EUA contra a camisinha
Deu no NYTimes: grupos conservadores estadunidenses estão sorrateiramente fazendo uma campanha contra o uso de preservativos em relações sexuais.
“The only absolutely guaranteed, permanent contraception is castration,” one Catholic site suggests helpfully. Hmmmm. You first.
O argumento dos malucos é de que as camisinhas simplesmente não funcionam no combate à AIDS. Segundo eles “recentes pesquisas” (pobres pesquisas, é tudo culpa delas) mostram que as camisinhas têm pequenos poros que são maiores do que o HIV, mas microscópios eletrônicos nunca acharam tais poros. O consenso na comunidade científica séria é: as camisinhas podem não ser perfeitas (mais estudos são necessários para termos mais detalhes) mas é melhor do que nada.
O presidente Bush não se manifestou quanto ao caso, mas segundo a reportagem do jornal mês passado numa conferência internacional sobre a AIDS, em Bangkok, assessores de Bush exigiram a retirada de “uso constante de preservativos” como uma das maneiras de prevenção contra a doença. O articulista ironiza: “Então o que ele apóia? Uso incostante de preservativos?”
Isso, pra mim, tem dois nomes: genocídio e limpeza étnica. “Morte àqueles que são diferentes de nós”, deve ser a idéia desses caras. Eles dizem que usar camisinha dá uma falsa sensação de segurança, que as pessoas deviam praticar a abstenção e ponto final, só que para mim o que querem é desacreditar os preservativos para que os “pecadores” façam sexo sem proteção e morram de AIDS, deixando o mundo mais “puro”.
Não se espante se começar a ver grupos evangélicos no Brasil adotando a mesma posição. Vide o MOSES e sua lavagem cerebral.
Eu não arriscaria, claro.
Mas tem uma coisa que acredito, justamente pelo que vejo, e pelo o que o cientista que descobriu o vírus HIV falou. O Sexo “seco” (anal, geralmente) é que o torna perigoso, assim, os homossexuais tem muito mais chance de pegar.
É só ver por exemplo, que quase todas as pessoas públicas que pegaram AIDS eram homossexuais. Alguns poucos hemofílicos. Mas a maioria da população é heterossexual.
Pense em 10 pessoas que morreram de AIDS. Agora pense quantas:
1. São viciados.
2. São homossexuais.
É só contar. Mas isso significa que TODOS podem pegar, pelo amor de D´us, só que o hábito do sexo anal é que torna tudo mais perigoso.
poutz!
sem querer começar uma discussão aqui, mas eu podia dormir sem esse ler este comentário.
É realmente triste ver pessoas como você generalizando: (…) Não se espante se começar a ver grupos evangélicos no Brasil adotando a mesma posição. Vide o MOSES e sua lavagem cerebral. (…).
Eu sou protestante e sei que só chega a “podridão evangélica” pra vocês verem.
Não vou nem perder meu tempo concluíndo este texto, por que pra vocês é bem mais fácil ter uma visão de 10 graus sobre nós.
Que DEUS te abençoe e traga de volta o seu bom senso, assim poderei continuar a ler seu blog do qual gosto tanto.
bye
Sabe o que é mais bizarro? Isso não é coisa de evangélico ou protestante. Uma de minha maiores discussões com um padre católico foi por causa disso: eu perguntava por que a Igreja não tomava conta das milhares de crianças de rua que sua proibição ao uso de anticoncepcionais gerava, e ele me disse que camisinha não funcionava mesmo por causa desses tais microporos. Não deu pra levar a sério na época, há coisa de cinco anos atrás… e agora os caras voltam com o papo. Meda!
P.S.: Só pra constar, as pesquisas mais recentes revelam que o grupo que mais tem pego AIDS ultimamente é o das mulheres heterosexuais, especialmente as casadas. Foi-se (há muito) o tempo em que viciados e gays formavam os chamados “grupos de risco”. Hoje em dia, nem se abster dos comportamentos de risco é garantia. Por isso, camisinha sempre!
bom se a camisinha fosse eficaz
nao estaria tendo tantos casos de aids…
a abstinencia é a unica maneira eficaz de eliminar o risco de infecçao por hiv e gravidez indesejada
“vale lembrar q a camisinha sao de 50 a 500 vezes maiores q o virus da AIDS…