Sei lá, tem um monte de gente falando…

Sei lá, tem um monte de gente falando por aí que a história de Shrek é melhor do que de Monstros S.A. Tem jornalista até mesmo pleiteando a candidatura de Shrek ao Oscar de Melhor Filme. (nota: a Academia estréia ano que vem a categoria Melhor Animação Longa-Metragem, com Shrek, Monstros, Fantasia Final e turma concorrendo)

Veja bem, eu me amarrei em Shrek, comprei o DVD e tudo, mas achei antes de mais nada que não era um filme tão para crianças quanto Monstros. Além disso Shrek me pareceu um monte de piadas coladas para fazer um filme. Tipo “ei, dá pra gente sacanear história de contos de fadas assim, assim e assim. OK, agora amarra tudo e faz uma história”. Monstros tem início, meio, fim, 3 atos, plot turn e tudo que a receita de bolo de um bom filme tem. Se receita de bolo fosse coisa ruim bolo não tinha receita. (eu sou um gênio!)

Bom… veja os dois e dê sua opinião…


:: Escrito por Cristiano Dias, dia 17 Dec 2001, 18:44, em Uncategorized.

9 Comentários

  1. Marcus

    Cara, eu não assisti Shrek, mas achei o Monstros demais! Sou fã das animações da Pixar e das Histórias da Disney. Falem o que quiserem, mas para as crianças são das melhores. A idéia do filme é muito legal, a animação fantástica e aquela garotinha dá um show ;-)

  2. Alexandre Maron

    Eu não vou nem entrar na discussão técnica de plot points do Syd Field. “Monstros e Cia.” é um bom filme pelos mesmos motivos que os outros filmes da Pixar são bons também. Os caras não saem de casa para fazer porcaria. Cada filme tem personagens engraçados, interessantes, boas sequências de ação, ótimas piadas, e tudo isso amarrado por uma história bacana. É essa fórmula intangível cheia de adjetivos pouco claros que faz um filme ser bom. Não, bom não. Ótimo, divertidíssimo. Do tipo que faz o moleque dentro de mim gargalhar sem vergonha.

  3. Alexandre Maron

    Aliás, deixa eu dizer outra coisa. Todo mundo fica falando que os desenhos seguem o padrão da Disney. Personagens com alma. Que besteira, gente. A Pixar faz tudo, do início ao fim. A Disney só faz o marketing e a distribuição. Digamos que paga para colocar o nome deles no produto da Pixar. Os gênios são eles. A galera da casa do Mickey está é mais perdida que cego em tiroteio.

  4. Marcos Fontes

    Não vi MONSTROS ainda, apenas SHREK! Gostei, achei bacana e só, nada de revolucionário em termos de animação (em minha modesta visão de leigo), nada que já não tenhamos visto em Toy Story 2, por exemplo.
    Ouvi dizer que tá rolando uma briguinha entre DISNEY e PIXAR, a respeito de contratos sobre seqüências de alguns filmes… e que, com o sucesso que a PIXAR vem fazendo ultimamente, o seu “bambambãm” já está pensando em jogar a DISNEY pra escanteio e eles mesmos “marketearem” as próximas produções.

  5. Marcus

    Para o Alexandre:
    O pessoal da Pixar saiu todo da Disney. Eles se desvincularam do estúdio Disney quando a computação gráfica começou a se tornar comercial e fundaram a Pixar, para trabalhar em parceiria com a primeira. Então, mesmo que a Disney não participe dos filmes - isso eu não sei, mas não acho não tenham realmente nenhuma participação - a Pixar tem sim a “alma” da Disney. E isso não é feio ;-)

