Cotas parte II - alguém concorda comigo
Entrevista com o ministro da educação, Cristovam Buarque, feita por um cara que eu “considero pacas”, Antônio Gois. Entre outros assuntos, o tema das cotas nas universidades é levantado.
Folha - O senhor terá como missão implementar o sistema de cotas para negros na universidade pública, proposta do PT. Como fazer isso?
Cristovam- Estou sintonizado com a política de governo de que é preciso mudar a cor da pele das pessoas que estão na universidade para mudar a cor da elite brasileira. Mas percebi, nesses últimos anos, que muitos líderes de movimentos negros são contra as cotas, porque consideram isso uma forma de discriminar. Enquanto não houver uma aceitação da idéia, a gente não pode impor algo que poderia ter um efeito de polarizar um conflito de raças.
Ate que enfim alguem entendeu!!!!! Ja estava revoltada que ninguem enxergava o obvio, uma ideia ultrapassada e que so contribuiu para separar mais ainda negros e brancos nos EUA.
Concordo! 10!
Eu sempre disse isso. Está tudo registrado no meu blog
Cotas para seja lá para quem for são só mais uma forma de discriminação.
NÃO HÁ RECISMO NO VESTIBULAR, que é uma das instituições mais democráticas que existem. Você não identifica nem o seu nome, quanto mais a cor da pele ou a classe social, quando faz uma dessas provas. Se negros ou índios tem menos chance de chegar a uma faculdade do que brancos, esse É UM PROBLEMA NA BASE DA SOCIEDADE, e não no vestibular.
Resolvamos a miséria do país, INDEPENDENTEMENTE DA COR DA PELE, e teremos resolvido esse e muitos outros problemas de discriminação.
até porque, não entendo esta sanha de querer enfiar o povo inteiro socado na universidade a qualquer custo.
e o ensino básico, cadê?
o melhor passaporte pra faculdade é um bom ensino básico, óbvio.
só que nem todo mundo tem vocação pra profissões que exigem formação universitária. mas fica aquela neurose, os pais sofrendo pra enfiar os filhos na faculdade, os filhos sofrendo pra entrar a qualquer custo, pra depois ficar um monte de engenheiro dirigindo táxi, médico que detesta a profissão e maltrata pacientes etc.
mais importante do que levar à faculdade pessoas despreparadas é parar de roubar o dinheiro dos impostos, de forma que quem tenha vocação pra carpinteiro, marceneiro, ou saxofonista, possam exercer suas profissões com tranquilidade.
sinto vergonha desta lei racista e míope.
Concordo plenamente com todos aqueles que enxergam na proteçao as minorias um agravamento do racismo, do preconceito. Casos como do estudante Reginaldo Garcia que nao se classificou no vestibular da Uerj e viu classificados alunos que se consideram pardos e que tiveram 16 PONTOS A MENOS QUE ELE, serve como incubadora de um racismo que ainda germinará.
Engraçado que na padaria do pobre coitado do português, trabalham negros, pardos, amarelos, verdes, independente do credo e de opiniões políticas. Já na loja do evangélico só trabalham crentes, na Uerj, metade dos alunos são incapazes e, para a desprezível governadora, trabalha o SILVEIRINHA.
Aproveitando a moda das cotas, porque nao reservar metada das vagas da seleçao brasileira PENTACAMPEÃ de futebol para os desnutridos do nordeste? É o mesmo raciocínio das cotas para negros. Já que os guabirus nordestinos nao podem competir de igual para igual com craques do quilate de Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho devido a subnutriçao, deveríamos reservar algumas vagas para eles, a começar pela vaga do Lúcio que é um tremendo perna de pau.
bernardo2m@msn.com
A imprensa usa um árdil poderoso em simplificar e resumir as políticas afirmativas em apenas Cotas. Posto assim, torna-se sem nexo a utilização delas, pois sabemos que o problema é longo e por demais complexo, deve-se melhor o ensino fundamental. No entanto, a melhoria deste há tempos não é feita, desde a abolição da escravatura e, principalmente do início do século para cá, os índices de desigualdade social tem como fator excludente a cor. Sabe-se também que se a melhoria do ensino de base, mesmo começando agora, fosse feita, traria benefícios (segudo ipea) daqui a 32 anos. As cotas, dentro das políticas afirmativas, vem nesse sentido, melhorar e incluir parte da população excluída historicamente do processo, por isso ela não é de todo suficiente e é transitória, mas que como já observado em diversos outros campos aplicados(mulher na políticas, índios no tocantins, determinadas castas na índia) traz resultados empolgantes e é uma forma de trazer o problema a tona, unindo toda a sociedade para abrir os olhos e propor novas soluções.
Sou radicalmente contra o sistema de cotas. É mais uma forma de oficializar o racismo velado que existe no Brasil. Se um negro entra na faculdade sem ter a base de um ensino médio bem feito, com certeza irá ter problemas de desempenho na universidade, gerando um clima ainda maior de insatisfação e desestímulo (oras, o rapazinho recebeu a vaga de “brinde” e vai mal nos estudos… então, há de pensar que “universidade é coisa de playboyzinho”), agravando ainda mais o problema… e conseqüentemente, tirando a vaga de algum estudante esforçado que foi bem no vestibular e não pode cursar a faculade pois sua vaga lhe foi usurpada. Querem dar vagas de presente? Pois bem, aumentem as vagas, ao invés de reduzi-las mediante a “cotas”.
Imagine você, que estudou, ralou feito um maluco, deixando de ir à praia, festas, cinema, gastando uma fortune em pré-vestibular, etc, tendo sua vaga tomada por um boçal que se auto-intitula “negro ou pardo”, que provavelmente estava num baile funk enquanto VOCÊ estudava, ou uma vadiazinha porca lá do morro, com uma escadinha de crias + 1 no colo e 1 na barriga, que não parou “rebolar o popozão” e encher o bucho de filho enquanto VOCÊ enchia a cabeça de problemas de física, trigonometria, etc.
Pense nisso: por causa dessa demagogia desgraçada, no futuro, o pediatra dos seus filhos pode ser o MC do baile funk.
Isso é uma MEEEEEEEEEEERDA, meus queridos! VIVA A COMUNIDADE BRANCA!
ahn… Camila… não existe uma ‘comunidade branca’, sinto informar a você.
ainda mais no brasil, terra de mestiços.
existem sim as comunidades dos que têm dinheiro, as dos que têm educação, e igualmente, as comunidades dos que não têm nem uma coisa nem outra.
como somos todos seres humanos, a intenção seria democratizar o conhecimento, e minimizar a má distribuição de renda, a fim de que no final fôssemos todos uma comunidade só.
o problemas das cotas, é que propõe um “atalho” pra resolver estas questões, que demandam medidas muito mais sérias e profundas.
entendeu?
você, se não tiver a pele cor de leite como uma norueguesa, provavelmente é considerada ‘cucaracha’ fora do brasil.
ou seja, é no mínimo ridículo brasileiros fazendo segregação racial. mais inteligente se batalhássemos por democratização do ensino, e bom uso do dinheiro dos impostos, por exemplo.
porque amanhã pode ser você, a discriminada. e deve ser uma sensação muito ruim, ser discriminada, sem ter cometido nenhum crime, né?