Deu no NY Times: Hi, I’m in Bangalore…
Deu no NY Times: Hi, I’m in Bangalore (but I Dare Not Tell)
“We watch a lot of `Friends’ and `Ally McBeal’ to learn the right phrases,” Ms. Suman said. “When people talk about their Bimmer, you have to know they mean a BMW.”
Empresas americanas estão exportando as centrais de atendimento ao consumidor (os famosos 0-800) para a Índia. Mais uma vez os EUA exportam os trabalhos “chatos” para outros cantos do mundo porque seus cidadãos não querem ganhar pouco para um trabalho desses.
Como eu já disse uma vez, a vida do americano médio meio que perdeu a graça. Não existem mais grandes inimigos, mesmo com o fantasma da recessão a economia é a melhor dos últimos seiláquantos anos e até nos esportes não há quem possa. Por isso trabalhos como atender o telefone estão totalmente fora dos planos de qualquer pessoa e aqui eles podem simplesmente virar e dizer “não estou a fim”.
Já na Índia, ou no Brasil, qualquer emprego é bem-vindo, então por que não exportar esse tipo de trabalho? A tecnologia de telecomunicações permite isso. O Brasil seria um mercado melhor ainda para essas empresas, por causa do fuso horário. O problema é que o inglês dos indianos é melhor do que o nosso (quando se consegue remover aquele sotaque incompreensível) por causa da colonização inglesa.
Mas uma coisa os brasileiros tem melhor do que qualquer país no mundo: paciência com o cliente. Os turistas que vão ao Brasil ficam maravilhados em ver como são bem tratados. Até quem não fala inglês tem a maior paciência de tentar se comunicar.
Talvez esteja aí um novo mercado para o Brasil…