Uerj é a 1ª a adotar sistema de cotas para negros

Eu preciso dizer o quanto eu sou contra isso?

Você está mandando a mensagem para as “minorias” de que se fazer de vítima é a medida de maior eficácia. Pra que estudar? É só marcar negro na ficha de inscrição e beleza.

A prova da burrice: Na era das cotas, negro é o 1º em medicina na Uerj.

Daniel Araújo Fernandes, morador de Bangu (zona oeste do Rio), inscreveu-se no vestibular pelo sistema de cotas, mas o considera uma “muleta”. No seu caso, as cotas não foram determinantes para que conseguisse entrar na universidade. Sua pontuação foi de 98,25, sobre um total de 100, apenas um ponto abaixo do primeiro lugar geral.

“Eu me inscrevi pelas cotas para ter uma certa tranquilidade. Sabia que passaria por causa do meu preparo e dedicação. Mas não acredito que as cotas sejam capazes de resolver o problema.”

Mas, é claro, daqui quatro anos a governadora vai estar orgulhosa dizendo que aumentou o número de alunos das escolas públicas nas universidades. Enquanto isso vai crescendo o ódio e a separação entre as classes e raças. Medida mais burra do que essa só a tal de passar de ano automaticamente todos os alunos do ensino público, para evitar a evasão escolar. Nossa… de mestre essa.

Essa história de cotas está dando muita confusão nos EUA onde alunos brancos processaram a universidade por terem que ceder a vaga a estudantes de minorias que tiraram nota inferior. O presidente Bush mandou avisar que concorda com os estudantes. Droga, vou ter que concordar com o Bush.

Já estou até vendo: “Desculpe, mas o senhor não pode entrar por ser homem, branco, entre 30 e 40 anos e heterossexual. O senhor é a maioria opressora, sabe.”


:: Escrito por Cristiano Dias, dia 9 Feb 2003, 15:22, em Coisas que me tiram do sério.

37 Comentários

  1. Thatiana

    Também sou terminantemente contra. Aliás, sou contra tudo oque é “politicamente correto”.
    Aliás, isso é só uma suposição.

    Essa história de cotas especiais para negros em faculdades, é uma ideologia-auto-racista. Por que os negros têm que ter privilégios? A igualdade não é o objetivo de todos? Então, cotas iguais pra todos. Nada mais justo. Se são autosuficientes, não precisam de “esmola”. Muito menos de facilidades.

    Semana passada, publiquei um post falando de racismo e condenando o preconceito, mas em momento algum, dei a entender que negros são melhores ou piores. Até porque, sou da filosofia “nem melhor, nem pior… apenas diferente”.

    Bom, me estendi um pouco, acho. =)

    Gostei daqui, viu.

    Beijos.

  2. Pedro

    Cara, se você parar pra pensar na quantidade de negros que existe no Brasil e na quantidade de negros com nível superior trabalhando em empresas, você que o preconceito existe e é fortíssimo.
    Quantos colegas negros você tinha lá na PUC? Quantos colegas de trabalhos negros você teve no Brasil?
    Taí o preconceito.
    Acho que esse lance de cotas é benéfico por dar mais oportunidades para os negros ingressarem nessa área da sociedade e a longo prazo reduzir esse racismo não declarado.
    Acho ruim saber da possibilidade de uma pessoa menos preparada que outra garantir a vaga só porquê tem a pele escura, porém creio que pode ajudar a mudar a nossa sociedade a médio para longo prazo.
    Sim, eu sou sempre do contra…

  3. frustrated

    acho isso o maior absurdo. é PRECONCEITO assumido. uma grande besteira. pior: admitir incapacidade e pobreza dos jovens negros, ao invés de tentar melhorar o ensino público.

  4. Cristiano Dias

    Pedro, eu só acho que ao fazer isso você está punindo um bom aluno por ser branco.

    Na história da galinha-e-ovo: aqui no Canadá todos os mendigos são índios por que o governo é assistencialista com eles ou o governo é assistencialista com os índios por eles serem a minoria oprimida que tem que mendigar nas ruas? Qual será o segredo de Tostines?

    Na boa. Se você tem como primeiro critério para a entrada na universidade a cor da pele (50% das vagas) daqui a pouco vamos ter que diminuir o nível das universidades por que vamos ter alunos piores frequentando as aulas. A conta é fácil: o ensino público é, na média, pior que o particular. 50% das vagas vão para o público, 50% para o particular. Resultado: o nível dos alunos cai. Não é preconceito, é realidade.

    Só aí você já segregou ainda mais a universidade. Todo negro na Uerj automaticamente vai receber o rótulo de “entrou pela janela”, mesmo que ele tenha tirado primeiro lugar como o tal Daniel.

    Entrar na Uerj não é mole. Eu não prestei vestibular pra Uerj, mas pra Ufrj por exemplo eu não passei e eu não me considero um cara burro. Não é uma questão de ter todos os filhinhos-de-papai estudando de graça às custas do governo. Passar para uma boa universidade é difícil, requer estudo e dedicação. Não adianta só fazer cursinho, tem que ir pro cursinho e estudar.

