Em uma palavra: concorrência

O DBtH traz:

Saiu na Free Code Brasil uma entrevista com o Eduardo Maçan, um dos mais respeitados usuários linux do país e o primeiro desenvolvdor Debian no país. Vale a pena ler, por coisas como essa:

Com o apoio que vários governos vem dando ao GNU/Linux e ao Software Livre, como você vê a política da Microsoft nos próximos anos?

Bem, eles já foram forçados a “mexerem seus traseiros gordos” e reconhecerem que seus produtos não eram seguros, reconheceram que software livre é melhor em aplicações high-end, e como não podem usar seu poder econômico contra software livre, adotaram a única estratégia viável, tentar justificar seus preços e ter produtos comparativamente melhores do que os livres, é uma tarefa difícil, mas que já tem mostrado algum resultado prático. Os apoiadores do software proprietário podem falar o que quiserem, mas eles só estão começando a ter produtos com qualidade beirando o aceitável porque pela primeira vez em 20 anos tiveram concorrência verdadeira. Mesmo quem é contra o software livre se beneficiou dele!

A Microsoft soube, durante anos, usar o seu poder econômico para destruir a concorrência. Assim, sempre pode fazer um produto meia-boca, já que era a única opção existente no mercado. A única maneira de barrar o poder econômico da MS, então, foi um sistema que não estivesse sujeito ao dinheiro: o software livre (e “gratuito”), onde a licença é de graça, ganha-se dinheiro no serviço.

Agora ela está tendo que correr atrás e nunca se viu tanta correção do Windows assim…


:: Escrito por Cristiano Dias, dia 24 Oct 2002, 10:13, em Liberdade Digital.

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