Todo os engomadinhos “do mundo dos…
Todo os engomadinhos “do mundo dos negócios pontocom” tocem o nariz para esse papo de que um banner é mais do que um clique, de que o branding existe sim e mesmo se o usuário não clicar no banner na hora vai lembrar da marca mais tarde. Afinal de contas eles querem pagar o mínimo possível, então dizer que o banner (e o site mostrando o banner) só foram efetivos quando há o clique acaba sendo a maneira mais fácil de nos convencer a cobrar menos por espaço publicitário.
Mas que tal uma simples prova? É só dar uma passeada por alguns sites americanos (eu estou agora no Salon) e notar a enorme quantidade de banners de filmes. O “dono” do banner (no caso, o filme) não está nem aí se você vai clicar ou não. Eles só querem que a gente saiba que Black Hawk Down estreiou semana passada, que Scotland, PA. tem fulano e cicrana no elenco e que o Kevin Spacey está em The Shipping News. Eles sabem que a mensagem vai ser passada, com ou sem clique.
Branding. Marca. A mensagem foi passada, pode continuar lendo o seu texto. Há muito tempo atrás eu fui em um site (brasileiro) que tinha um banner da Coca-Cola que nem clicável era! Quem precisa clicar em um banner da Coca-Cola? Só ver aquele quadrado vermelho com uma ondinha branca já fez todo mundo ficar com sede e sair correndo para a geladeira. Eu não preciso clicar para “provar” que eu bebi uma coca.
Então vamos falar sério e dar aos sites o dinheirinho que eles precisam para pagar suas contas e continuar trazendo conteúdo de qualidade, OK?
Acredito firmemente que o banner deve estar voltado antes de qualquer coisa para o branding. Não é pela facilidade da Internet em fazer você chegar ao site do anunciante por um clique no banner que deve ser considerada a efetividade do mesmo. fora da Internet, como é medida a efetividade de umá propaganda em jornal, revista, rádio, ou TV. O processo é o mesmo. A facilidade é que aumentou, mas não a efetividade. Um potencial cliente pode efetivamente comprar umm produto pela lembrança que o banner lhe trouxe, sem necessariamente entrar no site para saber como é o produto. Acredito que a marca pesa, o boca-a-boca pesa, o contato direto com o produto pesa, a imagem do produtor e do produto pesam, da mesma forma que o banner pesa. Tudo com tratamento igual. Sem essa de que o banner é mais interativo que o resto. A interatividade é subliminar e não mecânica (ou eletrônica?). Quero dizer que se vc quer conhecer o produto, ou o produtor, voc6e clica no banner, você vai à loja mais próxima para experimentar o produto, você vai ao cinema ver o filme (ou pergunta a alguém que já viu, se é bom mesmo), você toma a bebida para experimentar o sabor de um novo produto anunciado por um fabricante consolidado no mercado, ou um new-entrant. Enfim: BRANDING.
Dear Cris,
Pois é…Já vi sites do Reino Unido onde êles declaram claramente q se vc não ler o banner Ou OS BANNERS vc não pode adentrar o site.Talvez seja até mais honesto q desejar pegar a gente no pulo e como nós temos a mania de levar vantagem em tudo a tendência é tirar rápidinho e ainda se julgar esperto e talvez perder a chance de não ficar escravo de uma só marca a vida inteira.Como li em certo artigo as vezes os produtos no supermercado estão pulando para dentro do carrinho e não sendo escolhidos por nós.Desde q ví isso comecei a pesquisar mais e ter menos bronca de propaganda.Valeu.Seu site está sempre com propostas inteligentes.Adoro isso.Continue provocando os neurônios dos internautas.
Mas aí é que está a diferença entre a web e a TV, Mari: na web você não é “obrigado” a nada.
Da mesma maneira que já nos acostumamos a ir ao banheiro durante os comerciais, nos acostumamos a ignorar os banners dos sites, a menos que sejam bem chamativos. E também nos acostumamos a fechar todos os pop-ups antes mesmo deles abrirem, por que “pop-up é chato”. Você não quer nem saber de esperar abrir.
É o veeelho papo de que na web ainda temos que aprender como vender. Já aprendemos muitas maneiras de não vender…