Leia este artigo da próxima vez…
Leia este artigo da próxima vez que você reclamar “puxa, por que é que não tem Playstation 2 no Brasil? E EverQuest? E aquele outro jogo?” ou: “Por que jogo é tão caro? Não estou a fim de pagar tudo isso!”.
Procure, encontre ou
feche.
Leia este artigo da próxima vez que você reclamar “puxa, por que é que não tem Playstation 2 no Brasil? E EverQuest? E aquele outro jogo?” ou: “Por que jogo é tão caro? Não estou a fim de pagar tudo isso!”.
Oi Cris
Eu não concordo com vc no seguinte ponto: o que vc quis dizer com a frase:
“Não estou a fim de pagar tudo isso!”
O software pirata nao deixou os programas jogos ou musicas mais caro eles existem justamente porque é muito caro o preço por coisas que deveriam ser assessíveis a todos e em grande quantidade. Como cds de músicas, jogos se pudessemos pagar 5 reais por um cd conheceriamos muito mais cantores, muitos estilos em fim teríamos muito mais cds em casa. E muitos muita gente ganharia + com isso.
Mesmo pessoas da classe media alta comprariam mais e teriam mais opçoes. POr exemplo o cara pode ter grana mas nao vai gastar 5 mil reais em jogos vai comprar lá seus 6,7 cd de jogos e pronto ou daqui a pouco ele ja gastou o valor de um carro em jogos o q nao faz sentido.
A pirataria nao é legall, mas ela é a unica apçao para quem nao tem grana, ou entao resta assistir novela…
Dou aula de imformatica para pessoas que muitas vezes possuem um pc após muito sacrificio, como pagariam pelos softwares? nao teriam? nao jogariam? nao ouveriam musica porq nao tem grana??
As pessoas que estao preocupadas com com a piratariam só estao pensando na grana que SUPOSTAMENTE estariam perdendo, e as pessoas que usam cds piratas só estao pensando em uma coisa: oportunidade de ter diversao também, conhecimento também, cultura também.
Se as empresas se preocupassem com o usuario final, obteriam formas de oferecer algo mais barato e nao haveria necessidade de sair atras de quem pirateia.
Oi Mirela, eu vou concordar com quase tudo que você falou. Atire a primeira pedra em quem nunca usou software pirata.
O detalhe é o seguinte: antes de mais nada sua conta está quase certa. Quanto mais gente comprar software original menor o preço sim. Vai ser uma queda na mesma proporção? É claro que não. Dobre as vendas de jogos e o preço dos jogos não vai cair pela metade. Mas o volume vai permitir, por exemplo, ao lojista ter uma renda maior, o que pode levar à uma guerra de ofertas entre lojas. Fora o fato de que diminui o custo por unidade para o fabricante.
Segundo, software é um negócio. Din-din, bufunfa, grana, pila. E o que estou falando é justamente sobre o fato de que o Brasil não é considerado um mercado importante no ramo de jogos. Isto significa que poucos jogos são traduzidos para o português, sistemas de videogame só são lançados no Brasil anos depois de sair nos EUA e Japão (quando são). Para que a Sony vai se dar ao trabalho de lançar o PS2 no Brasil se todos os jogos (99%) vão ser pirateados? Eles ganham dinheiro nos jogos e não no console.
Nos PCs é pior ainda. Lembrando: quando os jogos eram em diskette você simplesmente não conseguia encontrar jogos à venda no Brasil. Pra quê? Quando os jogos passaram para o CD eles começaram a aparecer e o preço foi aos poucos (à medida que o mercado ia crescendo) caindo. Um jogo chegou a custar, antes da alta do dólar em 98/99, R$ 45, mais barato do que um jogo nos EUA. Agora é tão fácil copiar um jogo que é simplesmente impossível que o Brasil desenvolva um mercado de empresas de criação de jogos, como há na Europa. Muito jogo bom é produzido por estúdios na Escandinávia e até mesmo na Espanha. Enquanto isso, no Brasil, a Continuum é a única empresa de jogos conseguindo publicar alguma coisa aos trancos e barrancos: um jogo feito para ser colocado na prateleira de jogos baratos.
