Mandrake!
O Linux é como a fronteira final da nerdice: domine o Linux e você pode se condirerar um “nerdmaster”. Há alguns anos eu venho sentido o chamado do Linux mas venho resistindo. Na época em que trabalhei no CDI cheguei a configurar um servidor Linux “na unha” que compartilhava a conexão discada do escritório, baixava o e-mail da galera de hora em hora e desconectava depois de 4 minutos de ociosidade, para economizar telefone. O servidorzinho (um 486 apropriadamente chamado de Hercules) ainda rodava um servidor web e DNS, tudo configurado na base dos arquivos texto do Linux, por que na época não existiam boas ferramentas para ajudar no trabalho.
Depois 1999, quando saí do CDI, abandonei o Linux e voltei a ser uma pessoa normal. Mas este fim-de-semana o chamado voltou e instalei o Mandrake Linux no meu “servidor” em casa (meu computador antigo). Fiquei muito feliz em ver que o Mandrake (um Linux made in França) tem uma interface quase (eu disse quase) tão amigável quanto o WindowsNT. Instalar programas, configurar serviços, rede, usuários, etc., pode ser feito via o painel de controle, que tem um sistema parecido com o “Windows Update” para informar quando versões mais recentes dos seus programas estão disponíveis. O resto é configurado via Webmin, uma ferramenta simplesmente sensacional que eu encontrei nas perambulâncias do Google.
Assim, estou de volta ao domínio nerd, falando palavras como “BIND” e digitando coisas como “/etc/rc.d/init.d/httpd restart”.
Àqueles interessados em “brincar” com o Linux fica a dica do Mandrake.
“Nerdmaster” foi uma bela sacada. eu ia dar uma alfinetada nos nerdmasters, mas não vou criar polêmica.