Essa mulher não existe… ou não deveria existir
Fernanda Romano não nos desaponta e continua se superando a cada semana. A colunista do site que diz ser “100% formadores de opinião”, o Blue Bus, passou 2002 descobrindo coisas sensacionais como o comércio eletrônico, ICQ e weblogs. “Gentem, não é o máximo?” Agora a ex-gerente de portal e atual publicitária solta a bomba: pobre também usa internet.
E eu que pensava que a classe A e B usava a Internet e tomava vinho tinto. Sem falar nos gastos supérfluos com beleza e investimentos diversificados. E que a classe B/C e C comprava na Kolumbus, nao usava muito a Internet e preferia Sandy e Junior. Ou eu estou com meus parâmetros errados. Ou ando lendo revistas com parâmetros errados. Ou tenho muito mesmo que aprender. E a primeira coisa é aprender a ler as estatísticas sem levá-las a ferro e fogo…
Um dia descobriremos que Fernanda Romano não existe, que é uma criação do Blue Bus assim como o Agamenom é uma criação do Casseta & Planeta. Um texto assim só pode ser piada.
Não se irrite, Cris. Fernandinha passa por um momento de evolução com maravilhosas descobertas, como, por exemplo, saber que a “classe B/C” usa internet e sabe manejar computador. Eu, como eterno otimista sobre a evolução humana que sou, acho que um dia Fernanda, em sua impressionante caminhada rumo às luzes da sabedoria, vai olhar para o espelho e descobrir sua verdadeira vocação: assessora de emergentes.
A mina é casada com um ex-profeta da Internet, o Bob Wilheim. Então essas narrativas fantásticas são explicáveis. São uma mistura de excesso de sentimento de pioneirismo com realidade paralela. Eles ainda não saíram da bolha.