O fim de Ronaldinho
Rafa manda via ICQ o vencedor do Troféu Perdeu Uma Boa Chance de Ficar Calado. João Wady Cury do NO.com.br declarou o fim da carreira de Ronaldinho em 14 de Novembro do ano passado. De lá para cá o NO é quem encerrou a carreira e o Ronaldinho… bem, um bilhão e meio de pessoas viram pela TV o que o Ronaldinho fez…
Ronaldinho acabou. Aquele rapaz mirrado, que saiu do subúrbio do Rio e acabou ganhando fama e fortuna a partir de sua carreira no Cruzeiro, de Belo Horizonte, não existe mais. Pior que isso, vive da benevolência de repórteres esportivos hipócritas, que a cada dia criam mais um motivo de esperança para a volta aos gramados daquele que um dia foi craque. Ronaldinho é hoje um ex-craque e deveria pelo menos ter coragem de encarar isso de frente, da mesma forma como enfrentava implacavelmente seus marcadores. Quem sabe até Ronaldinho devesse se propor a fazer uma declaração pública para dizer com todas as letras: “Eu acabei. Eu não existo mais, nem quero mais saber de futebol. Me deixem em paz. Quero levar minha vida jogando golfe, aparecendo nas fotos da revista Caras nas praias da Europa e ser reverenciado como personalidade, um verdadeiro pop star – e não mais ser reconhecido como um jogador de futebol”.
O primeiro gol contra a Alemanha simbolizou o “fim” da carreira do Ronaldo. “Vem cá, me dá essa bola, a jogada ainda não acabou não. Toma Rivaldo. Ih, o goleiro tá na jogada? E se ele largar? E daí que ele é o melhor do mundo, eu vou tentar pegar uma sobra. Gooool…”
Putz, pior é que eu mesmo pensava no ano passado como o cara do texto aí acima. E tive que engolir minha língua agora.
Mas como já foi dito, estar errado muitas vezes é bom, né?
Confirmando a teoria da fé remove montanhas.
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