A Heloisa manda o link…
O brasileiro Hermes Barbosa de Lima, de 23 anos, foi espancado por cerca de 15 americanos na cidade de Bridgeport, no estado americano de Connecticut, depois de ser confundido com um árabe, de acordo com o jornal “Correio Braziliense”.
Eu estou sem palavras.
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Via Fladurante nos chega o link sobre um ótimo artigo escrito, claro, por alguém bem longe dos EUA.
Há 19 anos começou o maior ato de terrorismo da história moderna do Oriente Médio. No dia 16 de setembro de 1982, os aliados paramilitares de Israel começaram três dias de orgia, estupros, esfaqueamentos e assassinatos nos campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, matando 1.800 pessoas. O fato aconteceu logo após a invasão israelense do Líbano para expulsar a OLP do país, com o aval do secretário de Estado americano, Alexander Haig, e custou 17.500 vidas libanesas e palestinas, quase todas civis. Provavelmente três vezes o número de vítimas do World Trade Center. Mas eu não me lembro de nenhum discurso comovente sobre a democracia ou a liberdade.
(…)
Essa tentativa de censurar as realidades da guerra deve ser combatida. Vejam a lógica. O secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, insistia na sexta-feira que sua mensagem ao Taleban é simples: eles têm de assumir a responsabilidade por abrigar Bin Laden. “Vocês não podem separar suas atividades das atividades dos perpetradores do crime”, avisou ele. Mas os americanos se recusam a associar sua própria reação aos acontecimentos com as suas atividades no Oriente Médio.
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No meio dessa confusão toda o site de Miguel Pereira botou um link para cá. Fiquei bem feliz, já que hoje boa parte da família da minha mãe mora lá, incluindo meu afilhado Lucas (ê saudade). Eu passei vários fins-de-semana da minha infância em Miguel, na traseira da Rural verde do meu avô junto com a primalhada toda, fazendo uma bagunça de alta qualidade.
Feliz é quem mora em Miguel Pereira, longe dessa confusão toda.
O Luis manda a dica na caixinha de comentários e eu reproduzo aqui.
Aquela história do Flight Simulator, que foi um boato, se torna verdade, em comunicado da Microsoft. O jogo, assim como a paisagem mostrada na foto, não terá as duas torres do WTC.
Deu no Terra via Reuters que a versão 2002 do jogo não terá os prédios, nada mais justo.
Eu juro que estou tentando não falar mais sobre O Assunto, mas não dá… não dá… Cada dia é um absurdo novo que aparece.
Um paquistanês e um indiano de denominação Sikh foram mortos a bala no Arizona e Texas.
Seria engraçado se não fosse triste o fato de que o Paquistão está do lado dos americanos na “cruzada anti-Afeganistão”. Os toupeiras americanos não sabem nem a diferença entre um hindu e um muçulmano.
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Será que assim eles entendem? O Bill Gates também diz que não faz nada de errado, que só quer o bem dos consumidores.
Primeiro texto anti-guerra que eu vejo escrito por um americano.
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O objetivo do terrorismo é?… Espalhar o terror e a insegurança nos seus alvos. Então olha aqui:
O sentimento anti arabe nos EUA (Blue Bus) O estudo que USA Today, CNN e Gallup Poll realizaram entre 6a e sabado, outras notas abaixo, revela que os americanos estao divididos com relaçao aos arabes, incluindo até mesmo aqueles que sao cidadaos americanos. 49% dos entrevistados disseram que os arabes, mesmo os americanos, deveriam ser obrigados a utilizar um cartao especial de identificaçao. Outros 49% sao contra a exigência. Por outro lado, 58% dos entrevistados apoiam que os arabes, incluindo os que sao cidadaos americanos, sejam alvo de procedimentos de segurança mais rigidos nos aeroportos. De forma geral, a maioria da populaçao concorda com o aumento das restriçoes de segurança nos aeroportos e locais de trabalho, mas 68% se opoem as verificaçoes pessoais nas ruas. Pesquisa publicada pelo USA Today.
Enquanto isso eu ligava o rádio para ouvir uma musiquinha de manhã e ouço um dos apresentadores do meu (ex) programa favorito mandar essa: “Por que é que a gente não joga simplesmente uma bomba atômica no Afeganistão e pronto?”