Além disso fica faltando o detalhe mais importante. as pessoas que compram jogo pirata. As pessoas que preferem dar R$ 5 para um cara que não fez nada mais do que rodar um programinha de cópia do que dar dinheiro para a empresa que pagou um bando de gente para criar o software. Claro, um jogo custa no mínimo uns R$ 70, um software aplicativo muito mais, por que é você que tem que pagar a conta? Por que, simplesmente, o piratão amigo não merece os seus 5 real. Ele é um ladrão da mesma categoria do cara que rouba um toca-fita para vender na Robauto. Mas aí a gente vai tocar em um assunto que dá mais uns vinte parágrafos e que eu acho um aburdo no Brasil: todo mundo reclama dos assaltos mas não tem nada contra comprar um toca-fita “sem nota fiscal”.
Para finalizar, você falou Se as empresas se preocupassem com o usuario final, obteriam formas de oferecer algo mais barato e nao haveria necessidade de sair atras de quem pirateia. As empresas até podem se preocupar com o usuário final, mas elas são empresas, têm que pagar suas contas, os salários dos funcionários e no fim do dia dar lucro. Elas oferecem sim algo mais barato: chama-se “a prateleira de descontos”. Compre jogos que saíram ano passado e pague a metade do preço. Simples. Agora querer um jogo novinho em folha por R$ 5 é ingenuidade. Não importa quanto os preços caiam, a pirataria sempre vai ser mais barata simplesmente por que o “pirata profissional” não tem custo, ele é um ladrão. Ele está vendendo e ganhando dinheiro em cima do trabalho dos outros. As pessoas têm certa dificuldade de compreender esse conceito, afinal de contas ele não “tirou nada da prateleira” da empresa de software, mas não se engane: ladrão.
Portanto pirateie o quanto quiser, o que eu quis dizer foi apenas: não reclame.
Oi Cris
E o que eu quis dizer foi que muitas pessoas só compram pirata porque é impossível comprar cds originais, claro que vc vai dizer “quer dizer que ninguem tem 25 reais para pagar num cd de musica??” Sim tem qualquer um tem um CD original, mas dai cd vira presente de aniversário, e nao algo que se poderia comprar toda semana, e elevar nosso nivel cultural, isso vale para filmes, jogos, softwares. Tendo ou nao muitos funcionarios a pagar as empresas SÓ se preocupam com o money não estão fazendo nada para o bem social e isso é um dos motivos da pirataria existir.
Olha Mirela, eu sei que você sabe o que eu vou dizer, mas tem gente que ainda não se tocou então deixa eu desenhar para elas: a gente mora em um mundo capitalista. Bem social é historinha pra criança dormir.
Se eu crio uma empresa ela existe para dar lucro. Até hospital tem que dar lucro. Tem que pagar viagem à Europa para seus donos. Bem social é no mínimo efeito colateral e no máximo o produto em si (ou seja: você finge que está sendo bonzinho mas você quer mesmo é o dinheiro). É simples, mas encarar essa realidade é meio difícil, eu sei.
Mas isso, claro, é assunto para um outro dia e um outro post.
Tem gente que acha que comprar programa pirata é uma forma de “protesto” que vai fazer com que o preço dos produtos caiam. Isso é o equivalente (reusando meu exemplo acima) a achar que comprar rádio na Robauto vai fazer com que a Sony baixe o preço do rádio.
Só mais uma coisinha.
Eu não estou brigando com ninguém, estou discutindo numa boa. O que eu mais gosto deste site é a área de comentários. O dia que pararem de colocar comentário eu paro de escrever aqui.
Pois é Cris o capitalismo funciona assim mesmo como você falou.
Eu também estou falando numa boa.
Só nao sei porque que devemos aplaudir e concordar com ele. Eu acredito que possa existir uma forma mais justa de vida.
Eu não acho que piratear é amesma coisa que roubar quando vc compara com objetos, ninguem mata ninguem para pegar um cd original e fazer uma copia, cara crime é cada crime, por isso existe o poder judiciário para julgar.
O que vc acha de ouvir Mp3? de ripar cd?
Agora mesmo falei da Nelly Furtado no meu blog, pois tenho o CD dela original
e me atraiu uma questão que falei no blog, dai me veio a vontade de assistir o clip da música I’m like a bird fui no Kasaa e peguei o mpg.
Já até deletei, nao porque eu delete tudo q pego, mas porque nao achei plausivel de ter guardado, agora me pergunto, não poderia haver uma forma legal e possível de ser alcançada sem ser ter que pagar a assinatura de uma tv acabo e ficar plantada esperando passar o clip na MTV? ou então comprar o clip sei lá de que forma?