    Como o governo não tem como elevar o nível do ensino público em 4 anos – que é a janela de pensamento dos políticos – ele resolve que é melhor punir quem faz cursinho, rala, tira nota boa mas tem a cor da pele errada.

    Depois de baixar o nível das universidades com alunos medíocres vamos ter vários profissionais mal preparados entrando no mercado. Aí quem garante que o governo não vai sacar da manga uma medida que diz que as empresas devem contratar 50% de negros?

    Eu sou contra o assistencialismo. Quer mais alunos de escola pública na universidade? Antes de mais nada melhore a escola pública (ela já foi a melhor 1 geração atrás) e dê condições de que o aluno consiga chegar ao fim do segundo grau sem precisar lagar tudo para ajudar a botar dinheiro em casa. A curto prazo empreste dinheiro a juros baixos para esse aluno, para que ele possa pagar cursinho ou universidade paga. Não dê nada de graça, senão não há responsabilidade.

    Mas o que vale é voto, né gente? Ninguém está realmente preocupado com o futuro dos estudantes.

  5. Pedro

    Eu discordo do lance dos profissionais despreparados.
    O vestibular existe porque existe demanda maior que a oferta. Não é pra medir se o aluno pode cursar ou não.
    O curso em si, com suas avaliações é que vai definir se o aluno aprendeu ou não, e o conhecimento adquirido neste período, associado com a experiência e responsabilidade da pessoa é que irão definir se ele será ou não um bom profissional.
    Não tenho a menor dúvida que existe um desequilíbrio de oportunidades entre brancos e negros na nossa sociedade.
    Grande parte desta culpa está na péssima qualidade do nosso ensino básico público, que, sem dúvida, deveria ser trabalhado em primeiro lugar.
    Não acho estupidez essa medida de forma alguma, mas também acho que ela deva ter data para acabar. Algo como 25 a 35 anos, ou seja, uma geração.
    Da mesma forma que você falou que é injustiça punir o bom aluno também podemos dizer que é injustiça punir o neguinho que tem que trabalhar desde os 12 anos pra ajudar a alimentar os 41258654 irmãos e, ainda assim, consegue terminar o segundo grau e ficar bem colocado entre os demais concorrentes da tal cota.

  6. Cristiano Dias

    Pedro, é claro que existe um desequilíbrio de oportunidades entre brancos e negros na nossa sociedade. Há preconceito e todo mundo sabe disso. A partir desse princípio o que você acha que um aluno branco vai pensar quando um negro entrar numa sala de aula na Uerj:

    a) Ele entrou aqui por mérito próprio.

    b) Ele só entrou por causa das cotas.

    O que eu quero dizer é: você acha que essa medida acaba com o preconceito? Ou piora?

    Eu ainda vou mais longe… o que é mais importante para o membro de uma minoria: respeito ou um lugar na faculdade?

    Sobre “O curso em si, com suas avaliações é que vai definir se o aluno aprendeu ou não” lembre-se que nas escolas públicas não existe mais prova. Todo mundo passa de ano automaticamente. Os educadores achavam que com isso acabariam com a evasão escolar. De certo maneira acertaram, mas agora os alunos não têm o menor respeito pelo professor ou pela escola. Vão passar de ano mesmo, para que se esforçar? Agora até o desafio do vestibular foi facilitado para eles, já que metade das vagas vão passar a ser reservadas.

    A Constituição diz que ninguém deve ser discriminado por conta de raça ou posição social. Eu acho que isso, por tabela, significa que ninguém deve ser favorecido por sua raça ou classe em detrimento de outro grupo. Estão discriminando os brancos de escola particular sob o discurso assistencialista de acabar com as desigualdades. Chegam a punir o pai que se esforça para pagar escola particular para o seu filho. Isso não vai acabar com desigualdade nunca.

  7. Pedro

    E existe alguma solução para isso na sua opinião?

  8. Politicamente Correto é ser falso!

    Ninguém discute quando se sabe que os negros são melhores biologicamente, por exemplo para 100 metros rasos.

    Os negros tem 90& de aproveitamento muscular, e os brancos 70%.

    Já que isso é verdade, porque os brancos não podem ser menos inteligentes que os brancos.

    Chega de politicamente correto!

  9. Mandirigma

    Uma questão é:

    Aqui no Brasil, o que é ser Negro?

    Quem vai definir se eu ou o outro somos pretos, ou morenos??

