Piratão convicto
Recebi o singelo e-mail:
Vou ver se arrumo uma cópia legal do NWN pro meu amigo rpgzeiro. Ele é pirata convicto e disse que não compra o jogo de jeito nenhum!!!
Eu outras palavras “meu amigo é ladrão com muito orgulho”. Como eu já disse antes, atire a primeira pedra quem nunca pirateou software. Eu tenho software pirata? Sim. Mas praticamente todo programa que eu uso constantemente ou eu ou a minha empresa tem cópia legal. Eu paguei pelo Windows que veio no meu computador, não fui numa lojinha onde o cara disse “ah, o Windows eu instalo pra você na camaradagem…”. Meu NWN é original, paguei quase Cd$100 no bicho. Vou no eBay procurar jogo usado se for o caso, mas acho que se orgulhar de nunca ter comprado um jogo é meio abuso. Fora que o camaradinha deve ir ali na Santa Efigênia e dar dez real na mão do pirata profissional por um jogo. Além de ladrão é otário.
Ah sim… e antes que eu me esqueça… não venha de novo com o papo “eu pirateio como uma forma de protesto contra o capitalismo”. Você pirateia por que sabe que não pode ser pego. Se fosse revoltado contra o capitalismo realmente ia roubar garrafa de Coca-Cola do caminhão ou pedir comida de graça no McDonald’s. Ou, no mínimo, passar a usar software livre.
Engraçado…Santa Efigênia + 10 real + ladrão + o.t.á.r.i.o
P
Isso não me é estranho
Eu concordo e adiciono uma coisa: O mais importante de tudo aqui é pensar o seguinte: alguém trabalhou para fazer aquele software e merece o pagamento por aquilo. Simples. Como você mesmo disse: se eu for médico, você vier se consultar comigo e não pagar eu vou ficar muito chateado, para dizer o mÃnimo. Pimenta nos olhos dos outros é refresco.
Cara,
eu nunca paguei por nada porque eu não ganho o suficiente para pagar.
então não pago mesmo. a questão do orgulho, nunca pensei nisso.
Eu não sou chegado a protestos, mas eu nunca comi nada do McDonald’s
duard, acho que só em alguns cantos da Somália existe alguém que nunca tenha comido nada no McDonald’s…
Pedro, pois eu aqui em Minas Gerais também nunca comi, e nem pretendo comer, nada do McDonald’s
Otário? Kra é foda isso… Nem todo mundo tem condição de comprar software original. E por isso é justo eles não terem a mesma oportunidade que vc?
Sinceramente eu não sei se aquele programa baratinho que eu compro na santa efigênia é pirata ou não, mas se for acredito que esta é uma daquelas situações que vale a pena deixar a lei de lado e privilegiar a justiça.
Controvérsia pura… Mas algumas pessoas entendem.
Cris… procure sempre ver as coisas dos dois lados, cara. Concordo com vc. Olhado pelo lado do desenvolvedor, vc está coberto de razão.
Agora, sendo imparcial em sua análise, olhe pelo lado do consumidor.
Outro dia vi aqui q um CD sai por 9 reais (com todos os encargos de divulgação e marketing da gravadora).
Se vc analisar q um CD custa, em média, R$ 20,00 ao consumidor final… É mais q o dobro de lucro !
O mesmo vale para software… como é q um estudante de arquitetura, sem renda, terá condições de comprar um AUTOCAD “original” q custa os tubos?!
O cara precisa do software, não tem grana para pagar e não existe nenhuma facilidade aparente para q ele o adquira.
É COMPLICADO, meu chapa.
Ou os fabricantes e desenvolvedores de softwares se adaptam a realidade do país e ao perfil do mercado (criando planos personalizados de pagamento, descontos mediante comprovante de renda, estudantes, etc etc), ou estarão sujeitos a isto.
As gravadoras já começaram…
Eu já desisti de falar sobre pirataria, mas enfim…
Alex eu entendo seu argumento, mas…
1) Foi bom vc citar o AutoCAD. O fabricante tem sim um programa para estudantes. Mas não é dez real como na Rio Branco, então pra que legalizar se eu posso piratear, certo?
2) Eu preciso de um carro pra ir trabalhar. Eu não vou na concessionária e pego um. Eu não “passo por baixo da roleta” do ônibus. O problema com o software é o caráter “soft”, a impressão de que ninguém “perde dinheiro” com a pirataria, só “deixa de ganhar”. Mas o que você acha do cara que passa debaixo da roleta no ônibus quando você pagou a passagem?