  6. Alexandre Maron

    É feio sim quando a gente pega uma coisa e, ao ver que é boa vincula ela a outra sem que exista o mérito. Eu explico. As pessoas viram os dois “Toy Story”, “Vida de Inseto~ e “Monsters Inc.” e disseram. Poxa, claro que é bacana, é da Disney. Mas eles não são. “Toy Story 2″, que muitos dizem ser melhor que o primeiro, se dependesse dos gênios da Disney seria um lançamento somente para vídeo. Foi a Pixar, leia-se John Lasseter, quem bateu o pé. Eles estavam certos e a Disney errada. Os desenhos da Disney nos últimos anos vêm sendo sempre, não digo ruins, mas decepcionantes. E o fato de que ALGUNS dos animadores da Pixar saiu da Disney quse dez anos atrás, diz muito mais do que parece. Só quer dizer que a Disney não viu o que eles viram e que perdeu o trem da animação digital, depositando suas fichas e esperanças de megacororação do entretenimento nas mentes criativas de uma pequena companhia de ex-empregados seus. Veja bem, se “Monsters” ganhar o Oscar em março, e o filme tem muita chance, será ironicamente um prêmio dado justamente a quem saiu da Disney para ter a chance de criar. Uma ironia, porque quem sempre sonhou com um Oscar foi o próprio Disney e logo quando ele ganha, o prêmio vai para uma nova geração quye enxergou o que seus sucessores não foram capazes de ver. Ainda assim, o chefão da Disney, Michael Eisner, com a força de um lobby bem urdido, poderia armar a cena e receber o tal possível Oscar. Da mesma forma que Jeffrey Katzenberg está seco para receber o primeiro Oscar de animação por Shrek, já que ele, também ex-Disney, quer se vingar de Eisner por rusgas do passado.

  7. Alexandre Maron

    Ah, bom, relendo meu texto acima pode parecer até que eu fiquei irritado com o Marcus. Não é nada disso, cara, por favor, longe disso. Tô só seguindo com o papo. :-)

  8. Cristiano Dias

    Assim como o Maron escreveu uma vez no Idearo que as empresas de quadrinhos hoje em dia estão mais preocupadas em vender seus personagens para empresas de desenho animado, fabricantes de lancheira, etc. a Disney passou a ser mais do que um estúdio de animação, preocupada com seus parques, seus filmes “sérios” (da Miramax, por exemplo), seus canais de TV (como a ABC), etc., etc., etc. Ela virou uma máquina de fazer dinheiro como outra qualquer, com milhares de empregados. Por isso quando ela lança um desenho animado está automaticamente pensando em toda uma linha de produtos em torno dos seus personagens. (se bem que eu não consigo imaginar nenhuma linha de produtos plauzível em torno do filme A Nova Onda do Imperador, mas tudo bem…)

    A Disney conseguiu voltar ao cenário da animação com A Pequena Sereia em 89 e A Bela e a Fera em 91, mas logo depois sofreu o primeiro baque que levaria a atual situação: Howard Ashman, letrista dos dois filmes e um dos responsáveis pela virada no tom dos desenhos da Disney junto de Alan Menken, morria de AIDS em 91. A Disney ainda conseguiria emplacar o maior sucesso da sua “nova safra” em 94 com O Rei Leão, mas logo depois outro nome de peso da equipe do Rei Leão, o produtor Jeffrey Katzenberg, foi meio que colocado para fora pelo poderoso chefão Michael Eisner, indo fundar a Dreamworks com seus amigos Spielberg e Geffen. No meio dessa confusão toda um desenhista “qualquer”, um tal de John Lasseter (que não tinha nenhum cargo super-importante na Disney), saía de fininho justamente por achar que animação computadorizada era o futuro.

    Ou seja: as cabeças pensantes e criativas foram saindo e em seu lugar foi ficando gente (guiada por Eisner) que segue a filosofia de que mais vale um filme medíocre e barato do que arriscar tudo em um mega-sucesso. Pensamento capitalista de custo-risco, totalmente compreensível se não fosse pelo fato de que nós espectadores não estamos nem aí para custo-risco.

    A prova de que a Disney não tem nada de boba é que após o sucesso de Toy Story ela assinou um contrato de exclusividade mútua com a Pixar, levando um percentual em cima não só dos filmes mas também dos brinquedos, vídeos, jogos, etc. Para terminar a Pixar é capitaneada por um cara que pode tomar decisões erradas de vez em quando, mas que sempre estimula a criadividade de seus empregados: Steve Jobs.

    Então, amiguinhos, fica a mensagem de que realmente o que vale é a criatividade em cima de um bom produto, não importa o que tentem dizer por aí. Eu acho que hoje todos nós aprendemos uma importante lição sobre a vida, vocês não acham?

  9. nameuyju

    disney e mt legal nao tem nada a ver isso vcs q nao tem nada e fazem isso a pixar veio da disney

    15 Oct 2008, 17:49, via Internet Explorer Internet Explorer 7.0 no Windows Windows Vista

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