  10. Cris

    Ontem eu tava vendo no fantástico, que agora um negro que tenta odontologia pode tirar uma nota absurdamente menor do que um branco e vai passar no vestibular com muito mais tranqulidade. Eu, como universitária e aluna do curso de História da UERJ, sei mais do que ninguém, que VESTIBULAR É SÓ A PONTA DO ICEBERG. Passar no vestibular é mole comparado ao resto do seu curso, é difícil se manter lá dentro. É difícil passar em disciplinas, é difícil conciliar trabalho com estudo, principalmente pq professor de universidade publica caga pra quem trabalha. O que vai acontecer é uma grande evasão. Pessoas que não tem base escolar vão passar no vestibular, mas 80% vai abandonar no primeiro período, pq a pressão é grande e se no vestibular seu conhecimento é pouco exigido, lá dentro ninguém vai te dar mole não.

    []`s

  11. Alexandre Maron

    Eu falo melhor disso mais tarde, porque estou com conexão discada :-)

    Eu acho muito engraçada essa discussão de meritocracia. Isso é muito legal quando estamos todos falando de nosso meio social. Basicamente, eu tenho chances muito próximas das dos meus amigos.

    Mas em essência, mérito só pode ser julgado em sociedades nas quais todos têm chances iguais (ou mais ou menos iguais, vá lá). E eu não vejo nada parecido com isso nas minhas imediações.

    Ou vocês acham que uma pessoa que foi estuprada socialmente desde o princípio de sua vida tem as mesmas chances que uma outra que comeu direitinho e estudou com todos os recursos desde que nasceu?

    Mas, bem… Eu falo mais de noite. Quando chegar em casa.

  12. Pedro Lemos

    O pior é que a UERJ sequer criou o número de vagas correspondente às cotas que foram separadas, dificultando ainda mais a vida daqueles que já haviam investido anos de preparação visando o vestibular.

    Ao invés de serem criadas mais vagas, esão especificando aquelas já existentes. Isso não vai dar certo, mesmo.

  13. dawalibi

    Assim como o Pedro, vou ser do contra. A questão de cotas não pode ter uma abordagem tão simplista. Dados recentes do IPEA demonstram o seguinte: dentre os 10% mais pobres do Brasil, 70% são negros. Por outro lado, entre os 10% mais ricos, apenas 15% são negros. Dizer, portanto, que brancos e negros têm oportunidades iguais é piada. O que existe,hoje, é uma igualdade formal e legal (“todos são iguais perante a lei”) e até uma boa vontade e uma conscientização para se banir o preconceito racial. Mas isso não corresponde à justiça social (como os dados citados revelam). Não sei se esse mecanismo de cotas é o mais adequado, mas algo deve ser feito se quisermos tornar esse país mais justo. Só não dá mais é para fingir que não existe diferenças entre brancos e negros no Brasil. Esse papo de “oportunidades iguais para todos” é balela.

  14. Ricardo.

    Bom, lembre-se que não adianta nada ter o sistema de cotas se depois não existirem aulas de reforço, ajuda financeira, moradia, assistencia psicologica, entre outras coisas.

    O mais complicado para definir as vagas vai ser quando tivermos cotas para negros, alunos de escolas publicas, e deficientes fisicos.

  15. Cristiano Dias

    Eu nunca falei que existe igualdade social no Brasil. O que eu falei, aliás, é que essa história de cotas vai criar guetos na universidade.

    Como bem disse o dawalibi não podemos olhar a coisa de maneira simples. Eu olho a coisa da seguinte maneira: estamos falando de um governo que preferiu pegar o dinheiro da despoluição da Baía de Guanabara e fazer piscinão. Um governo que resolve o problema da violência abafando as notícias de tiroteio no morro. Mas mesmo que fosse outro governo… uma universidade não muda seu sistema de admissão dar acesso a minorias e fica nisso mesmo. Como disse a Cris aí em cima, entrar pra faculdade é fácil, sair é que é difícil. Então a Uerj não pode e não vai se limitar a “abrir as portas para as minorias”. No fim do semestre (ou até antes) vamos ter professores sendo chamados para que “aliviem a barra” dos alunos. Em bom português: baixem o nível. Quem fez faculdade vai lembrar que uma frase que professor adora é “gente, eu não estou aqui para ensinar matéria de segundo grau para vocês”. Com metade (repito: metade) dos alunos vindo de um sistema onde nem prova existe para se passar de ano o que você acha que vai acontecer?

    De repente a solução para levar “os mais desfavorecidos” para a faculdade é baixar o nível. Daqui 4 anos vamos todos poder mostrar belos números e fazer todo mundo acreditar que tudo melhorou. É só olhar para a escola pública, gente. Hoje em dia praticamente todas as crianças estão na escola. Essa escola é melhor do que era 20 anos atrás? Não. A prova é que estamos precisando mudar o sistema de admissão das universidades.

    Mais uma prova de que essa medida é puramente demagógica: o plano inicial, conforme a reportagem, era de que 50% das vagas fossem para alunos das escolas públicas mais 40% para negros e pardos. Fez a conta? 10% para “o resto”. Dez por cento para o cara que ralou, espremeu o dinheiro e colocou o filho na escola particular pensando que estava aumentando as chances do seu filho de entrar na faculdade. Pelo menos um pouco de bom senso os caras tiveram e reservaram só metade das vagas.

