Como sofre o torcedor brasileiro…
Ontem fui obrigado a ver o jogão da Seleção via Internet, captando as imagens da TV Peruana via Real Player. Uma qualidade sofrível (“Cadê a bola? Cadê a bola???”) para um futebol mais ainda. No segundo tempo liguei o som da Jovem Pan AM com o vídeo do Peru, mas nem isso nem o Jardel conseguiram dar a vitória ao Brasil.
Concordo com os comentaristas da Pan: está mais do que provado que Roberto Carlos (O Homem da Máscara de Ferro) e companhia não são salvadores de pátria nenhuma. O chato é que a minha desculpa era que o Brasil não tinha tempo de treinar para os jogos. Agora nem isso posso falar mais.
Sabe o que é o mais interessante? No fim das contas o Luxemburgo está com o melhor retrospecto nas eliminatórias. Pelo menos ele ganhou alguma coisa.
Pois é, Cris, está
mais do que provado que o problema não é com o técnico, apenas. O problema é com
a mentalidade dos “atletas” brasileiros. Fala pra mim, se você fosse o técnico
de uma seleção brasileira de qualquer esporte e um dos seus convocados dissesse
que não tem amor pela camisa, que ele é um profissional e vai jogar porque esse
é o seu trabalho, você manteria esse cara na equipe?
Eu com certeza não. Acho
que a salvação para o futebol é escolher o time como escolhíamos quando
crianças. Perguntamos bem alto: “QUEM AÍ QUER JOGAR NA SELEÇÃO? QUEM VAI ADORAR
FAZER ISSO, LEVANTA A MÃO!”. Aí, escolhemos 2 possíveis técnicos, aqueles dos 2
times mais fodões da atualidade, que tiram par-ou-ímpar pra ver quem escolhe o
primeiro jogador, dentre os que levantaram as mãos. As duas, porque aqueles que
levantaram só uma podem não estar com muita vontade.
Bem, agora colocamos os
dois times pra jogar. O que ganhar vai ser a seleção titular. O que perder vai
ser a reserva e seu técnico vai ser o auxiliar técnico.
Que tal? Acho que
poderia dar certo