Só acho que a INTERNET abriu novos caminhos mas AS GRANDES empresas não querem enxergar essa realidade e ficam querendo bloquear portas ou invés de assimilar essas mudanças e adaptar e inventar novas possibilidades para si mesmo (ou seja elas mesmo).
Combater a pirataria sem compreender a nova realidade, sem enxergar a pobresa da população, sem dar valor a vida é mais dificil, eu diria impossível. Acredito que exista sim uma forma de combater a pirataria mas nao sem considerar esses dois fatores simples.
Opa, aqui eu vou concordar, como diriam os jogadores de futebol, 110% com você.
Só acho que a INTERNET abriu novos caminhos mas AS GRANDES empresas não querem enxergar essa
realidade e ficam querendo bloquear portas ou invés de assimilar essas mudanças e adaptar e inventar
novas possibilidades para si mesmo (ou seja elas mesmo).
É exatamente isso que eu estava pensando agora há pouco, justamente sobre MP3. Eu tenho uns 10Gb em músicas aqui, não paguei um centavo por elas. Mas, como eu já comentei aqui antes eu aceito pagar entre US$10 e US$20 por mês para ter acesso à uma biblioteca ilimitada de música para download. Eu garanto que se não existisse MP3 eu gastaria menos do que US$20 por mês em CDs. O problema é que ninguém oferece isso. É mais barato para as empresas gastar zilhões processando o Napster do que oferecer esse tipo de serviço. Afinal de contas mantendo o controle sobre a distribuição elas podem nos vender CDs de artitas que já morreram há 30 anos atrás como “coletânia The Best Of” pelo preço de um CD original. Se a gente baixa o que quiser da rede eles têm que investir em novidade, na mesma maneira que um canal de TV precisa sempre investir em nova programação para que você continue voltando. (aliás as redes de TV estão indo pelo mesmo caminho, como já foi discutido aqui, querendo proibir o uso dos “videocassetes digitais”)
Agora o que eu não concordo… Cada crime é um crime, com penas diferentes sim. Ninguém está comparando piratear software (ou música) com matar alguém. Eu já tive o rádio do meu carro roubado e ninguém morreu. Eu nem vi a cara do ladrão, cheguei lá e o carro estava arrombado.
Mas…
Você está na fila do cinema. A sessão nem está tão cheia assim. Mas vem um cara e passa direto pelo bilheteiro e senta do seu lado, que pagou o ingresso como todo mundo. Ele está certo? O cinema não perdeu um centavo com ele fazendo isso. Só “deixou de ganhar”.
Ou…
Você está no ônibus chega um cara e diz: “Aê trocadô. Eu não vou pagar a passagem não, beleza?”
Ninguém foi lesado diretamente.
“Esse cara é maluco! É contra a pirataria de software mas a favor de pirataria de música!”
É isso que o povo amanhã vai pensar quando ler tudo isso aqui.
Bom, antes de mais nada eu não sou o dono da verdade. Eu sou contra a pirataria de música sim. As gravadoras precisam arrumar um novo modelo de distribuição de conteúdo. Na minha humilde opinião o modelo ideal acabaria, no fim das contas, eliminando a necessidade de gravadoras. (na verdade as gravadoras se transformam se não forem burras)
Além disso o modelo “artístico” de um jogo é diferente do modelo do mercado musical. Um jogo é feito por uma empresa (o estúdio) contratada por outra empresa (o distribuidor) para fazer um software. A renda vem toda daí, da venda do software e o lucro é dividido entre as partes em proporções defenidas pelo contrato.
Na música a história é diferente. Autores e intérpretes ganham dinheiro de várias maneiras. Direitos de execução em rádio e TV. Shows. Merchandising. Publicidade. Diz a lenda que o cantor só ganha 1% do valor de venda de um CD. É aí que eu acho que está o problema. Com a Internet não há mais a necessidade de haver tanta gente no meio ganhando dinheiro. Você pode aumentar o lucro do artista e diminuir o preço do produto final simplesmente eliminando o “atravessador”. As gravadoras, claro, vêm com o famoso papo de que elas investem em publicidade (leia-se: jabá).
Um dia a distribuição de software vai poder ser feita pela Internet com facilidade (leia-se: velocidade). Gente como a Microsoft quer que o software deixe de ser vendido para ser alugado, coisa que eu acho que simplesmente não vai colar, mas só o tempo dirá.