    A coisa é simples: a Uerj é uma das melhores universidades do Rio e é pública, assim como praticamente todas as melhores universidades do Brasil são públicas. É errado pensar que por ser pública deve dar preferência a quem não pode pagar universidade privada. É mais ou menos o mesmo que dizer que na PUC só entra católico, afinal de contas a igreja bota um bom dinheiro lá. Eu quero estudar na melhor universidade possível e ponto final, pública ou paga. Eu, por sinal, fui para PUC justamente por achar que era a melhor universidade para mim.

    O Pedro perguntou qual a solução, na minha opinião. A solução é nivelar por cima e premiar o mérito. É emprestar dinheiro para quem quiser estudar e pagar cursinho ou universidade paga. É emprestar e não dar. Você tem que criar um senso de responsabilidade, de investimento. Só que nossos governos são guiados, antes de mais nada, por medidas populares. Podem me chamar de politicamente incorreto ou general-de-pijama, mas eu acho que isso só mima as minorias que acham que a classe média e alta devem pagar por tudo e eles por nada. Por terem mais votos o governo cada vez mais reforça a idéia. Eu posso ser esquerdista, mas não sou assistencialista. O Brasil tem hoje uma classe pobre que se guetifica (tem até seu próprio idioma) e o governo corre para dizer que eles estão certos; que invade terreno para construir barraco e o governo corre para dar título de propriedade; que faz gato na rede elétrica e fica por isso mesmo sob a justificativa que “nossa sociedade é injusta”. Enquanto isso os ricos odeiam os pobres cada vez mais e os pobres ficam mais e mais mimados pedindo tudo ao governo.

    Eu não constumo colocar comentários nos meus próprios textos. Levanto a bola e deixo rolar. Mas esse assunto realmente me tira do sério e ninguém vai conseguir me convencer que abrir as pernas e deixar um aluno entrar na universidadde por um critério que não seja o mérito é a melhor solução. Estão tratando o sintoma e não a causa do problema. Mas eu já devia estar acostumado com isso no Brasil.

  16. Cris

    Continuando a discussão… ontem na reportagem da tv, quem passou pelas cotas veio com papo “Classe média tem dinheiro pra pagar faculdade pública”. Peraê, eu estudei sempre em colégio particular, mas com muito sacrifício, meu pai nunca cagou dinheiro, passei pra pública porque tinha certeza que meu pai não teria dinheiro pra pagar até o fim. Meu pai se aposentou e eu continuei a faculdade… mas tive que começar a trabalhar, e pouquíssimos professores foram benevoltentes. Sabe qual é a filosofia de professor de universidade pública? “O aluno deve se dedicar inteiramente ao seus estudos”. Eu respondi: “faço isso se você me sustentar, pq eu tenho contas à pagar e se vc pagá-las pra mim, fico o dia todo aqui estudando. Tenta conciliar faculdade com trabalho, estudando na uerj? Quando você não está num curso que tem a sorte de ser noturno, tem que estar na UERJ às 6 da noite, horário do primeiro tempo. O detalhe é que o expediente termina às 6. Como fazer se você não tem chefe bonzinho? Se vc tá pegadão no trabalho, como sair correndo deixando tudo de pernas pro alto e dizer, “não posso ficar mais pq tenho que ir à aula”?
    E lá na faculdade, vc é reprovado por falta por não chegar à tempo de assistir as aulas… E o professor vai te dar um foda-se bem grande se vc disser que não foi por causa do trabalho…

    Universidade pública é isso. Quem é pobre e conseguiu agora uma vaguinha pelas cotas, vai ter que passar por isso. Quem conseguiu passar pra cursos de horário integral, não vai conseguir concluir. Afinal de contas, pra chegar na UERJ tem que pagar passagem, e tem despesas de livros e xerox. Nisso o governo não pensa. Depois, a discussão recomeça por causa da evasão, que vai ser muito maior do que o normal…

  17. Kirk

    Isso é coxa! Como todas as soluções no Brasil. Ao invés de se resolver a raiz do problema, faz um remendo que é mais fácil e aparece o resultado ainda no meu mandato!!

    Por que não melhorar a qualidade do ensino publico desde o ensino fundamental?? Assim tanto ricos como pobres teriam uma boa formação e poderiam prestar vestibular como iguais, mas isso demora muito…

  18. Luciana

    Concordo 100% com o Cristiano, e a prova disso e o que acontece aqui nos EUA. O preconceito so foi exacerbado, ao inves de diminuir o abismo negros x brancos. E a situacao aqui historicamente e muito diferente da do Brasil. No Brasil sao poucos os negros na universidade por causa da pobreza, e nao da cor da pele.

