Oh Bush! Ontem eu ia escrever um…
Oh Bush!
Ontem eu ia escrever um artigo aqui sobre a tal crise EUA/China e o tal tratado ambientalista que o Bush usou como papel higiênico, assuntos que estão bem comentados nos Blog do Tiago e do Maron. Só que acabei enrolando e ficou para hoje.
Vamos começar com o assunto “simples”, o ecológico. Eu não vou chover no molhado, os dois blogs citados falam tudo o que eu acho, mas só queria acrescentar que o essa história passou batida nos jornais daqui. Noticiaram e pronto. Quem está com cara de idiota nessa história toda é a ex-governadora de New Jersey e atual Secretária de Meio-Ambiente Christine Whitman. Até agora o “meu” Presidente foi contra tudo o que prometeu na campanha em termos de proteção ao meio ambiente. Juntando a outros fatos dos últimos 3 meses, como por exemplo os itens escolhidos para o corte no orçamento, uma recente pesquisa mostrou que 50% dos americanos acham que Bush é um pau-mandado dos empresários.
Quando chegamos no caso da China a coisa fica totalmente feia. Até os órgãos de imprensa americanos estão começando a dizer que o caso não está sendo conduzido de uma maneira “correta”. O Maron fez uma analogia perfeita sobre o caso, comparando a queda do avião com um menino brincando no seu quintal e vendo um outro avião de brinquedo bater com o seu. (o que você está fazendo que ainda não leu o texto dele?)
O curioso é: a lei americana diz que se alguém entrar na sua casa você tem o direito constitucional de pegar uma arma e estourar os miolos do desgraçado. Mas como o avião estava no quintal, os EUA, ou melhor, os vizinhos chatos e fortões da fábula do Maron, viram e dizem: “A calçada é pública.” Quem nunca ouviu isso? Ou melhor, “Estávamos em calçadas internacionais!”
Mas para me dar esperanças de que o mundo ainda tem conserto, os dois países começaram a se tocar que estavam pegando meio pesado. O problema é aquela velha história, quando dois namorados brigam: “Não vou pedir para voltar senão dou o braço a torcer.” Os EUA “não podem” simplesmente virar e pedir desculpas (claro que podem) pois aí os “fortões do bairro” vão ficar com as outras criancinhas, que podem achar que não precisam mais dar o dinheiro da merenda. A China não pode mandar o avião de volta intocado (e nem deve) para não acabar com sua imagem de último país do mundo que não é mulherzinha dos EUA.
Um último adendo sobre o parágrafo acima: só mesmo nesse país “da igualdade e da democracia” crianças têm que encarar coleguinhas de escola estorquindo dinheiro de suas merendas, como se fosse a coisa mais normal do universo.