Daí a diferença entre baixar um mp3 e comprar um jogo pirata. Ao comprar o jogo na mão do piratão amigo você não está “revolucionando” nada. Você compra exatamente a mesma coisa, no sentido físico da palavra: um (ou mais) CD. Ao invés de entrar em uma loja e pagar R$ 80 você foi na barraquinha ou ligou para o pirata ir na sua casa e pagou R$ 5. Ainda usando o exemplo do cinema, o filme não foi enviado digitalmente para a sua casa por uma fração do custo de se manter uma sala de cinema. Você passou por baixo da roleta, só isso.
Mas não se engane. Com os jogos online isso está acabando. Se você quiser jogar com seus amigos vai precisar de uma versão legítima. Já tentou jogar Half-Life online com uma chave pirata?
Bom só para lembrar quando eu disse R$ 5 reais num cd pirata estava só ilustrando cds em camelos chegam a custar ate 15 reais, o q a população nao acha justo é pagar 300 reais na porcaria do windows q no ano q vem ja tem outra versao como se o nosso dinheiro estivesse a disposiçao da vontade de ganancia do capitalismo. Como se tivessemos mesmo grana pra comprar windows, + office + antivirus, + pagemaker etc.. tudo original ahhahahha ai ai se pudessemos mesmo comprar tudo isso. Se fosse só as musiquinhas do seu PC o problema, mas o caso é que somos miseráveis, nosso pais é miseravel, e nao falo da classe palpérima falo da media, da rica em fim.
A gente acha que vireria com 3000 mil reais por mês mas isso nao pagaria 10% da vida que seria justo ter.
Olá estou chegando agora mais li, todos os posts referentes à discussão.
Bem eu tendo a concordar com o Cris, ao invés de aceitar os argumentos de país miserável, pobre, etc, ect.
Em primeiro lugar é preciso antes de tudo tentar posicionar um pouco de luz encima deste conceito de país pobre miserável. O Brasil, dependendo do estado/cidade/região/bairro, onde se vive tem muito pouco de miserável.
O que temos aqui é uma puta, monstruosa desigualdade/diparidade social.
A ponto que se conceituar de que somos pobres e por isso temos que piratear, tudo e todos. Na minha opinião não é muito adequado.
Não vou dizer que tenho tudo original, mas tenho bastante software, da Microsoft, da Apple, da Macromedia e até de softwares que não necessariamente precisam ser comprados em caixas como o, Conectiva Linux (desde da versão Guarani 3.0, a 4.0 e agora a versão 7).
Por falar nisto este é outro ponto interessante, já é perfeitamente possível utilizar o computador com os aplicativos rotineiros (em alguns casos avançados), com ajuda do software open Source. Intercambiando arquivos e dados, com usuários de outras plataformas. Achar que para se editar um texto obrigatoriamente o cara tem ter o Word na maquina por enquanto é ingenuidade e falta de informação.
Talvez uma das verdades seja que, para a Microsoft, para a Adobe ou qualquer outra grande (com exceção de algumas empresas e setores do mercado de software, como jogos, principalmente para quem não tem renda garantida de outros mercados consumidores), pouco importa se você usa o Windows, o Word tudo pirata, pelo contrario eles até ganham a médio, longo prazo com isso. Ora bolas você é alfabetizado(digitalmente falando), com estes programas, na hora que você lá na empresa tem que escolher qual a plataforma tem que usar e ou regularizar (por causa das “pequenas”, punições que usar software pirata acarreta), qual você certamente vai escolher? Mesmo que você seja uma pessoa mais informada que esteja considerando a usar o software vindo do Open source, muito provavelmente vai encontrar dificuldades para testar a alternativa. Testar a implantação de algo que pouca gente conhece, que ainda é coisa de nicho, nadar contra a correnteza é colocar o seu na reta.
O que eu quero dizer, simplificando tudo isso é que alternativas ao software proprietário existem, e que na minha opinião ficar jogando como desculpa de que somos um país pobre e que por isso só nos resta o caminho da pirataria é admitir o fracasso e sentar encima dele e com isso achar que as coisas vão mudar.
Não sei o caminho para mudar o jeito que as coisas ai estão, tenho sim pequenas idéias que devem ser postas á interagir com as suas para construirmos e trilharmos um novo caminho.
Existem algumas empresas em são Paulo que estão fazendo um ótimo trabalho de transição para alguns produtos não tão caros.
Veja o site do Metrô de SP se tiver interesse. http://www.metro.sp.gov.br
Não vou dizar nada, apenas estou enteressado com essas notícias OK…
Quando tiver informações eu envio!
Oishi