    Por que o Brasil tem muito mais negros pobres do que brancos? Porque depois que os negros foram libertados da escravidao, eles estavam abandonados, fora de sua cultura e nao tinham como se integrar a sociedade local. Isso leva tempo e eles hoje em dia estao mais e mais integrados. Quando eu era crianca nao tinha negros na minha turma de escola particular. Quando terminei o segundo grau, ja tinham alguns, e na PUC tinham alguns tambem. O que precisa ser feito e melhor ensino nas escolas publicas, que e onde a maioria dos negros esta hoje. E essa questao das cotas nao deve ajudar muito: provavelmente quem vai se beneficiar sao os negros que estudaram em escolas particulares.

    O preconceito no Brasil e muito mais social do que cor de pele. Se voce tem dinheiro, seja negro, branco ou indio, vai fazer o que quiser. Aqui nos EUA nao era assim, eles tiveram segregacao racial por muitos anos, um negro nao bebia agua no bebedouro dos brancos e coisas do tipo. E como o sistema de admissao na universidade nao e baseado so em notas, inclui curriculo e entrevistas, era muito facil para as universidades aqui rejeitarem os negros. Portanto nao se pode adotar para o Brasil uma medida criada para resolver um problema em outra situacao historica.

    So quando resolverem o problema da educacao publica e que vai-se abrir um caminho para os estudantes negros entrarem na universidade de igual para igual com os brancos. O que acontece com as cotas? So vai criar uma “raiva” dos estudantes brancos que foram preteridos pelos negros, e como estes que entraram nao tiveram ensino adequado, vao ser rotulados de menos inteligentes, o que esta longe de ser verdade.

  19. Thatiana

    É… acho que é bem por aí mesmo, Kirk.

    Muito fácil limpar a casa e mandar a sujeira toda pra debaixo do tapete. Mais cedo ou mais tarde, você vai precisar limpar debaixo do tapete também. E aí? Aí você começa fazendo essas “grandes reformas” que, no final das contas, não ajudam tanto como se pensa. Trocando em miúdos, não se pode querer compensar anos e anos de déficit de aprendizagem, com “cotas”. Não desta forma. Isso é absolutamente contraproducente, levando-se em conta que conheço uma quantidade enorme de brancos que não têm o privilégio dessas ‘cotas’ e também não têm condições financeiras de bancar um curso universitário. É óbvio que existem as bolsas, descontos e etc, mas, convenhamos, se fosse assim, tão fácil recebê-las, metade da geração de 70 já estaria formada, neste país. Ok, existem as instituições gratuitas. Mas há centenas de milhares de pessoas que tentam, todos os anos, ingressar numa Universidade Pública, sem obter muito sucesso. Não é nada fácil.

    Como uma socialista de coração, acredito que o Sr. Cristóvam Buarque ainda vá fazer muito pela educação neste país. Pra negros, brancos, pobres e ricos. Sem utopia, sem demagogia e sem hipocrisia. Não é tão difícil assim arrumar toda a bagunça. Até pra que os nossos filhos e os filhos deles tenham a oportunidade de aprender com qualidade. E sem esmolas.

    Sim, é necessario que se faça uma reforma na educação. Uma reforma séria e transparente, desde a primeira fase de aprendizagem, pra que tenhamos uma base de educação mais sólida, mais consistente. E isso não exclui negros, brancos ou pardos.

    Por que sou contra a questão das cotas? Por que eu ainda acredito que somos iguais. E independentemente das oportunidades que nos são dadas, acredito na capacidade e na inteligência de cada um. Pouco importa se o negro nasceu no gueto e o branco nasceu num berço com palhas de ouro. A questão da capacidade de raciocínio independe de fatores externos. Ninguém precisa de privilégios tão absurdos pra ingressar numa faculdade. O caminho das pedras se chama ‘dedicação’. E todo e qualquer mérito depende disso.

    Abraços.

  20. Cristiano Dias

    Li aqui:
    http://nullius.blogspot.com/2003_02_09_nullius_archive.html#88835239

    A título de exemplificação:
    - Na Uerj, a relação candidato por vaga do curso de Medicina para os alunos inscritos regularmente foi de 48,26. Já para os alunos de escolas públicas que se utilizaram da cota, a relação caiu para 5,57.
    - Ainda quanto ao curso de Medicina, para os alunos regularmente inscritos, a nota mínima para se ingressar na universidade foi de 92,50, enquanto que para os beneficiados pelas cotas foi de 64,00.
    - Mas a diferença mais alarmante é quanto às notas necessárias para se ingressar no curso de Odontologia. Para os não beneficiados pela cota era-se necessário a nota 77,50 no mínimo, enquanto que para aqueles que usufruíram das cotas foi de apenas 6,25.

    Eu acho que isso resume bem.

  21. Pilar

    Cris Dias, sou professora de História, branca, classe média e tive todas as oportunidades na vida. Lógico que cotas para nós é burrice, mas coloque-se no lugar de quem foi escravizado, marginalizado, perseguido, mora em favela, não teve dentista, nem biblioteca do pai, nem jornal em casa. Se não dermos estas oportunidades, vamos continuar tratnado igual quem é diferente. Burrice é perpetuar esta divisão e exclusão em nome de uma falsa igualdade.