3) Não estou nem falando de um estudante que pirateou o AutoCAD. Estou falando de um cara que se orgulha de nunca ter pago por um jogo, uma coisa 100% divertimento. Eu, como disse, paguei quase Cd$100 no meu Neverwinter Nights. Eu deixei de ir ao cinema para juntar esse dinheiro, para mim foi uma prioridade, uma escolha. Esse cara não, ele acha que tem toda razão de ter os dois e como não pode ser pego em piratear jogos ele rouba o fabricante do jogo. Eu paguei. Eu paguei por achar que o jogo vale o meu dinheiro. Um bando de programadores passou mais de 5 anos ralando em cima de um software. Eu acho que eles merecem meus Cd$100. Até por que, felizmente, na indústria do software os programadores ganham uma fatia maior do bolo do que os cantores e autores na música.
Mas falei demais…
Pois é,cara. Eles podem ate ter este plano para estudante, mas ou é pouco divulgado ou ainda é caro demais para a nossa realidade.
O q vc tem q entender é q, infelizmente, este é um país de miseráveis. Você aí ganha bem, em dólar etc etc. E aqui onde o salário mínimo custa menos do q vc pagou pelo seu tal Neverwinter ou sei lá o q é isto.
Isso sem falar na questão cultural e na distinção do q é certo e errado.
Já te falei e volto a repetir.. vc está com seu foco voltado para um lado… aponte para o outro lado, o do trabalhador q ganha uma miséiria e q precisa aprender algo para não ficar excluído, levando em considerações atrasos culturais enormes. Neguinho tá se lixando. Eles não tem esta percepção. Pra eles, no frigir dos ovos, é melhor pagar R$10,00 do que R$3.500,00. É somente isto q eles “enxergam”. Agora, se os caras trabalharam cinco anos ralando, se pagando vc vai promover mais empregos… isso, infelizmente, é uma percepção q as pessoas não tem, agravado por atrasos culturais e, principalemte, questões ecônomicas.
Acho q vc está certíssimo, mas eu, aqui no Braisl, represento uma minoria q pode se dar ao luxo de comprar um software q custa R$800,00.
Daí vc tb tira q existem casos e casos, como eu disse anteriormente. Vc está citando um caso de um cara q tem condições para comprar, q sabe q o correto é pagar pq pagando ele colabora para o desenvolvimento da industria e isto volta como forma de emprego e condições melhores de vida até para ele próprio e, ainda assim, se orgulha de piratear.
Isto é um ponto.
Agora temos o outro, o do trabalhador q ganha um salário de miséria, q quer pagar por aquilo e precisa entrar no mundo da informática para não ficar mais excluído do q ele já é, mas q infelizmente não tem condições.
E aí?! O q vc me diz?!
É a lei da selva, meu amigo. Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come.
Se ele não comprar o de 10 e começar a praticar, vai ficar cada vez mais excluído.
Ou vai fazer como o nosso amigo Alex Maron q diz q a saída para tudo das pessoas é q elas argumentam q não se pode generalizar e encontram neste uma forma de tirar vantagem das coisas, como minha mãe por exemplo e colocar estes 2 exemplos num mesmo lado da balança e tratá-los de forma igual?!
Vc está sintetizando D-E-M-A-I-S. Temos atrás deste problema da pirataria q vc citou, das pensões e aposentadorias q vc mencionou em um outro post, um aprofundamento de questões sociais, ecônomicas e culturais (principalmente) q vão além da nossa vã compreensão das coisas.
Alex… o carinha citado pirateia jogo… Que mané excluído. “Tadinho de mim, nem posso jogar Counter Strike no meu Pentium IV com 512Mb de memória”. *chuinf*
Pobrezinho…
Bom, chega… Como eu disse isso é um assunto polêmico demais e eu nem devia ter começado, porque sei que não dá em nada.
O carinha citado é um exemplo.
Concordo PLENAMENTE com vc neste exemplo.
E o outro? como vc soluciona?
Bota a polícia atrás dele e prende. Tudo bem vc resolve a ponta do problema. Mas a origem dele ainda vai existir. E a origem, meu amigo, está na desigualdade social, na má distribuição de renda, na falta de emprego, nas questôes culturais, etc etc.
Percebe a diferença?
Por isso eu disse q vc está SINTETIZANDO demais.