrão-que-aprendemos-no-cursinho é he isn’t, certo? Só que a resposta que você ouviria aqui é: he’s not. Não é muito mais fácil falar he’s not do que he isn’t? ri-i-zân-t contra ris-nót, principalmente quando você pode falar duas palavras sem precisar de uma pausa entre elas. Em inglês “dia-a-dia” tudo sempre tem que ser da forma mais curta e rápida possível.
O mesmo acontece com can’t. O som é tão parecido com can que se você falar he can’t na hora a pessoa vai perguntar se você disse can ou can’t. Talvez na inflexão de quem cresceu falando inglês seja possível falar can e can’t com clareza suficiente, mas nós aliens vamos de cannot mesmo que é mais seguro.
Acho que esse é sempre o problema mais difícil para quem fala, escreve e/ou lê outro idioma. Malditas sutilezas gramaticais e expressões idiomáticas!
Engraçado você falar do can & can’t porque ontem mesmo eu tava falando com o Gabe sobre isso. Ele disse que até mesmo eles que são native speakers muitas vezes não sabem se a pessoa falou um ou outro, então para não arriscar, não tem problema dar uma reforçada no “t” no final. Uma prima dele (também americana) vivia sendo chamada atenção na escola para falar mais claramente, e ela fala can’T mesmo. Mas o can not tambem é uma boa opção.