E a Terceira Guerra se aproxima
Líder islâmico diz que a Austrália será destruída instantaneamente se lançar ataques preempitvos contra alvos terroristas em países islâmicos.
Os lados da porradaria já estão definidos, né? Islã contra países-capitalistas-que-apóiam-Israel.
Na boa, nenhum dos dois lados presta…
Na boa, eu prefiro muito mais os países-capitalistas-que-apóiam Israel. Pelo menos o nível de consciência e sanidade deles parece ser bem maior do que o dos islâmicos…
P.S.: Apesar de, obviamente, saber que não há nem somente “bem” nem “mal” em nenhum desses lados.
Não podemos dividir o mundo em Islã X Países-capitalistas-que-apóiam-Israel ou, como gostam os mulçumanos radicais, fiéis X infiéis. Em uma visão tosca, o Brasil é um país-capitalista-que-apóia-Israel, ou um país infiel, mas não me consta que tenha de algum modo contribuído para os massacres de lado a lado (ao contrário, Oswaldo Aranha bem que tentou resolver a questão na ONU, mas isso é outra história…).
O que eu acho inadmissível, nojento, é uma ameaça difusa pairar constantemente sobre nossas cabeças. Então eu saio do Brasil para uma viagem de férias, resolvo almoçar em uma cantina e posso ser explodido pelos ares só porque um “líder religioso” resolveu que eu deveria morrer por estar naquele lugar àquela hora. Por que eles acham que são menos assassinos e fascínoras do que Israel?
Então dawalibi, é isso aí. Nenhum dos lados presta. É “campeonato do menos pior”. São os malucos contra os gananciosos. Os malucos usam a religião para conseguir realizar seus fins (seja lá quais sejam!). Os gananciosos usam a liberdade e a democracia para conseguir mais dinheiro e petróleo. Se liberdade e democracia fosse justificativa pra invasão metade da África tinha sido invadida há anos pra acabar com a bagunça que está lá, com sei lá quantos porcento da população morrendo com AIDS e os governos brincando de forte apache. Mas a África não é lucrativa, então deixa os caras morrerem. Ou melhor ainda: tinham invadido a Arábia Saudita e não o Afeganistão, já que o Bin Bin e seus financiadores são de lá. Mas como eles são “amigos” fica por isso mesmo.
O Brasil é da paz, o Brasil é “não mexe comigo que eu não mexo contigo e vamos assim”, mas por questões de grana realmente acaba pendendo mais para o lado pró-Israel (por tabela, por ser pró-EUA).
Mas numa guerra é sempre assim, como o Jorginho Bush disse: “Comigo ou contra mim.” E o povo, que não tem nada com isso, se funica.