  22. Cristiano Dias

    Pilar, a *única* justificativa que eu aceito para essa história de cotas é “Eu sei que é uma medida ruim, discriminatória, antipática mas num futuro próximo vai ter valido a pena forçar a barra e colocar mais gente desfavorecida na unversidade. Tenha fé.”

    Só que esse papo de “tenha fé” pra mim nunca convenceu. Eu acho que todo mundo deve ir pra universidade, mas como isso não é possível acho que essa medida, no fim das contas, se não destruir o sistema universitário vai enfraquecê-lo.

    Mas acima de tudo eu acho que essa medida é politiqueira, vindo de quem vem, para daqui 4 anos anos tirar onda de que a “escolaridade do pobre” aumentou durante seu governo.

    Repito: todo aluno negro e mulato na Uerj em 2003, independente da nota, vai ser taxado de “coteiro”. Aguarde.

  23. Kirk

    Pilar, o que adianta essa pessoa beneficiada pela cota conseguir ingressar na universidade se ela não foi devidamente preparada no ensino fundamental e médio??

    Cota é uma falsa igualdade!! Igualdade seria se todos tivessem acesso à mesma qualidade de ensino, sem ter que pagar por isso!

    (ops! caí da cama, tenho que lembrar que estou no Brasil!)

  24. Amanda

    Sou aluna da PUC RIO e da UERJ, sou totalmente contra as cotas. Acho que o mérito vale mais do que tudo. Fiquei chocada com amigos meus que perderam suas vagas na UERJ, mesmo tendo uma pontuação superior. E ao mesmo tempo tenho amigos pobres porém muito esforçados que apesar de terem estudado em escolas públicas não precisaram de nenhuma ajuda para ingressar na Universidade. Em um país tão miscigenado quanto o Brasil, acho um absurdo se falar em cota para negros. Pois sangue negro está nas veias de todos nós. É preconceito puro!!!!!! Acho extremamente válida a idéia das pessoas que são contra as cotas se unirem em um movimento objetivo, quem quiser me escreva. Ficarei feliz em trocar idéia e discutir o assunto!

  25. Eliza

    Sou contra o sistema de cotas porém não consigo pensar como muitos de vcs,mauricinhos que tem tudo na mão,elite que é responsavel direta pela violência que se ve hj,pensem em que tipo de pessoa vcs se tornariam se não tivessem um papai para pagar as contas?Se vcs não conseguirem passar em qualquer vestibular é o mesmo que passar atestado de burrice,só se dedicam a isso:Tomar a vaga de quem realmente precisa.Depois reclamam da violência mas esquecem que é a própria sociedade que se omite e marginaliza.Vcs não tem o direito de criticar tanto uma medida que vem pelo menos tentar amenizar a pouca vergonha que é esse país!!!!!!!!

  26. CAUANA MOTA

    PORÉM,EU SOU CONTRA O SISTEMA DE COTAS,ESSE POVO QUE TEM DINHEIRO,TEM TUDO NA MÃO,NÃO QUE EU SEJA PRECONCEITUOSA,MAS EXISTE COISAS NESSE MUNDO QUE NÃODÁ PRA ENGOLIR…O DESEMPREGO CRESCE A CADA DIA MAIS,E EXISTE PESSOAS QUE NÃO ESTUDAM E COSEGUE A VAGA ,TOMAM O DIREITO DE UM PROBRE SIBIR NA VIDA…OS HUMILHADOS SERÃO EXALTADOS…

  27. manoeliza

    bom no meu colégio, estamos fazendo um trabalho muito legal, um julgamento!!!!tem o réu(as cotas)temos 3 grupos(acusadores , defencores,juri)eu tenho a missao de acusar essas cotas. muito fácil no principio,mas depois eu pensei …como eu vou comprovar isso? na net só tem sites falando BEM .
    eu acho totalmete errado e acho que vou tirar 10 nesse trabalho valeu!!!

  28. Pilar

    Pessoal,

    Eu sou professora há 28 anos e já trabalhei em todos os tipos de escola básica de BH: elite, classe média, alternativa, públicas… O grande problema do Brasil é esta horrorosa distribuição de renda, que coloca crianças em jovens em situação social totalmente inversas. Tem menino de 6 anos que já foi pra Europa, tem babá, iogurte a vontade, tênis da última moda. Nada de errado, mas existem milhares de meninos de 6 anos que não comem todo dia, que não dormem de noite por dor de dente, que estudam de manhã e vão pros sinais de tarde, esmolar pra completar a renda familiar. E vocês acham que estes meninos vão poder competir em pé de igualdade com vocês que sempre tiveram de tudo a tmepo e a hora? É cômodo a gente dentro do nosso conforto pensar: ” mas os pais não deveriam ter tantos filhos, mas eles são ignorantes…” Mas é a nossa vida de sociedade que fica afetada. É a violência, é a mão de obra totalmente despreparada. Como os países civilizados fizeram: criaram políticas afirmativas para aqueles que não tinham oportunidades. Pra gente acabar com a desigualdade nós temos que reconhecer as diferenças. A menina negra e pobre terá mais dificuldades por toda a vida do que a menina pobre e branca e elas terão mais dificuldades que as meninas brancas e de classe média…

