Igrejinhas do barulho
A Câmara dos Vereadores do Rio aprovou (e derrubou o veto do Prefeito César Maia) lei de um pastor evangélico que aumenta de 55 para 80 decibéis o limite do som de bailes, festas e igrejas.
Isso só mostra, mais uma vez, como os políticos legislam para si e não para o povo. Teoricamente a única parte do “povo” a ser beneficiada seriam os frequentadores das igrejas, mas como eles já estão lá dentro, som mais alto ou mais baixo não faz lá tanta diferença. Mas quem já passou na frente de uma igreja dessas (99,99% da população) sabe que as caixas de som ficam viradas para fora, ou seja, a idéia é “publicidade”.
O vereador, então, não estava preocupado com as famílias que ficam desesperadas com o som dos cultos, como uma moradora que diz na reportagem de O Globo que sai de casa todo domingo para fugir da barulheira. Quem se importa? Mais importante é seu próprio “negócio”.