Da série Eu Não Volto Pro Brasil
Aos 28 anos, um rapaz pacato que sonhava ser criador de cavalos, trabalhava num bar e gostava de brincar com os sobrinhos. Um dia, pedalando uma bicicleta, cruzou com uma blitz da PM. Perdeu a vida.
Eu já cansei de dizer isso. No Brasil eu via a polícia e ficava preocupado. “Ihhh… será que vão me parar?” Isso é simplesmente absurdo.
Outro dia ainda estávamos conversando sobre outro absurdo brasileiro: os flanelinhas. Eu queria saber quando algum governante vai fazer alguma coisa contra esses caras que estão, no mínimo, estorquindo dinheiro do povo. O pior é que os ladrões de flanela já têm até sindicato! Mais uma vez todo mundo acha normal e ainda concorda quando eles dizem “Só estou fazendo o meu trabalho.”
o pior de
tudo é esse pensamento brazuca de “deixem os caras ‘trabalhar’, seu
mala!”.
é foda…. é como aqui em bhz city o lance dos perueiros. primeiro
eles começam infringindo a lei e prejudicando a cidade, depois se “organizam”
e começam a reivindicar. mesma história dos camelôs e etc. acho isso um absurdo.
e a desculpa que dão é que existe um grande problema de falta de oportunidade no
país, que faz com que pessoas corram para soluções como estas. é foda… se você
vir algo do tipo: job opportunities aí, dê um toque. eu quero ir…
O
buraco dos perueiros é mais embaixo. É fácil de achar, mas é mais embaixo. Dá o
dedinho aqui…
Quando os perueiros começaram os governantes,
pressionados pelas empresas de ônibus, pararam e gritaram: “VOCÊS SÃO
ILEGAIS!”
Aí a tal falta de oportunidades, que existe afinal de contas,
falou mais alto e eles continuaram operando. Naquela época eu apoiava, já que
era uma boa alternativa aos ônibus.
O tempo foi passando e ser perueiro
deixou de ser uma alternativa de quem tinha perdido o emprego e investido a
recisão numa van e passou a ser um negócio bem rentável. Aí o caldo entornou.
“Empresários” do submundo tomaram conta e os motoristas começaram a usar o
famoso “estou fazendo o meu trabalho” como justificativa para barbaridades no
trânsito e outras mais. Hoje não dá para ser perueiro sem se “sindicalizar”
(ou seja, pagar uma parte do lucro para alguém), assim como não dá para ser
camelô sem ser da panelinha.
E tudo começou lá atrás, quando o governo ao
invés de agir – legalizando e regulamentando – preferiu fingir que não era com
ele.
acho que
sou radical demais, mas não creio que regularizar (mesmo no início) seja a
saída….
comparo esses fêdêpês a qualquer outra catiguria de criminoso. por
mais “beneficios” que eles tragam, a atividade continua sendo ilegal. é a
mesma coisa de querer fazer “vista grossa” com as ‘radios comunitárias’ que
vendem publicidade e triplicam sua capacidade de alcance. acho um absurdo. antes
de pensar em regularizar uma atividade exercida por gente que não tem a minima
capacidade e/ou habilidade para transportar vidas, deve-se quebrar o pau com
quem está legalmente transportando passageiros e fazer a coisa funcionar. aí,
até gerar empregos é possível.
Mas se você legaliza tem direito de cobrar, de
fiscalizar (tá… sonha Cristiano…). Você cria empresas e gera concorrência
para as empresas de ônibus tomarem vergonha. Onde eu morava mesmo, as duas
empresas de busão que monopolizavam a área se coçaram rapidinho para oferecer,
entre outras coisas, ônibus expressos com ar-condicionado. Mas hoje elas
preferem gastar o dinheiro na pressão com o governo. Afinal de conta seus
concorrentes são ilegais.
Outra coisa que tem que acabar é essa de linha
de ônibus ser concessão, que nem rádio e TV. Você cadastra empresas e quem
quiser faz a linha que quiser, ora bolas. Mas aí acaba a mamata, né?
Além
de tudo a gente saiu totalmente do assunto original que era a POLÍCIA. Polícia
pára quem precisa. (finalmente vi uma utilidade pra esse acento
diferencial!!!)
Mas e ai, Cris? Voce vai voltar pro
Brasil ou nao; vai pro Canada ou nao; vai ficar ai ou nao? Estou xeretando!