Uerj é a 1ª a adotar sistema de cotas para negros

Eu preciso dizer o quanto eu sou contra isso?

Você está mandando a mensagem para as “minorias” de que se fazer de vítima é a medida de maior eficácia. Pra que estudar? É só marcar negro na ficha de inscrição e beleza.

A prova da burrice: Na era das cotas, negro é o 1º em medicina na Uerj.

Daniel Araújo Fernandes, morador de Bangu (zona oeste do Rio), inscreveu-se no vestibular pelo sistema de cotas, mas o considera uma “muleta”. No seu caso, as cotas não foram determinantes para que conseguisse entrar na universidade. Sua pontuação foi de 98,25, sobre um total de 100, apenas um ponto abaixo do primeiro lugar geral.

“Eu me inscrevi pelas cotas para ter uma certa tranquilidade. Sabia que passaria por causa do meu preparo e dedicação. Mas não acredito que as cotas sejam capazes de resolver o problema.”

Mas, é claro, daqui quatro anos a governadora vai estar orgulhosa dizendo que aumentou o número de alunos das escolas públicas nas universidades. Enquanto isso vai crescendo o ódio e a separação entre as classes e raças. Medida mais burra do que essa só a tal de passar de ano automaticamente todos os alunos do ensino público, para evitar a evasão escolar. Nossa… de mestre essa.

Essa história de cotas está dando muita confusão nos EUA onde alunos brancos processaram a universidade por terem que ceder a vaga a estudantes de minorias que tiraram nota inferior. O presidente Bush mandou avisar que concorda com os estudantes. Droga, vou ter que concordar com o Bush.

Já estou até vendo: “Desculpe, mas o senhor não pode entrar por ser homem, branco, entre 30 e 40 anos e heterossexual. O senhor é a maioria opressora, sabe.”


:: Escrito por Cristiano Dias, dia 9 Feb 2003, 15:22, em Coisas que me tiram do sério.
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