Botei 3 CDs do Skank no carrosel e fui tomar meu café.
Bom dia para você também.
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A boa notícia é que, pelo menos a curto prazo, a Terceira Guerra Mundial não vai começar.
A má notícia é que o Grande Irmão está ficando cada vez mais poderoso. Quem vier aos EUA nos próximos meses verá.

Vista de Newport, em Jersey City, NJ. Um dos meus recantos favoritos por aqui. Mas como será ir lá agora?
Uma foto em homenagem a todos aqueles que pereceram nos atentados terroristas de 11 de Setembro e a todos aqueles que ainda sofrerão por conseqüência destes atos.
O reverendo Jerry Falwell e o apresentador evangélico Pat Robertson, dois personagens do mundo religioso-televisivo-conservador dos EUA, creditaram os atentados às mulheres que fazem aborto e aos homossexuais. Para eles, os EUA tornaram-se vulneráveis porque insultaram Deus e perderam sua proteção.
Notícia completa aqui (em inglês) e outros links aqui.
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Nos anos 70 e 80 o Afeganistão era controlado pela URSS. As mulheres podiam sair na rua e eram tratadas como seres humanos. Então veio a CIA nos bastidores para “libertar” o povo do comunismo, financiando e treinando o movimento de libertação que tinha entre seus membros gente como Osama Bin Laden.
Você…. sabia?
O povo americano não sabe.
Hoje de manhã liguei a TV em busca de um desenho animado leve para clarear a cabeça. A TV estava na ABC (controlada pelo grupo Disney) mas ao invés de exibir seus tradicionais desenhos de sábado pela manhã o mega-apresentador-e-Cid-Moreira-do-Norte Peter Jennings estava numa sala cheia de crianças e jornalistas “debatendo” os eventos ocorridos. As crianças faziam perguntas e os jornalistas da ABC tentavam responder.
Uma menina comentou que não gostava de comentar o assunto com os pais, que preferia deixar o assunto descansar por só trazer dor. O Senhor Jornalista respondeu: “Não. Você tem que discutir isso com seus pais mesmo havendo dor e lágrimas, tudo o que está acontecendo é muito importante para nossas vidas.”
Outra menina pergunta: “Eu queria saber por que eles fizeram isso com a gente.”
“A pergunta mais importante feita até agora.” – comentou Jennings. Mas ao invés de passar a bola aos colegas jornalistas ele deixa as próprias crianças responderem.
“Eu acho que eles fizeram isso por que nós acreditamos num deus diferente do deles. Eles acreditam em reencarnação então se morrerem voltam em uma vida melhor.”
“Eu acho que nós somos o país mais rico do mundo e o World Trade Center era o maior prédio financeiro do mundo e por isso nós fomos os alvos. A Bíblia deles diz que matar é OK, então eles querem nos matar.”
“Eu queria fazer uma pergunta.” – manda um garotinho sardento de menos de 10 anos.
“Não Timmmy, antes de fazer uma pergunta diga, por favor, por que você acha que eles fizeram isso.”
“Bom eu acho que nós fomos atacados por apoiarmos Israel nas ações militares do Oriente Médio e que estes países se sentem prejudicados por este apoio.”
Desliguei a TV enquanto a coisa estava boa, meio como Pelé que abandonou a carreira no auge, antes da coisa ficar feia. Fui ver Pokémon em outro canal.
Bush demonstra despreparo para lidar com a crise
De qualquer modo, a interrogação está nas cabeças. George Bush pai deu nesta quinta-feira (13/09), em Boston, uma entrevista coletiva durante a qual afirmou que seu filho é “muito forte” e que tem a seu redor “uma equipe fantástica”: declarações reveladoras e involuntariamente cruéis da parte de um ex-presidente, derrotado em 1992, mas cuja perícia na gestão da crise do Golfo foi unanimemente reconhecida.
Comparado com seus dois antecessores imediatos, seu pai e Bill Clinton, George W. Bush sai perdendo: ele não tem nem a competência do primeiro nem o instinto político do segundo.
O problema se evidenciou nestas quarta e quinta-feiras, pela insistência com a qual o círculo presidencial explicou sua atuação de terça-feira, depois dos ataques ao World Trade Center e ao Pentágono.
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