Os problemas do jornalismo instantâneo

Livro expõe paradoxos e fragilidades da grande imprensa surgidos com a produção cada vez mais rápida de notícias. A noção capitalista da notícia como produto de consumo não é uma boa idéia.

(…)

E é justamente essa idéia capitalista da notícia como produto de consumo que é confrontada por Sylvia Moretzsohn com o “ideal iluminista” de que a imprensa serve, acima de tudo, para dizer a verdade à população, prestando um serviço público e contribuindo para a construção de uma consciência crítica da realidade. Nessa confrontação de idéias, do que o jornalismo deveria ser, dentro de uma visão de comprometimento social, e o que realmente ele é hoje, obedecendo às ordens do mercado, é que surgem os diversos paradoxos da “sociedade da informação” moderna.

Um desses paradoxos é: como dizer a verdade, somente a verdade, dentro de um contexto onde a velocidade é o que mais importa? Porque é justamente essa pressa em dar a notícia (que às vezes pouca importância real tem) antes dos concorrentes que faz com que o público acabe pagando um certo preço pela rapidez, que é o recebimento de informações mal-apuradas, mal-escritas, quando não simplesmente inventadas. Paga-se, assim, o preço com a própria ignorância.

Mais no Webinsider. [ via Todosnoz ]

Além disso vale uma lida no já polêmico texto do Tutty Vasques sobre o excesso de manchetes inúteis dos jornais on-line hoje em dia (que usa RSS sabe), um dos principais motivos de o meu “jornal” favorito (e homepage em casa) ser o Google News.


:: Escrito por Cristiano Dias, dia 19 Nov 2002, 15:44, em Imprensa minha.
© 2000-2012 Cristiano Dias. Alguns direitos reservados. Só alguns, não se preocupe.
Based on a tbeseda & 5ThirtyOne design. doismidela primeraza
RSS