Na era digital todo mundo é ladrão
O /. traz hoje uma nota sobre um artigo do 2600.com onde Jamie Kellner, CEO da Turner Broadcasting, chama os usuários de sistemas como o TiVo (uma espécie de videocassete com um disco-rígido no lugar da fita) de ladrão. “Por que você pode pular os comerciais. O seu contrato com a rede de TV, quando você assiste um programa, diz que você vai assistir aos comerciais. Se não fosse assim você não poderia assistir a um programa patrocinado por comerciais. Toda vez que você pula um comercial você está roubando a programação.”
Ou seja, virou mania. Qualquer pessoa que use a tecnologia para melhorar a maneira como interage com peças de entretenimento é um ladrão. Todos os chefões do entretenimento — aqueles caras que ganham dinheiro não por terem criado as peças, mas por terem empacotado e dado uma cara de produto — estão por aí gritando “Ladrão! Ladrão!!!” e como têm voz no congresso americano conseguem aprovar coisas malucas como o DCMA.
Como a indústria fonográfica teve sucesso nos tribunais ao chamar o Napster de ladrão todo mundo que está se sentindo lesado com novas tecnologias usa o termo ladrão. Só que o TiVo além de ser tecnicamente muito parecido com um videocassete (que já foi julgado como legal pelas cortes americanas há quase 20 anos atrás) caiu nas graças das celebridades, que fazem menção ao novo produto no David Letterman e até em episódios de Friends.
Então, para nós, só fica a pergunta… se no meio do programa eu vou ao banheiro, sou ladrão também?
Sim! Você é um gatuno da latrina!!
Falando sério. Eu acho que argumentos como o de Jamie Kellner são um tanto quanto preguiçosos….
Cabe àqueles que tomam conta dos contratos comerciais que elaborem maneiras de continuar vendendo espaço mesmo sabendo que os usuários estão com uma caixinha escrito “TiVo” em cima de seus televisores.
Cá entre nós, e nem é tão difícil. Principalmente quando se pensa com o bolso.
A primeira pergunta que eu gostaria de fazer para esses merdas é: CADÊ O CONTRATO?
Sim, porque não aí, mas aqui a gente faz a inscrição, eles assumem que nós concordamos com um contrato que não lemos enunca vamos ler, porque ele nunca chaga até nós.
A segunda você já fez: Será que eu posso ir ao banheiro, se ficar apertado, ou uma vez ligada a TV vou ter que ficar com os olhos grudados na tela, babando verde?
Aliás, será que posso virar para o lado para responder a um pergunta da minha filha?
E agora eu estou realmente com medo: Será que eu tenho que ficar com a TV ligada 24 horas por dia, já que não para de passar comercial?
Tsc, tsc, tsc…
Poizé, Zamorim, é tipo as caixas de software que trazem: “Se você abrir esta caixa você concorda com os termos do contrato. Que contrato? Aquele que está lacrado dentro da caixa.”
Dãaaaa…