    As políticas afirmativas (e as cotas são parte delas) não podem ser eternas, elas têm que existir para ajudar esta meninada discriminada a entrar pra faculdade pública e poderem competir com a moçada de classe média que sempre teve de tudo e fica sempre na maior preguiça e no maior comodismo. Estas cotas servirão também pra mexer com esta moçada acomodada e que não quer ver que o Brasil precisa reconhecer a desigualdade através de medidas que ajudem a todos nós para vivermos em um país mais calmo, mais tranquilo e mais justo.

  29. Marcelo

    Esta Thatiana, primeiro comentário é muito mais que Burra… porque se ela acha que o problema não é racial e sim de classe social a sua cabecinha de camarão não sabe pensar. A origem da pobreza, neste país, se deu socialmente contra os negros sua idiota. São mais de 03 séculos de escravidão, já passou da hora da sociedade reparar, não continuar atrás das cortinas de fumaça.

  30. Fernanda

    Gostaria que vc´s me enviassem alguma publicação de cotas para negros, pois tenho que fazer uma redação e gostaria que vc´s me mandassem dados alguma coisa sobre o assunto não comentários, preciso de alguma reportagem para poder tirar conclusões.
    desde de já obrigada!!!

  31. Toco

    Muitas pessoas se esquecem que no Brasil hah uma grande concentracao de renda e esta estah nas maos de uma minoria branca. A partir do momento em que se tira uma media (geralmente aritmetica) de IDH, renda e etc de brancos, os numeros dos brancos acabam indo lah para cima o que acaba forjando as discrepancias entre brancos.
    Existe uma maioria branca “negra” neste pais e que as estatisticas nao mostram.

  32. A

    Cota Zero – Reservar é segregar!

    Iniciaram-se, na UFJF, as discussões a respeito da adoção de cotas para vagas do vestibular (50% de vagas para cotistas). Não podemos permitir esse absurdo! A solução para a inclusão social nas universidades é a abertura de mais vagas para todos, e não a demagógica inserção oportunista e imediatista.
    Vimos por meio desta convocar a todos os alunos e cidadãos contrários a tal medida a participarem do ATO PÚBLICO CONTRA A ADOÇÃO DE COTAS NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS, a ser realizado no dia 30 de setembro(quinta-feira) às 15 horas, em frente à Reitoria da UFJF.
    A sua participação é muito importante! Não podemos consentir com atos arbitrários e restritivos em nossas universidades.

    Inclusão sem restrição!
    Defenda seus direitos, divulgue essa idéia!

  33. Jacyara

    Eu particularmente acho que instituir cotas para negros e o mesmo que criar uma divisao entre seres q vivem num mesmo espaco, ou seja,visto que os negros sao tratados com indiferenca por muitos por suas NOTAVEIS diferencas, que se crie entao cotas para DEFICIENTES EM GERAL, para LESBICAS e HOMOSSEXUAIS ou talvez para idosos com MAL DE PARCSON que queiram prestar vestibular…impor um espaco para negros e como dizer aos proprios..”VOCE E NEGRO DIFERENTE, EXCLUIDO E AGORA VOU TE DAR UMA OPORTUNIDADE DE PODER SE MISTURAR”
    A questao das cotas nao vai ACABAR com o preconceito nem tao pouco com as desigualdades sociais, visto que a maioria dos estudantes que estao hoje em universidades federais sao ricos que estudaram a todo o tempo em escolas exelentes com preparacao necessaria para o nivel exigido pelas universidades, enquanto os pobres que estudaram em escolas publicas estao hoje em faculadades pagando metade do preco com a ajuda do BONDOSO GOVERNO pelo qual estao sendo financiados…ou talvez trabalhando de dia para pagar a faculdade e estudando a noite…

  34. Luiz Viana

    Pessoal,

    Só para esclarecer: na Uerj são 25% de cotas para alunos negros e 25% de cotas para alunos com origem escola público. Sou amplamente a favor que aqueles que moram no lado menos nobre do túnel rebouças possam frequentar a universidade pública, sendo negros e/ou estudantes de escolas públicas. Dizer para os milhões de jovens ou pais destes que o término do segundo grau é o fim dos estudos é absurdo!!! Ou a sociedade aprende a deixar de ser tão mesquinha ou continuaremos nesta crise de violência, moral e ética. A universidade é pública, tem que haver espaço para todos. O rapaz negro que tirou o primeiro lugar no curso de medicina deixa claro na entrevista: “….a conquista só foi possível porque ele fez um curso preparatório durante todo o ano passado. O cursinho, feito com bolsa, é um dos mais conceituados do Rio…” / “..Se dependesse só do que aprendi na escola pública, não teria a menor chance, assim como não tive nos outros anos. O aluno de colégio público não tem como concorrer com os que estudaram em colégios particulares…”. Em tese a classe média e acima tem sim como pagar universidade particular, e são as classes que mais se sentem tolidas em seus direitos. É pura mesquinharia de quem tem e não quer ceder NADA. MUDA BRASIL e MUDA SOCIEDADE.

