E agora Michael Greene?
O NYTimes publicou hoje um artigo derrubando a choramingada do todo-poderoso Michael Greene durante a entrega do Grammy. O jornal entrevistou um dos “estudantes” contratados por Greene para infringir a lei, Numair Faraz de 17 anos, que nem na escola está.
Resumindo o artigo, a National Academy of Recording Arts and Sciences contratou os 3 estudantes para baixar o maior número possível de músicas em 3 dias, custe o que custar. Assim sendo os três basicamente pediram aos amigos que enviassem arquivos MP3 via programas de chat como o ICQ e até mesmo foram no site mp3.com, que possiu MP3s legais de artistas procurando um espaço no mercado. Os tais “sites ilegais” citados por Greene praticamente não foram usados, assim como quase não se usou serviços como KaZaA ou Gnutella. E tem mais: muitos arquivos nem foram baixados por inteiro.
So why, then, when Mr. Faraz knew that the whole project was ridiculous did he go along with it? “I got free hotel in the Biltmore,” he said. “That’s one reason to stick with it.”
Se antes a coisa já era ridícula por si só — Michael Green multiplicou o número de arquivos baixados pelos três contratados em tempo integral pelo número de estudantes nos EUA e chegou ao número de músicas “roubadas” por ano na Internet — agora podem mandar um nariz de palhaço para o cara.
Burning, ripping and sharing is not killing music,” Ken Waagner, a digital-media consultant in Chicago who was part of the recording academy’s board of governors for four years, wrote in a letter to Mr. Greene. “Greed, stupidity and ignorance on the part of the policy wonks and further alienating the listener is the real threat to the business, and ultimately the artist’s ability to be heard.”
olha, eu posso até ser taxado de radical, mas eu ficarei com a minha opinião até que me provem o contrário.
um músico deve ganhar dinheiro quando fizer música, certo? não quando eu baixo uma faixa dele na net.
acho que a net tá aí é pra isso mesmo. não me envergonho dos mais de 200 cds que já queimei com músicas baixadas da rede.
se eu fosse comprar todos eles, simplesmente teria que vender minha alma ao capeta pra conseguir dinheiro.
voltando ao assunto… acho que quanto mais neguinho baixar música do artista, mais neguinho vai conhecê-lo no mundo todo… mais ingressos serão vendidos em seus shows (que se multiplicarão) e todo mundo fica feliz com isso.
o artista tem que vir pra minha cidade ou pra bem perto dela, tocar direitinho e me entreter pra poder ganhar grana minha. e acho que a maioria dos artistas que querem é divulgar sua arte pensam da mesma forma.
por isso, meus caros… meu audiogalaxy satellite fica ligado quase 24hs por dia intercambiando mídia.
que se danem esse bando de gente que choraminga, destroi cd pirata e pede pra galera não baixar músicas pela net. em contrapartida, eles colocam o preço de um cd simples na casa dos trinta reais.
foi mal, mas com cinco cds desses eu compro outro gravador…
Concordo com o Caio, ao menos em parte.
Mas adiciono uma coisa. Eu tenho milhares de músicas no meu HD e em diversos CDs que eu queimei. Eu não as teria se tivesse que comprar, só as tenho justamente porque é fácil copiar.
Ou seja, se não fosse a existência dos MP3 e do Audiogalaxy ou do Napster, eu não teria conhecido muitas músicas bacanas, porque eu não ia comprar tudo aquilo em CDs para testar.
Esse princípio já chegou às boas lojas de discos há muito tempo. Antigamente, o tio da loja não me deixava ficar ouvindo disco de graça. Agora é uma coisa normal em qualquer loja que se preze você poder ouvir qualquer disco que quiser, pelo tempo que quiser.
Vamos simplificar mais ainda. O que irrita as gravadoras é que quando eu baixo músicas na Internet eu provo que preciso de música pra viver, e não do diabo da gravadora. A música colore meus dias e não as gravadoras. Elas não são necessárias. É isso que irrita eles.
Eu vou continuar pegando minhas músicas e se eu faço isso, os músicos precisam continuar fazendo música. A gravadoras que se danem.
vc anda copiando o zeitgeist?
Zeitquem?