Hoje eu recebi, de novo, o tal e…
Hoje eu recebi, de novo, o tal e-mail dizendo que para economizar em postagem dos correios é só escrever “Carta Social”, por conta da lei blablabla de mil novecentos e antigamente. Eu nem vou entrar na discussão se esta história é verdadeira ou não, a pergunta mais básica é: a sua carta é realmente social? Não, claro que não. Você está querendo ganhar dinheiro em cima do correio. Daí imagine que todo mundo resolve fazer isso e a qualidade dos correios cai. Você deve ser o primeiro a cair de pau em cima. Aí o correio resolve aumentar as tarifas (afinal de contas ele tem contas a pagar como todo mundo) e o povo reclama como sempre e aqueles que não são “malandros” de escrever “Carta Social” vão pagar a conta dos espertos. Finalmente o correio decide eliminar de vez essa história de carta social e quem realmente precisa, organizações e associações em áreas de baixa renda, não vão poder mandar carta.
Parece uma viajem na maionese de um velho rabugento, mas este tipo de situação já aconteceu com várias coisas no Brasil e continua acontecendo. O exemplo mais simples é a sonegação de impostos. Outro bom exemplo é a carteirinha de estudante. Você que vai a qualquer evento cultural que aceita carteirinha de estudante deve saber que está pagando pela diferença de todos os estudantes que usaram carteirinha, muitos os quais teriam perfeitas condições de pagar inteira. É ingenuidade pensar que se economiza realmente nesse tipo de coisa. No fim do dia as contas de todas as empresas têm que dar positivo, alguém vai ter que “compensar”.
Eu só estou falando tudo isso por que lembrei de um já famoso texto sobre a diferença entre a mentalidade do povo no Brasil e nos EUA, o que também me lembra um de velho texto meu…
O seu raciocínio funciona, mas em parte. Certos benefícios são criados para certos casos específicos e usar artifícios como escrever “Carta Social” quando você não está mandando uma correspondência que se enquadre nessa especificação pode mesmo ser uma forma de levar vantagem. Mas usar um desconto, seja por conta do cartão de assinante de algum jornal, cartão de crédito ou mesmo da carteira de estudante, é algo perfeitamente normal, desde que você o use de forma legítima, ou seja, cumpra as especificações exigidas por lei. Mesmo que você tenha dinheiro para pagar uma entrada de cinema ou do show do Eric Clapton (R$ 50 a entrada mais barata), usar qualquer tipo de desconto oferecido a você de forma legítima é perfeitamente aceitável. O que não é certo, pelo menos em tese, é você conseguir esses descontos por meio de alguma fraude. Aí sim é lei de Gerson, é subir nas costas dos outros.
Assino em baixo Maron.
Eh Maron, mas vale ressaltar que existem muitos Altinhos que falsificam carteiras de estudante so pra se valer dos descontos.
Renatinha, mas foi isso que eu disse em cima. A carteira, desde que não seja obtida de forma ilícita, é uma forma aceitável de conseguir desconto. E tenho dito!! Go Yalar!!!
Todo apoio ao meu noivinho!!!