    2 May 2008, 18:23, via Internet Explorer Internet Explorer 7.0 no Windows Windows XP
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  35. Herlan

    Tem muita gente aí se declarando contra as cotas. Mas fiquem sabendo que essa é um orgulho ferido de muiita gente em ver um negro ou estudante de escola pública ocupando o lugar de gente que tem total condições de pagar uma universidade privada. Esse negócio de ser contra cotas é mais uma forma de preconceito e não uma forma de não ser preconceituoso.
    Como já disseram aí, um país que tem quase 50% de sua população negra, e que tem mais de 85% de alunos provenientes de escolas públicas, quando analisados os alunos de universidades públicas, só encontramos alunos brancos e de escolas particulares.
    O Brasil tem uma grande dívida com os negros, porque foram eles que ajudaram a muitos a se tornarem ricos, e no entanto, não tem o verdadeiro reconhecimento, seja lá por quais motivos.
    Concordo plenamente que não adianta somente termos as cotas. Temos que investir pesadamente em educação pública, pra que de fatos essas diferenças entre raças e classes possam vir a diminuir. A educação pública nesse país é uma vergonha!
    Mais enquanto a educação pública não melhora, é SIM muito importante que existam as cotas! Vamos ver se a geração das cotas, possa vir a ajudar a melhorar a educação pública do Brasil, pois o que vemos hoje, é que muita gente sai da universidade pública, para ir dar aula em escolas particulares ou no caso do médicos, trabalharem em hospitais que não sejam públicos.
    É claro que existem muitas distorções em relações as cotas, mas o ideal é que as cotas existissem apenas aos alunos de escolas públicas, pois é aí que está o verdadeiro motivo de tanta desigualdade.

    30 May 2008, 23:05, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.14 no Windows Windows Vista
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  36. DRi

    Sinceramente tudo só acontece pq as universidades públicas deveriam receber automaticamente os alunos vindos de escolas, mas, para isso acontecer de forma fidedigna, as escolas deveriam ter um ensino de primeira linha, pois tb tem como ninguém passar em quaisquer vestibular tendo o ensino público que tem.
    Se o governo fosse honesto,( o que nunca vai acontecer), os alunos teriam um bom preparo e iriam para a faculdade, e os ricos que estudam nas faculdades públicas sejam eles brancos, negros, amarelos, não importa, estes sim deveriam pagar faculdade particular e não tirar a vez de quem não tem realmente como. A injustiça já começa por aí. Se eu tenho como pagar uma boa faculdade privada, existem muitas e todos nós sabemos disso, pq tirar a vaga de uma pessoa que não tem como? Entra no estacionamento por exemplo da UERJ ou UFRJ, só conta os “carros” papulares do alunos. Isso é uma tremenda sacanagem, não que os ricos não possam ter o direito de estudar lá, mas com certeza a prioridade deveria ser de QUEM NÃO TEM CONDIÇÕES. A cota deveria ser deste tipo e não para negros ou brancos. Cotas deveriam existir para os filhos de papai, quem passar ótimo, que não passar pague! Vc pode, a maioria deles depois de formados vão se especializar nos exterior não é verdade!
    Ta aí minha opnião!
    Uma abraço à todos.

    27 Oct 2008, 23:14, via Internet Explorer Internet Explorer 6.0 no Windows Windows XP
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  37. cidadao

    Bom estou enviando um breve recado para vários lugares q talvez possam refletir de acordo com o seguinte tema que vou apresentar. Vou expressar aqui uma singela e sincera opnião sobre as cotas. O argumento que justifica as cotas sobre ”a maioria esmagadora ser branca” entre outors outros, apesar de verdadeiros, ainda sim não são argumento suficientes ao meu ver. Pois se tratando de conhecimento e esforços simplesmente não é justo existir uma concorrência maior ou menor de acordo com cor da pele. E me magoa muito ver um sistema em que pessoas são” passadas na frente” apenas por cor, enfim. Isso tinha sim que acabar. Bom, é sem muitas esperanças que eu mando esse apelo. Mas desejando que um dia pessoas capazes de tomar decisões e modificar esse quadro possam refletir melhor sobre. Não é sendo egoísta, e nem injustiçada. Só acho mesmo que conhecimento deveria e deve sim ser medido pela capacidade e esforços e não por cor. A idéia te facilitar pra alguns acaba sim ferindo outros. Muito obrigada, e se puderem encaminhar ficarei muito feliz.

    26 Jul 2009, 00:44, via Internet Explorer Internet Explorer 7.0 no Windows Windows Vista
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