Não vamos descer ao nível deles…
Artigo publicado ontem no The Boston Globe, levanta para os leitores alguns pontos importantes. Taí um texto de seriedade vindo de dentro dos EUA. Estão começando a aparecer vários assim, com a poeira abaixando. Ponto para os americanos. Recomendo a leitura, mas aqui vão alguns trechos:
Civilian lives were the first casualties of this war. Civil liberties should not be the next.
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it is worth remembering that what distinguishes the United States from its enemies is the rule of law, not its cowboy culture.
The following day, agents from the Federal Bureau of Investigation led Boston Police and Immigration and Naturalization Service officers with automatic weapons on a raid of the Westin Copley Place Hotel. A national television audience watched as the bomb squad arrived, as the hotel and the Boston Public Library were evacuated.
The targets of the raid? Three Saudi nationals, in town to visit a hospitalized relative. The reason the young man and two young women in their 20s were allegedly hit, kicked, handcuffed, and interrogated at gunpoint by federal agents without counsel for five hours? A credit card receipt with a name similar, but not identical, to one of the hijackers.
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Representative Barbara J. Lee of California, the lone member to dissent from granting such broad war-making powers to the president, has had her patriotism questioned. Have her critics never heard of the Gulf of Tonkin resolution, the Johnson administrations duplicitous justification for the escalation of the Vietnam War?
Jonathan Shapiro, the Boston lawyer who represents the Saudi family, has had to field threatening telephone calls for championing the civil liberties of innocent people. Have his callers never heard of the internment camps where the United States confined Japanese Americans after the attack on Pearl Harbor?
E aqui vale uma pausa. Eu nunca tinha houvido falar nos tais campos de concentração para japoneses na Segunda Guerra até algum tempo atrás. OK, eu posso ter dormido nessa aula de história, mas francamente isso não é o tipo de coisa para ser mencionado assim, como quem não quer nada, num currículo escolar. O que se aprende na escola (ou se aprendia) sobre a participação americana na Segunda Guerra é simples: eles não iam entrar, o Japão atacou Pearl Harbor, eles entraram e ganharam a guerra sozinhos, inventando o Dia D. Ah sim, e jogaram a bomba atômica em cima de duas cidades japonesas. Os outros países foram coadjuvantes e a Rússia foi só uma distração para Hitler.
É claro que os campos de concentração japoneses eram “apenas” prisões, enquanto os judeus eram até mesmo cobaias de “experiências científicas” dos médicos nazistas. Mas um campo de concentração tem uma coisa em comum: você vai parar lá não pelo que fez, mas pelo que é. Enquanto as TVs, os filmes e os livros estão toda hora nos lembrando dos terrores dos campos judeus a mesma indústria rapidinho esquece seu próprio rabo sujo.
Conhece aquele papo de que a guerra é escrita pelos vencedores?
Atualização: o leitor Ricardo colocou um comentário importante demais para ser deixado lá na caixinha de comentários, lembrando um fato muito importante que eu deixei passar. O Japão fez atrocidades com o povo da China e Coréia de deixar Menguele de cabelo em pé, torturou e matou sem dó nem piedade. Mas isso, nunca é demais dizer, não justifica jogar a Bomba A na cabeça de 240.000 mil civis.
Antes de eu escrever sobre os EUA, primeiro tenho que dizer que os Japoneses fizeram muitas barbaridades na Asia durante a segunda guerra mundial.
Agora antes mesmo da segunda guerra mundial, existia um discriminacao violenta contra japoneses e principalmente chineses nos EUA.
Todas as potencias imperialistas estavam dividindo o mundo e deixaram o Japao de lado.
Um pouquinho de historia sobre a Liga das Nacoes … O Japao queria ser aceito de igual para igual com as nacoes ocidentais no inicio do seculo, mas elas simplesmente ignoravam o Japao .. Logo os governantes que aspiravam tais ideias foram removidos quando os militares tomaram o poder ..
Like the Italians, the Japanese were somewhat disappointed by the Covenant. Japan’s delegate on the League Commission at the Paris Peace Conference, Baron Makino, proposed a sentence be added to the Covenant’s preamble stating that the members of the League accepted the principles of the equality of nations and races, and the just and equal treatment for nationals of all countries. While most of the members of the Commission supported the principle, Woodrow Wilson, William Hughes, prime minister of Australia, and William Massey, prime minister of New Zealand, all opposed its inclusion. Each of their countries had imposed restrictions on Japanese immigration and wanted to avoid including anything in the Covenant that might affect those restrictions. Despite this initial setback, the Japanese fully supported the League of Nations in its early years. In the words of F. P. Walter, a prominent League official, “Japan appreciated the fact that at Geneva she stood on an equal footing with the leading States of Europe and could watch and, if she chose, share in, the management of international affairs.”[31] Once the militarists assumed power in Japan in 1930, the attitude of the Japanese toward the League quickly became one of veiled hostility until the advent of the Manchurian Crisis.
Bem, a presença dos EUA não foi bem assim. Os EUA não queriam entrar porque era paises fascistas como o Brasil na época (Getúlio). E principalmente porque (como hoje), ganham fortunas vendendo armas (dane-se que tem muita gente morrendo, quero meu dinheiro – como traficantes). Inclusive fábricas de brinquedo, e metalúrgicas viraram fábricas de armamento bélico.
Só que Hitler resolveu chamar os EUA para a briga, que muito espertamente negaram, até que o chefão da Alemanha resolveu ameaçar a Inglaterra… ai, a primeira medida dos EUA, para não se meter, foi cortar o petróleo, no qual o Japão foi o principal perdedor.
O ataque a Pearl Harbour foi um ataque traiçoeiro (depois de um tratado de paz, mas afinal, isso é guerra!) só que teve apenas 14 minutos, e poucos mortos, e em base militar.
Não foi nada daquele filme ridículo e exagerado “pearl Harbor”.
Dai, 5 anos depois, os EUA resolvem mostrar quem iria mandar na nova ordem mundial, e mata imediatamente 80.000 civis, e fere gravemente outros 80.000 com a radiação da bomba.
Quer saber? Os civis sempre se fodem…. Mas cada vez mais eu já sei quem é o vilão mesmo desta história…
Dizer que a Rússia foi uma distração para Hitler é bem coisa de quem ouve demais o que os americanos dizem
Na verdade, só um fato mostra que lees não foram tão “distração” assim: foram eles que tomaram Berlim e encontraram o cadável de Hitler.